Empreendedores criativos

 

Talvez já tenhas reparado que a página inicial deste website refere conteúdos de marketing, business e life skills para Empreendedores Criativos. É mesmo esta a classe profissional que acredito possa ter mais interesse nos meus artigos – mas atenção, se não fores empreendedor criativo e estiveres a gostar, podes muito bem ficar desse lado!

 

Mas afinal, o que é isso de Empreendedor Criativo?, podem perguntar algumas pessoas. E eu passo a explicar.

 

Segundo a Wikipedia, a diferença entre os empreendedores criativos e os restantes é que estes se focam na criação e exploração de capital criativo e intelectual e são, essencialmente, investidores em talento – o deles e o de outras pessoas.

 

Segundo a mesma página, apesar de já haver empreendedores criativos há séculos – como joalheiros artesanais ou poetas profissionais – este termos está mais em voga desde meados do século XX, quando se começou a observar uma mudança em direção a uma economia do conhecimento (aquela que usa o conhecimento para gerar valor) e a uma sociedade da informação (aquela em que criação, distribuição, uso, integração e manipulação da informação são atividades económicas, políticas e culturais significativas). Nesta nova era, as velhas regras dos negócios baseados na industrialização já não se aplicam.

 

Segundo o economista Richard E. Caves, algumas características que distinguem as atividades criativas de outros setores económicos são:

– A procura é incerta

– Os criativos preocupam-se com o seu produto

– Alguns produtos criativos requerem skills diversificadas

– Os produtos são diferenciados e com infinita variedade

– Skills diferenciadas verticalmente (ou seja, pequenas diferenças em habilidade podem gerar grandes diferenças de valor)

– O tempo urge

– Durabilidade dos produtos e dos rendimentos (por exemplo, direitos de copyright continuam a gerar rendimento muito depois do produto lançado – exemplo: livros)

 

O Department for Culture, Media and Sports do Reino Unido define indústrias criativas como “aquelas que têm origem em criatividade, habilidade e talento individuais e que têm potencial para gerar riqueza e emprego através da criação e exploração de propriedade intelectual” (tradução livre minha).

Em 2015, o mesmo departamento reconheceu nove setores criativos, nomeadamente:

– Publicidade e Marketing

– Arquitetura

– Artesanato

– Design (gráfico, de produto e de moda)

– Cinema, TV, vídeo, rádio e fotografia

– Serviços de IT, software e computação

– Publicação editorial

– Museus, galerias e bibliotecas

– Música, artes performativas e artes visuais

 

A esta lista, o autor John Howkins acrescenta a indústria dos brinquedos e jogos, bem como a área mais alargada de investigação e desenvolvimento em ciência e tecnologia.

 

Já segundo Richard Florida, existe uma classe socio-económica a que ele chama de classe criativa, que constitui uma força motora para o desenvolvimento económico (localizações com maior concentração de elementos da classe criativa são economicamente mais avançadas), e que é composta por:

– Core super-criativo: este grupo incluí uma gama alargada de ocupações, desde as ciências, engenharia, educação, programação de computadores, investigação, até às artes, design e media.

– Profissionais criativos: profissionais que trabalham nas áreas clássicas do conhecimento, como a saúde, os negócios e finanças, o direito e a educação. Baseiam-se em conjuntos complexos de conhecimentos para resolver problemas específicos.

 

Mas chega de teoria, vamos então aos 6 principais tipos de empreendedores criativos!

 

1 – O Educador

Ou thought-leader, usa informação para ensinar outras pessoas algo específico. Desde cozinhar, escrever ou pintar, a temas de negócios, marketing ou outros. Este ensino pode ocorrer presencialmente, em workshops ou formações, ou online através de blogs, vídeos, podcasts, sejam os recursos gratuitos ou na forma de cursos pagos.

 

O mais típico é que o educador partilhe algum do seu conhecimento de forma gratuita, não só para ganhar a confiança de quem o acompanha como para ajudar aqueles que não podem comprar os seus produtos ou acompanhamento, e reserve o seu conhecimento mais aprofundado para quando os consumidores estão dispostos a investir em cursos ou ensino personalizado.

 

2 – O Freelancer

O freelancer vende o seu tempo e as suas habilidades e talentos para prestar um serviço a quem compra. São especialistas num determinado tema. Este tipo de serviços cobre uma grande variedade de necessidades, como design (gráfico, web), copywriting, fotografia, produção de vídeo, gestão de redes sociais, gestão de projetos, entre outros.

 

Este tipo de criativos costuma apresentar algum do seu trabalho já realizado na forma de um portfólio, de modo a demonstrar as suas capacidades, mas cada vez mais usam também a partilha de conteúdos úteis do seu domínio para ganharem a confiança de quem os segue.

 

3 – O Coach

Estes empreendedores são normalmente muito empáticos e colocam-se com facilidade no lugar do outro. Ajudam a encontrar e amplificar o potencial de quem os contrata. Podem encontrar-se com os seus clientes presencialmente ou online e a gama de preços abrange praticamente todo o espetro imaginável.

 

Estes especialistas também costumam aproveitar os conteúdos que partilham, quer sejam de sua autoria ou curados de outras fontes, para inspirar, motivar e promover o desenvolvimento pessoal e profissional de quem os segue.

 

4 – O Artista

O Artista cria bens palpáveis, como joalheria, artigos de decoração, roupas, estacionário, velas, quadros, etc.

 

O que mais influencia as suas vendas é a produção de artigos que um determinado público tenha interesse em comprar. A partilha de detalhes sobre a sua arte ou de pormenores de “behind the scenes” ajuda também a que o público estabeleça uma relação de maior proximidade com eles.

 

5 – O Curador

O Curador tem a habilidade de encontrar e selecionar produtos que outras empresas produzem, e vendê-los a quem os procura. Estes empreendedores procuram produtos nos quais acreditam e que estejam alinhados com a sua marca.

 

Precisam de ter uma grande capacidade de selecionar e atingir o seu público ideal.

 

6 – O Entertainer

Estes empreendedores criativos produzem conteúdos que outras pessoas querem consumir, sob vários formatos, como artigos de blogs, vídeos de Youtube, podcasts, livros, música ou artes performativas.

 

As suas fontes principais de rendimento são a venda de bilhetes para os seus eventos ao vivo, direitos de copyright, bem como a venda de espaço publicitário e patrocínios. Para terem sucesso, precisam de grandes audiências dispostas a dar-lhes atenção.

 

 

E aqui tens, o meu resumo do empreendedorismo criativo.

 

Que tipo de empreendedor criativo és tu? Ou, se ainda não és nenhum destes, qual pretendes vir a ser no futuro?

 

Sabes o que são empreendedores criativos? Desde educadores, a freelancers, coaches, artistas ou entertainers, todos eles pertencem à chamada classe criativa.

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