Filipa Maia

Instagram Feed

    Criatividade

    • 6 tipos de empreendedores criativos

      Empreendedores criativos

       

      Talvez já tenhas reparado que a página inicial deste website refere conteúdos de marketing, business e life skills para Empreendedores Criativos. É mesmo esta a classe profissional que acredito possa ter mais interesse nos meus artigos – mas atenção, se não fores empreendedor criativo e estiveres a gostar, podes muito bem ficar desse lado!

       

      Mas afinal, o que é isso de Empreendedor Criativo?, podem perguntar algumas pessoas. E eu passo a explicar.

       

      Segundo a Wikipedia, a diferença entre os empreendedores criativos e os restantes é que estes se focam na criação e exploração de capital criativo e intelectual e são, essencialmente, investidores em talento – o deles e o de outras pessoas.

       

      Segundo a mesma página, apesar de já haver empreendedores criativos há séculos – como joalheiros artesanais ou poetas profissionais – este termos está mais em voga desde meados do século XX, quando se começou a observar uma mudança em direção a uma economia do conhecimento (aquela que usa o conhecimento para gerar valor) e a uma sociedade da informação (aquela em que criação, distribuição, uso, integração e manipulação da informação são atividades económicas, políticas e culturais significativas). Nesta nova era, as velhas regras dos negócios baseados na industrialização já não se aplicam.

       

      Segundo o economista Richard E. Caves, algumas características que distinguem as atividades criativas de outros setores económicos são:

      – A procura é incerta

      – Os criativos preocupam-se com o seu produto

      – Alguns produtos criativos requerem skills diversificadas

      – Os produtos são diferenciados e com infinita variedade

      – Skills diferenciadas verticalmente (ou seja, pequenas diferenças em habilidade podem gerar grandes diferenças de valor)

      – O tempo urge

      – Durabilidade dos produtos e dos rendimentos (por exemplo, direitos de copyright continuam a gerar rendimento muito depois do produto lançado – exemplo: livros)

       

      O Department for Culture, Media and Sports do Reino Unido define indústrias criativas como “aquelas que têm origem em criatividade, habilidade e talento individuais e que têm potencial para gerar riqueza e emprego através da criação e exploração de propriedade intelectual” (tradução livre minha).

      Em 2015, o mesmo departamento reconheceu nove setores criativos, nomeadamente:

      – Publicidade e Marketing

      – Arquitetura

      – Artesanato

      – Design (gráfico, de produto e de moda)

      – Cinema, TV, vídeo, rádio e fotografia

      – Serviços de IT, software e computação

      – Publicação editorial

      – Museus, galerias e bibliotecas

      – Música, artes performativas e artes visuais

       

      A esta lista, o autor John Howkins acrescenta a indústria dos brinquedos e jogos, bem como a área mais alargada de investigação e desenvolvimento em ciência e tecnologia.

       

      Já segundo Richard Florida, existe uma classe socio-económica a que ele chama de classe criativa, que constitui uma força motora para o desenvolvimento económico (localizações com maior concentração de elementos da classe criativa são economicamente mais avançadas), e que é composta por:

      – Core super-criativo: este grupo incluí uma gama alargada de ocupações, desde as ciências, engenharia, educação, programação de computadores, investigação, até às artes, design e media.

      – Profissionais criativos: profissionais que trabalham nas áreas clássicas do conhecimento, como a saúde, os negócios e finanças, o direito e a educação. Baseiam-se em conjuntos complexos de conhecimentos para resolver problemas específicos.

       

      Mas chega de teoria, vamos então aos 6 principais tipos de empreendedores criativos!

       

      1 – O Educador

      Ou thought-leader, usa informação para ensinar outras pessoas algo específico. Desde cozinhar, escrever ou pintar, a temas de negócios, marketing ou outros. Este ensino pode ocorrer presencialmente, em workshops ou formações, ou online através de blogs, vídeos, podcasts, sejam os recursos gratuitos ou na forma de cursos pagos.

       

      O mais típico é que o educador partilhe algum do seu conhecimento de forma gratuita, não só para ganhar a confiança de quem o acompanha como para ajudar aqueles que não podem comprar os seus produtos ou acompanhamento, e reserve o seu conhecimento mais aprofundado para quando os consumidores estão dispostos a investir em cursos ou ensino personalizado.

       

      2 – O Freelancer

      O freelancer vende o seu tempo e as suas habilidades e talentos para prestar um serviço a quem compra. São especialistas num determinado tema. Este tipo de serviços cobre uma grande variedade de necessidades, como design (gráfico, web), copywriting, fotografia, produção de vídeo, gestão de redes sociais, gestão de projetos, entre outros.

       

      Este tipo de criativos costuma apresentar algum do seu trabalho já realizado na forma de um portfólio, de modo a demonstrar as suas capacidades, mas cada vez mais usam também a partilha de conteúdos úteis do seu domínio para ganharem a confiança de quem os segue.

       

      3 – O Coach

      Estes empreendedores são normalmente muito empáticos e colocam-se com facilidade no lugar do outro. Ajudam a encontrar e amplificar o potencial de quem os contrata. Podem encontrar-se com os seus clientes presencialmente ou online e a gama de preços abrange praticamente todo o espetro imaginável.

       

      Estes especialistas também costumam aproveitar os conteúdos que partilham, quer sejam de sua autoria ou curados de outras fontes, para inspirar, motivar e promover o desenvolvimento pessoal e profissional de quem os segue.

       

      4 – O Artista

      O Artista cria bens palpáveis, como joalheria, artigos de decoração, roupas, estacionário, velas, quadros, etc.

       

      O que mais influencia as suas vendas é a produção de artigos que um determinado público tenha interesse em comprar. A partilha de detalhes sobre a sua arte ou de pormenores de “behind the scenes” ajuda também a que o público estabeleça uma relação de maior proximidade com eles.

       

      5 – O Curador

      O Curador tem a habilidade de encontrar e selecionar produtos que outras empresas produzem, e vendê-los a quem os procura. Estes empreendedores procuram produtos nos quais acreditam e que estejam alinhados com a sua marca.

       

      Precisam de ter uma grande capacidade de selecionar e atingir o seu público ideal.

       

      6 – O Entertainer

      Estes empreendedores criativos produzem conteúdos que outras pessoas querem consumir, sob vários formatos, como artigos de blogs, vídeos de Youtube, podcasts, livros, música ou artes performativas.

       

      As suas fontes principais de rendimento são a venda de bilhetes para os seus eventos ao vivo, direitos de copyright, bem como a venda de espaço publicitário e patrocínios. Para terem sucesso, precisam de grandes audiências dispostas a dar-lhes atenção.

       

       

      E aqui tens, o meu resumo do empreendedorismo criativo.

       

      Que tipo de empreendedor criativo és tu? Ou, se ainda não és nenhum destes, qual pretendes vir a ser no futuro?

       

      Sabes o que são empreendedores criativos? Desde educadores, a freelancers, coaches, artistas ou entertainers, todos eles pertencem à chamada classe criativa.

    • 5 Hábitos para estimular a criatividade

      Hábitos para estimular a Criatividade

       

      Como empreendedores criativos, vivemos de ideias e quando elas falham podemos sentir-nos perdidos. Mas há alguns hábitos que podemos implementar para evitar que isso aconteça!

       

      O medo que a criatividade se esgote

       

      Também costumas ter aquele pesadelo em que um cliente te contrata para um trabalho criativo e não consegues, de forma alguma, ter boas ideias? Ou, pelo menos, ideias mais ou menos boas, vá.

       

      Sei como isso pode ser assustador, mas é exatamente por esse medo – e porque não queremos (mesmo!) que isso aconteça – que devemos trabalhar no nosso dia a dia para estimular a nossa criatividade.

       

      Há alguns hábitos simples que podes implementar para te tornares ainda mais criativo e, com o tempo e à medida que vais percebendo que estes hábitos funcionam mesmo, deixarás de ter este medo tão comum no mundo do empreendedorismo criativo.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      1 – Usa exercícios estruturados

      Por vezes, temos alguns preconceitos em relação à realização de exercícios estruturados para funções criativas. Temos aquela visão idealista de que as ideias devem surgir naturalmente e sem ser necessário grande esforço.

       

      Apesar disso, os exercícios estruturados podem ser uma grande ajuda no momento de gerar ideias e há vários a que podes recorrer, avaliando quais os que melhor se adaptam a ti e à tua atividade.

       

      Por exemplo, a utilização de ferramentas ou exercícios como mindmaps, brainstorming (se houver outra(s) pessoa(s) com quem realizar o exercício), brainwriting (no caso de estares sozinho), técnica dos seis chapéus, da associação de ideias, ou mesmo daydreaming (deixar a mente deambular) ou meditação, podem dar origem a ideias muito interessantes.

       

      2 – Mantém uma lista/diário/caderno de ideias

      Se precisas de ter ideias de forma consistente, para alimentar a produção de conteúdos, por exemplo, para um blog (tal como eu faço aqui), então deves manter uma lista de ideias e registar todas as que te ocorrem.

       

      Não precisas de começar a trabalhar nessas ideias logo de seguida. Basta que tires uma nota rápida (mas que te permita recordar, por inteiro, qual era a ideia) e quando estiveres preparado para trabalhar nela, ela lá estará à tua espera.

       

      Se produzes algum tipo de conteúdos regulares, quer sejam conteúdos escritos, em vídeo ou em audio, não haverá nada pior do que sentares-te à secretária sabendo que precisas de produzir o conteúdo seguinte, pois tens um calendário a cumprir, e esperares que, nesse momento, te surja uma ideia excelente.

       

      Se mantiveres uma lista de ideias, quando te sentares para trabalhar basta consultar essa lista e escolher a ideia que vais trabalhar a seguir. Podes simplesmente escolher aquela que te der mais vontade de trabalhar no momento ou, se tiveres um calendário editorial (o que é melhor ainda!) podes escolher trabalhar a ideia que vem a seguir no teu calendário.

       

      Garanto que se fores registando estas ideias, nunca vais chegar à fase de produção apenas para perceberes que não tens nenhuma ideia boa para trabalhar.

       

      Podes usar vários métodos para registar estas ideias, mas o que recomendo é que uses um dos seguintes:
      . um pequeno caderno que ande contigo para todo o lado, ou
      . uma app de notas no teu smartphone.

       

      Se tiveres uma boa ideia e não a registares no momento porque pensas que quando chegares a casa ainda te vais lembrar, fica desde já avisado que a probabilidade de perderes essa ideia é bastante elevada (não tenho números concretos nem qualquer estudo científico, mas diria que é para cima de 90%!)

       

      3 – Afasta-te do teu trabalho

      O processo criativo tem várias fases – não, não é só o momento em que tens a ideia, é bastante mais complexo do que isso. As fases do processo criativo são:
      . Preparação
      . Incubação
      . Iluminação
      . Verificação

       

      Muitas vezes, quando pensamos em criatividade, apenas temos em mente a fase da Iluminação: O momento em que a ideia te surge e te sentes a pessoa mais criativa de sempre. No entanto, há muito trabalho que acontece antes desse momento, mesmo que por vezes ele aconteça de forma inconsciente.

       

      Uma fase muito importante do processo criativo é a Incubação, em que tu já apreendeste a informação necessária à resolução do problema ou da tarefa (Preparação), mas o teu cérebro ainda está a criar associações entre as diferentes partes dessa informação. Este processo acontece de forma inconsciente e não é continuando a olhar para a informação ou para o problema que vais conseguir acelerá-lo.

       

      Nesta fase, é importante que deixes o teu cérebro fazer o seu trabalho – ele sabe bem o que tem de fazer, podes confiar! Para isso, deves afastar-te do teu trabalho e relaxar! Sim, relaxa e aproveita para fazer atividades que te proporcionem prazer e bons momentos.

       

      Vai dar uma caminhada, lê um livro, vê um filme, vai ao ginásio ou combina um jogo qualquer com os teus amigos (tanto pode ser futebol como um escape game!). Relaxa, desliga, mexe-te, e não penses no problema que tens para resolver.

       

      4 – Consome conteúdo criativo

      Há um conceito muito interessante – e com o qual concordo plenamente – neste mundo do empreendedorismo criativo:

       

      Ideas in = Ideas out

       

      Precisas de consumir informação para ter ideias novas. Precisas de um input de ideias para que o teu cérebro possa apreendê-las, associá-las de uma forma que só tu serias capaz – devido às tuas experiências prévias, personalidade, crenças, etc. – e gerar um output de ideias único no mundo: as tuas ideias.

       

      Podes consumir conteúdo sob várias formas:
      . ler livros (de ficção e não-ficção) e artigos
      . ouvir podcasts ou audiobooks
      . ver vídeos no Youtube
      . ver documentários, filmes ou séries
      . ir ao teatro, a um concerto ou a uma exposição de arte
      . conversar com outras pessoas – sim, outras pessoas que conheces na vida real também podem ser uma fonte de ideias.

       

      Não sei quanto a ti, mas eu adoro consumir conteúdos, por isso o facto de poder dizer que o faço para estimular a minha própria criatividade, deixa-me um bocadinho mais descansada quando passo horas a fazê-lo!

       

      5 – Ensina outros

      Podes não acreditar, mas ensinar um tópico a outras pessoas também pode estimular a tua criatividade.

       

      O facto de reunires informação sobre um dado tópico e a estruturares de uma forma cuidada e que possa ser apreendida por outras pessoas, muitas vezes obriga-te a olhar para os conteúdos de uma maneira diferente, permitindo-te fazer associações que, de outra forma, não farias.

       

      Para além disso, o facto de provavelmente dedicares uma boa dose do teu tempo a reunir informação e a estudar o tópico, ajuda também à geração de novas ideias – muito em linha com o ponto anterior.

       

      Assim, da próxima vez que tiveres de preparar uma apresentação ou uma formação sobre um determinado tópico, aproveita para mergulhares na informação e deixa a tua criatividade voar.

       

       

      Implementa estas dicas e acredito que deixarás de ter bloqueios de criatividade e o medo de nunca mais teres uma ideia boa vai desaparecer.

       

      Como empreendedores criativos, vivemos de ideias e quando elas falham podemos sentir-nos perdidos. Mas há alguns hábitos que podemos implementar para estimular a criatividade. Vê aqui 5 que podes implementar já.