Filipa Maia

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    Mind & Body

    • Medo de falhar

      medo de falhar

      Este é um medo que impede muitas pessoas de agirem, mas, quanto a mim, a falha não existe.

      Sei que isto pode até parecer-te estranho, mas vou explicar-te as minhas razões para pensar assim.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      E ouvir o episódio 15 do Podcast Lifestyle by Design:

       

      Sempre que tentamos fazer algo novo, algo de diferente, pode acontecer uma de duas coisas: ou vamos obter os resultados pretendidos ou vamos aprender a lição que precisamos de aprender.

      Ora, eu acredito que as falhas são, na realidade, lições, porque todas as falhas permitem aprendizagem.

      Na minha opinião, quando não conseguimos aquilo que pretendíamos, ou seja, quando ficamos aquém dos nossos objetivos, temos sempre uma aprendizagem a retirar. E é este processo sucessivo de tentativa e erro e consequentes aprendizagens que nos faz crescer e, eventualmente, chegar aos nossos objetivos e aos resultados que efetivamente correspondem às nossas expectativas.

      Muitas pessoas podem ver a falha como consequência de terem escolhido um caminho errado. Eu, contudo, quando não obtenho os resultados pretendidos, considero que apenas descobri um caminho errado.

      Lembras-te dos labirintos que vinham nas revistas de atividades quando éramos crianças? Pois bem, imagina que estás a percorrer esse labirinto com o teu lápis e, de repente, chegas a um beco sem saída. O que fazes? Aposto que voltas para trás e já sabes que tens de experimentar outro caminho. E assim sucessivamente até encontrares o caminho certo para a saída. Certo?

      O mesmo acontece, na minha perspetiva, com os nossos processos de tentativa e erro. Quando falhamos significa, simplesmente, que descobrimos um caminho que não nos vai levar onde queremos e, portanto, temos de seguir por outro.

      Quantos mais caminhos errados vamos descobrindo, mais próximas estamos de descobrir o caminho certo.

      É por isto que não acredito que existe uma verdadeira falha, mas apenas uma descoberta de caminhos que não funcionam.

      Encararmos a falha como um processo de aprendizagem e descoberta torna o caminho muito mais leve e fácil.

       

      Depois disto, diz-me: o que farias se soubesses que só precisavas de falhar mais uma vez para alcançares o teu maior sucesso?

       

      O medo de falhar é uma das coisas que pode impedir as pessoas de começarem os seus negócios ou projetos. Eu acho que a falha não existe. Descobre porquê.

    • 3 Mitos na Criação de Cursos Online

      cursos online mitos

       

      Será que é um destes 3 mitos que vou partilhar contigo neste artigo que te está a impedir de criares o teu próprio curso online?

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1 – Audiência

      Algumas pessoas acreditam que, para terem sucesso com um curso online, precisam de ter uma audiência muito grande.

      No entanto, aquilo que estas pessoas ainda não sabem é que a criação do curso e o seu lançamento vão contribuir, por si só, para o crescimento dessa audiência. Ou seja, fazendo as coisas certas, ao criares e divulgares o teu curso, vais atrair as pessoas que estão interessadas nesses conteúdos que tens para partilhar. Afinal, ao falares disso nas redes sociais, comunicando como podes ajudar as pessoas e, até, utilizando uma estratégia cuidada de anúncios pagos no Instagram e Facebook, vais acabar por chegar ao teu público-alvo e atrair a sua atenção.

       

      2 – Curso perfeito

      O teu curso não precisa de ser perfeito. Nada é perfeito, na verdade, e procurar a perfeição é meio caminho andado para a autossabotagem e para a procrastinação.

      Muitas pessoas acreditam que, para criar um curso online, é necessária uma grande produção, equipamento de última geração, um cenário muito trabalhado, vídeos muito bem filmados e editados com qualidade profissional ou até um determinado número de módulos dentro do curso para que valha a pena avançar com ele. Contudo, depois de passarem imenso tempo a criar tudo isto que julgam necessário, apercebem-se de que, afinal, aquele curso e aqueles conteúdos não têm interesse assim para tanta gente como pensavam.

      Então, na minha opinião, a estratégia mais inteligente é fazer um proof of concept, um teste, e perguntar às pessoas se terão interesse no curso que estás a pensar criar e, se sim, dar a essas pessoas o curso numa versão de teste. E podes até, depois, dar benefícios a estas pessoas na aquisição da versão completa do curso.

      Com isto, vais conseguir, por um lado, saber se há pessoas interessadas no curso que queres criar e, por outro, conseguirás testemunhos acerca dos conteúdos do curso que te darão credibilidade aquando do lançamento da versão final.

       

      3 – Não podes cobrar muito

      Isto também é um mito, porque o preço que colocares ao teu curso dependerá da estratégia da tua marca, do teu posicionamento e do tipo de pessoas que queres que se inscrevam.

      O teu principal objetivo com o curso deve ser que as pessoas que o frequentem obtenham determinados resultados, por isso, quanto mais as pessoas precisarem de investir no teu curso, mais comprometidas estarão com o processo, o que, por sua vez, vai fazer com que obtenham melhores resultados. Daqui, consegues retirar 2 vantagens adicionais: a primeira é que o teu curso vai ter um impacto maior na vida destas pessoas e a segunda é que vais conseguir testemunhos valiosos para apresentares às pessoas da tua comunidade que ainda não experimentaram o curso.

      Ao cobrares um valor mais elevado vais garantir que tens contigo pessoas altamente comprometidas com os resultados que querem obter e, com esses mesmos resultados, estás a ter mais impacto e, simultaneamente, a conseguir vários testemunhos e casos de estudo de pessoas que já aplicaram aquilo que tu lhes ensinaste. Depois, podes, então, apresentar esse feedback à comunidade que tens à volta da tua marca e, assim, ganhar ainda mais credibilidade.

       

      Acreditavas em algum destes mitos? E o que pensas deles agora? Vou gostar muito de saber a tua opinião sobre este assunto.

       

      Há várias pessoas a criar os seus cursos online, mas alguns hesitam ou desistem. Mas não é preciso ter medo: ficam aqui 3 mitos sobre cursos online.

    • Cursos Online: Duas verdades que ninguém te diz

       

      cursos online verdades

       

      Os cursos online começam, agora, a ser mais frequentes em Portugal, ainda que esta modalidade de formação seja já muito comum noutros países.

      Eu mesma sou uma grande adepta desta “moda” que agora surge por cá, até porque sou uma ávida consumidora desta modalidade de formação, mas há algumas questões a considerar quando falamos de criar um curso online.

      A maior parte das pessoas segue esta via da criação de cursos online como uma forma de criar um rendimento passivo, mas há duas verdades sobre isto que poucas pessoas conhecem.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1. Ninguém quer comprar um curso online

      Isto significa que comprar um curso online não é a prioridade de um potencial cliente que chega até nós. As pessoas procuram uma solução para o seu problema e as pessoas vão querer comprar aquela que lhes parece ser a melhor solução para esse problema.

      É por isto que não deves procurar vender a esta pessoa o teu curso online, mas sim a solução que tu tens para a ajudar a resolver o seu problema. E, apesar de essa solução até passar pela aquisição do teu curso online, a forma como a apresentas tem de ser totalmente diferente. Ou seja, deves manter sempre o foco na solução que tens para essa pessoa e nos resultados que ela vai obter se seguir aquilo que tens para lhe propor. O curso online, neste caso, é, simplesmente, o meio pelo qual a pessoa terá acesso àquela solução de que tanto precisa.

       

      2. Cursos online não são fontes de rendimento passivo

      O teu curso online, a partir do momento em que o crias, vive sozinho, não necessita mais da tua intervenção, mas a realidade é que não se vende sozinho.

      Por exemplo, ter um curso permanentemente com inscrições abertas pode ser contraproducente, porque as pessoas sabem que ele estará sempre ali, disponível, e, como tal, não vão tomar a inscrição como uma prioridade. Por isso, manter um curso com inscrições quase sempre fechadas e abrir inscrições só em determinadas alturas e durante um período limitado irá contribuir para que obtenhas melhores resultados nas vendas. Isto porque as pessoas sabem que, se não se inscreverem nessa altura, podem perder a oportunidade. Ora isto – lançar inscrições, promover o curso, gerir e fechar inscrições – exige trabalho. E se gera trabalho deixa de ser um rendimento passivo.

      Isto significa que não deves criar um curso online? Claro que não, porque apesar de dar trabalho durante o período de inscrições, de facto, não há limite ao rendimento que podes obter através da venda de um curso online.

      Um curso online, na minha opinião, não é uma forma de rendimento passivo, mas sim um método de alavancagem, ou seja, com a mesma quantidade de trabalho consegues exponenciar os teus resultados, quer em termos de impacto quer de rendimento gerado.

       

      Resumindo:
      – Vale a pena criar um curso online? Sim.
      – Deves avançar com a criação do curso com a ilusão de que com isso estarás a gerar rendimento passivo? Não.
      – Deves promover o teu curso online? Não, promove antes a solução que o teu cliente ideal procura para o seu problema.

      Agora, conta-me, já tens alguma ideia para a criação de um curso online para o teu negócio ou já tens algum a decorrer e sobre que tema? Partilha comigo o teu ponto de situação nos comentários.

       

      Muitas pessoas começam a criar cursos online... e ainda bem! Mas há duas verdades sobre cursos online que precisas de saber!

    • Medo da exposição: O que precisas de saber para o ultrapassares

      medo da exposição

       

      Se tens, ou queres vir a ter, um negócio próprio ou desenvolver a tua marca pessoal, mas tens medo da exposição, lê este artigo e vê o vídeo que tenho para ti sobre este tema. A melhor forma de começarmos a falar sobre este tema é desconstruindo cada uma das suas partes.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      1 – O Medo

      O medo não passa de uma emoção e existe para nos avisar de alguma coisa, nomeadamente de um potencial perigo à nossa volta. O medo existe para nos proteger e é ativado quando percecionamos uma ameaça. A questão, aqui, é que nem sempre essa ameaça é real.

      Assim, o que te recomendo é que, mais do que abafar ou evitar o medo, comeces a aprender a conviver com o medo.
      Atualmente, o medo já não me paralisa. Em vez disso, funciona como uma bússola, indicando-me o caminho que devo seguir. Afinal, o medo só surge em relação a coisas que são muito importantes para nós e que podem fazer a diferença na nossa vida e na vida de outras pessoas.

      Então, se queremos fazer algo que é importante para nós, não devemos deixar que o medo nos paralise. Devemos, apenas, usá-lo como bússola. Lembra-te que quanto mais medo sentires de fazer alguma coisa, mais isso significa que fazê-lo é importante para ti.

      Por isso, podemos e devemos avançar mesmo com o medo presente.

       

      2 – A Exposição

      A exposição é habitualmente encarada como algo negativo, mas a verdade é que ela é inevitável se temos uma mensagem para passar ao mundo.

      Não conseguimos fazer chegar a nossa mensagem sem nos expormos, sem nos mostrarmos, sobretudo se esta mensagem estiver ligada a nós, aos nossos valores e ao nosso propósito.

      Vou-te propor que, agora, penses comigo de outra forma: quanto mais exposta eu ficar, mais longe consigo levar a minha mensagem, quantas mais pessoas ouvirem aquilo que tenho para partilhar, mais vou conseguir divulgar aquilo que tenho para dizer.

      Este é o lado positivo da exposição e é nele que te deves focar, pois quando a nossa vontade de levar a nossa mensagem mais longe se torna maior do que o medo da exposição é quando decidimos começar a expor-nos.

      Foca-te na tua mensagem e naquela pessoa que precisa mesmo de ouvir a tua mensagem. Pensa na pessoa cuja vida vai ser impactada quando ouvir a tua mensagem e como ela iria ficar se a tua mensagem não chegasse até ela. É ou não uma pena que tantas pessoas fiquem sem saber aquilo que tens para dizer só porque tens medo da exposição?

       

      3 – Medo do julgamento

      Muitas vezes, o medo da exposição resulta do medo do julgamento que vem com a exposição.

      Aqui, é preciso termos consciência do seguinte:

      • É impossível agradar a toda a gente; haverá sempre quem não se identifique com a tua mensagem; não há problema absolutamente nenhum nisso. Lembra-te que o julgamento das outras pessoas não diz nada sobre a pessoa que tu és, mas sim sobre aquilo que elas pensam sobre si próprias e aquilo que as incomoda nelas. Treina-te para te tornares imune a esse julgamento.
      • É fundamental saber distinguir o que é um feedback construtivo – mesmo que implique apontarem-nos algo que temos a melhorar – e o que é um julgamento negativo, maldoso e, às vezes, até cruel. O feedback positivo tem o potencial de nos fazer melhorar e é a esse feedback, e só a esse, que deves dar crédito.

       

      4 – Autoimagem

      O medo da exposição está também, muitas vezes, relacionado com a nossa autoimagem. Eu própria, antes de começar o meu canal do Youtube, tive muito medo de me expor e de ter de lidar com a minha autoimagem e com aquilo que os outros poderiam pensar de mim.

      Felizmente, percebi que os filtros que aplicamos quando olhamos para nós próprios são totalmente diferentes dos que aplicamos quando olhamos para os outros.

      A nossa tendência ao olharmos para nós é detetar imediatamente os nossos próprios defeitos e, depois, é difícil focarmo-nos noutras coisas que não sejam aquilo de que não gostamos em nós. Mas a verdade é que aquilo que vemos numa imagem nossa não é o mesmo que outra pessoa vê quando olha para nós. O nosso filtro distorce a realidade.

      Deixo-te um exercício: Olha para uma fotografia tua e procura aquilo que tu tens de melhor, foca-te naquilo que são os teus pontos fortes e começa a ver-te com esse filtro. Assim, vais começar a ter uma ideia mais aproximada da forma como as outras pessoas te veem.

       

      E, agora, de que estás à espera? O teu medo da exposição só vai desaparecer quando começares. Estou certa de que tens uma mensagem para passar ao mundo e que há muitas pessoas que vão beneficiar daquilo que tu tens para partilhar com elas.

      Conta-me nos comentários o que é que fez mais sentido para ti neste artigo e o que é que pode realmente fazer a diferença para que avances e comeces a transmitir a tua mensagem.

      O medo da exposição não deve ser um impedimento no caso de teres ou quereres vir a ter um negócio próprio ou desenvolver a tua marca pessoal.

       

    • Como Crescer nas Redes Sociais

      Crescer nas redes sociaisc

      Este é um tema que, por norma, desperta sempre o interesse de quem usa as redes sociais para trabalhar, para divulgar o seu negócio e chegar a cada vez mais pessoas.
      Contudo, a abordagem que vos apresento hoje é, talvez, um pouco diferente daquela que seria expectável.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      Quem me acompanha pelo Youtube e viu o vídeo sobre a palavra que escolhi para 2019 sabe que este ano me vou focar mais em temas relacionados com Mindset e menos nos temas relativos a estratégia. Parece paradoxal, mas é com base nesta linha de pensamento que quero falar convosco sobre este tema do crescimento nas redes sociais.

      Para isso, preciso de clarificar o que é que, para mim, significa crescer nas redes sociais. Quando me refiro ao crescimento nas redes sociais, não estou a falar em fazer crescer o número de seguidores. Na verdade, o número de seguidores não importa nada para o crescimento do nosso negócio, pois não são os seguidores que pagam as contas ou trazem lucro ao negócio e encontramos facilmente contas com um elevadíssimo número de seguidores que, depois, não refletem propriamente um negócio de sucesso.

      Então, quando falo em crescer nas redes sociais, refiro-me concretamente a 2 aspetos: interação e conversão de seguidores em clientes.  A chave é termos seguidores que estão realmente interessados naquilo que estamos a dizer e naquilo que temos para vender. Não importa se são 10, 10 mil ou 10 milhões. O importante é que tenham interesse naquilo que temos para partilhar e naquilo que vendemos.

      Neste sentido, recomendo 3 métodos para crescer nas redes sociais:

       

      1- Criar conteúdos de excelente qualidade (dentro e fora das redes sociais)

      Estou a falar de conteúdos dentro e fora das redes sociais, quer sejam as fotografias e as captions do Instagram, os vídeos no Youtube, os podcasts ou até os freebies que criamos para serem lead magnets da nossa newsletter.

      Todos estes conteúdos terão um impacto direto na interação que vamos gerar nas redes sociais, porque com conteúdos de qualidade as pessoas vão ter interesse nos temas que estamos a tratar. Numa perspetiva de angariação de clientes, isto também vai ter impacto, porque com conteúdo de qualidade as pessoas vão confiar em nós para fazermos um trabalho de qualidade quando nos contratarem.

      A criação de conteúdo de qualidade vai ter ainda um efeito secundário que é o aumento do número de seguidores, porque as pessoas vão partilhar esses conteúdos de qualidade e é com essas partilhas que vamos conseguir chegar a cada vez mais pessoas.

      As redes sociais vivem de conteúdos, por isso são eles que nos podem ajudar a chegar mais longe.

       

      2- Criar relações (dentro e fora das redes sociais)

      Mais uma vez, este método também deve ser aplicado dentro e fora das redes sociais. Devemos falar com as pessoas, sejam os nossos seguidores ou pessoas que seguimos e com cujo conteúdo nos identificamos e apreciamos, utilizando quer os comentários, quer as mensagens diretas. Quando, por exemplo, vemos que alguém está a fazer um bom trabalho numa rede social, devemos dizer-lhe isso mesmo. Isto vai promover a interação, porque demonstramos interesse pelo seu trabalho e reconhecemos o seu esforço e dedicação.

      Fora das redes sociais, também. Conversarmos com pessoas, conversarmos sobre o nosso trabalho, sobre as nossas redes sociais vai aproximar-nos dos outros enquanto damos a conhecer aquilo que fazemos. As redes sociais são um espaço para se fomentarem relações, por isso, quando promovemos essas relações fora das redes sociais, estamos também a promovê-las dentro, porque acabamos por nos encontrar também aí.

       

      3- Fazer um excelente trabalho

      O boca-a-boca continua a funcionar muito bem. Hoje em dia, o boca-a-boca já não se resume a um amigo que recomenda o nosso trabalho a outro amigo. Hoje, esta recomendação pode chegar precisamente dentro de uma rede social. A partilha do trabalho que desenvolvemos pode partir de uma pessoa que trabalha connosco e que reconhece a qualidade do nosso trabalho ou pode vir de alguém que, simplesmente, partilha os nossos conteúdos.

      A chave do crescimento nas redes sociais e no nosso negócio está em sermos tão bons que é impossível as pessoas ignorarem-nos, tal como é referido por Cal Newport no seu livro So Good They Can’t Ignore You: Why Skills Trump Passion in the Quest for Work You Love.

       

      Esta é a minha perspetiva do que significa crescer nas redes sociais: tudo se resume a conteúdo, relações e trabalho de qualidade. Vou gostar de saber se concordam comigo e, sobretudo, qual é o primeiro passo que vão dão dar para colocarem e prática uma destas minhas recomendações.

       

      Como crescer nas redes sociais. Não, este artigo não dá mais 10 truques para enganar algoritmos e ganhar seguidores. Mas dá 3 passos para crescer de forma orgânica.

    • 6 Mudanças de Mindset para o Sucesso do Negócio

      Mindset

       

      Os nossos pensamentos criam a nossa realidade e neste artigo quero partilhar contigo 6 mudanças de mindset que podem alterar a realidade do teu negócio. Muda os teus pensamentos para mudares a tua realidade.

       

      Também podes ver os vídeos:

      Parte 1:

       

      Parte 2:

       

      1 – De Mindset Fixo para Mindset de Crescimento

      Esta mudança de mindset é importante em todas as áreas da vida, mas é mesmo importante nos negócios. Consiste em acreditar que podemos sempre aprender qualquer coisa e melhorar qualquer aspeto do nosso negócio. Se não acreditarmos nisto, haverá uma série de coisas importantes para o nosso negócio que nem sequer vamos tentar fazer.

       

      Na prática:

      – Se ainda não estamos onde queremos estar, não podemos desesperar, mas sim continuar a trabalhar, a estudar, a aprender, e a melhorar até chegarmos lá.

      – Sempre que recebemos feedback ou críticas, devemos tentar extrair formas de melhorarmos. Qualquer feedback pode conter ensinamentos, mesmo quando não é dado da forma mais construtiva. Por vezes pode magoar, mas mesmo quando não é construtivo, é possível analisar esse feedback e tentar identificar pontos de melhoria. Se não nos agradar a forma como o feedback foi dado, basta ignorar, mas apenas depois de retirarmos todo o valor que conseguirmos.

      – Devemos ainda prestar atenção a tudo aquilo que nos dizem. Por vezes o feedback vem lá escondido no meio da conversa e se não estivermos atentos podemos deixar passar, principalmente se for algo que não é muito confortável de enfrentar. Por isso é importante ler e ouvir com atenção tudo aquilo que nos dizem, que dizem sobre nós e sobre a nossa marca.

       

      2 – De Mindset Amador para Mindset de Pró

      Os amadores ficam à espera que aconteça, os prós vão e fazem acontecer. E sim, para poder entrar em ação alinhada é preciso ter clareza em relação a quem somos, em relação àquilo que queremos fazer, em relação à nossa marca, em relação ao que queremos para a nossa vida. Mas os amadores ficam à espera que essa clareza caia do céu, enquanto que os prós vão atrás dela e trabalham para a conseguirem.
      Os amadores pensam que só podem começar a fazer depois de se tornarem prós, os prós sabem que só começando a fazer é que irão progredir e tornar-se verdadeiros especialistas.

      Segundo Steven Pressfield, autor do livro Turning Pro:

      “A diferença entre um amador e um profissional está nos seus hábitos. Um amador tem hábitos de amador. Um profissional tem hábitos de profissional. Nunca podemos libertar-nos dos hábitos, mas podemos substituir hábitos maus por hábitos bons.

      Se queres ser, sentir-te e ser visto como um profissional, tens de comportar-te como um profissional. E criar os hábitos que levam a isso.
      Há também uma citação famosa do escritor Somerset Maughham, quando lhe perguntaram, numa entrevista, se ele apenas escrevia quando surgia a inspiração ou se seguia um horário pré-determinado. A resposta dele foi qualquer coisa como: “Eu só escrevo quando a inspiração chega. Felizmente, ela chega todos os dias às 9h da manhã.”

       

      Na prática:

      – Compromete-te com um horário – mesmo que tenhas começado o teu negócio para teres liberdade de horários, ter um horário mais ou menos fixo é muito importante. Esse horário pode mudar, pode ser diferente no verão e no inverno, quando estás em casa ou a viajar, mas tenta ter um horário de trabalho e, mais importante, cumprir esse horário.

      – Começa a ver-te como pró – mesmo que sintas um pouco de síndrome do impostor, percebe que para ajudares outra pessoa basta estares um passo à sua frente, por isso haverá sempre alguém para quem tu és um pró, mesmo que haja outros tantos prós que já vão à tua frente.

       

      3 – De Mindset de Medo para Mindset de Sucesso

      É tão normal termos medos, principalmente quando estamos a começar algo novo. “Ninguém vai querer trabalhar comigo, ninguém quer saber do que eu faço ou digo, ninguém vai ler ou ver isto…”

      Estes medos vivem apenas dentro da nossa cabeça: não são reais, não existem mesmo. Focarmo-nos nestes medos só traz energias negativas, impede-nos de trabalhar ou de fazermos trabalho de qualidade, e transparece na nossa comunicação. Por isso temos de começar a focar a nossa atenção noutras coisas, principalmente no sucesso, que está ao virar da esquina.

       

      Na prática:

      – Dizer os nossos medos em voz alta ajuda imenso, torna-os tão ridículos que perdem logo a sua força.

      – Criar um vision board da nossa versão de sucesso no futuro. Não precisa de ser um sucesso muito distante nem precisamos de saber todos os pormenores de como será esse sucesso na realidade, mas devemos incluir aqueles aspetos que para nós são imprescindíveis.

      – Reune apoio – um ou mais amigos com quem possas conversar quando precisas de desabafar sobre estes medos. Procura que seja alguém que te puxe para cima e te ajude a mover o foco do medo para o sucesso.

      – Pratica gratidão – um diário de gratidão é uma boa opção. Se o medo consiste em energia negativa, a gratidão consiste em energia positiva e ajuda a contra-balançar.

       

      4 – De Mindset de Escassez para Mindset de Abundância

      Pára de pensar no “e se…”

      E se não for suficiente? E se ninguém me pagar? E se já estou a entrar no mercado muito tarde? E se deixar de ter dinheiro para pagar as contas?

      Começa a pensar que tudo vai correr bem, que há mais do que o suficiente neste mundo para todos – dinheiro suficiente, espaço suficiente, clientes suficientes, trabalho suficiente. Aquilo em que colocas o teu foco é aquilo que expande. Se colocares o teu foco na escassez, a escassez vai aumentar. Se, por outro lado, colocares o teu foco na abundância, a abundância vai aumentar.

       

      Na prática:

      – Procura colaborações em vez de procurares competir: Se olhares para todos os que trabalham no teu meio como uma ameaça à tua própria sobrevivência, estarás num mindset de escassez. Procura colaborar com outras pessoas e demonstrar que cada um pode ter o seu espaço, mesmo que façam coisas muito parecidas – e se as marcas forem bem trabalhadas, mesmo que façam exatamente o mesmo, vão atrair conjuntos de pessoas diferentes

      – Oferece valor, pratica generosidade. Conteúdos gratuitos são uma ótima forma de dares valor para depois receberes valor. Mas atenção: não estou a falar de lead magnets insignificantes apenas para que as pessoas subscrevam a tua newsletter. Estou a falar de conteúdos que realmente entregam valor. O meu curso gratuito de Brand Strategy é um exemplo disso: tenho recebido feedback incrível da parte de pessoas que fizeram o curso, incluindo pessoas que já estavam familiarizadas com todos os conceitos mas mesmo assim agradeceram que as recordasse de algumas coisas. E atenção: mesmo que ofereças imenso valor, as pessoas vão continuar a querer trabalhar contigo e pagar-te pelo teu trabalho. Não te esqueças: what goes around, comes around.

       

      5 – De “Sim” a tudo para “Não” sempre que necessário

      Eu sei que no início a tentação é grande para dizer que sim a tudo: a todas as oportunidades que impliquem qualquer nível de exposição, a todas as pessoas que querem ser nossos clientes, a tudo aquilo que os nossos clientes pedem. Mas tudo isto contribuirá de forma negativa para a tua marca: vais estar a dispersar demasiado a tua atenção e a retirar o foco daquilo que realmente importa. É provável que a qualidade do teu trabalho diminua e, consequentemente, a satisfação dos teus clientes também diminuirá.

       

      Na prática:

      – Oportunidades só devem ser aceites se estiverem alinhadas com aquilo que a tua marca defende e representa. Depois de trabalhada a marca, é fácil identificar a que oportunidades dizer sim ou não.

      – Nem todos os clientes são um bom fit para trabalharem connosco e está tudo bem. Dizer não aos que não encaixarem totalmente é perfeitamente válido. E se achas que tens de dizer que sim a todos os clientes porque não podes recusar dinheiro, é porque ainda estás com um mindset de escassez – muda para um mindset de abundância: de onde chegou aquele cliente, hão de chegar muitos mais.

      – Também não temos de aceder a tudo o que os nossos clientes pedem: se não fizer parte das tarefas acordadas, se não estiver dentro daquilo com que te comprometeste a fazer, e se vai prejudicar alguma parte da tua vida, podes dizer que não (também podes dizer que sim se para ti fizer sentido e não representar um transtorno, só não te deves sentir obrigado a isso).

       

      6 – De foco no problema para foco na solução

      Este mindset consiste em perceber que tudo tem uma solução e que num mundo com Google, Youtube, livros digitais que podemos comprar e descarregar em menos de um minuto, e de especialistas ou freelancers em qualquer área, então é possível encontrar a solução para qualquer problema.

       

      Na prática:

      – Primeiro, assume a responsabilidade pelo problema. Se ele aconteceu é porque algo não correu bem e está nas tuas mãos corrigir.

      – Segundo, percebe que não existe falha, apenas aprendizagem. Se aconteceu um problema, assume a responsabilidade e não o vejas como uma falha tua, mas sim como a oportunidade para aprender algo.

      – Depois, procura pela solução. E não é obrigatório que façamos tudo no nosso negócio, por isso se achas que sozinho não vais conseguir chegar à solução, ou que vais chegar lá mas com muito trabalho e tempo investido, então procura a ajuda de alguém, de um especialista na temática, de alguém que possas acrescentar à tua equipa (mesmo que não seja a tempo inteiro mas recorrendo a trabalho de freelancers).

       

      Muda o teu mindset para mudares a tua realidade e potenciares o sucesso do teu negócio. 6 mudanças de mindset e passos práticos para começares a mudar!

      Muda o teu mindset para mudares a tua realidade e potenciares o sucesso do teu negócio. 6 mudanças de mindset e passos práticos para começares a mudar!

    • 6 tipos de empreendedores criativos

      Empreendedores criativos

       

      Talvez já tenhas reparado que a página inicial deste website refere conteúdos de marketing, business e life skills para Empreendedores Criativos. É mesmo esta a classe profissional que acredito possa ter mais interesse nos meus artigos – mas atenção, se não fores empreendedor criativo e estiveres a gostar, podes muito bem ficar desse lado!

       

      Mas afinal, o que é isso de Empreendedor Criativo?, podem perguntar algumas pessoas. E eu passo a explicar.

       

      Segundo a Wikipedia, a diferença entre os empreendedores criativos e os restantes é que estes se focam na criação e exploração de capital criativo e intelectual e são, essencialmente, investidores em talento – o deles e o de outras pessoas.

       

      Segundo a mesma página, apesar de já haver empreendedores criativos há séculos – como joalheiros artesanais ou poetas profissionais – este termos está mais em voga desde meados do século XX, quando se começou a observar uma mudança em direção a uma economia do conhecimento (aquela que usa o conhecimento para gerar valor) e a uma sociedade da informação (aquela em que criação, distribuição, uso, integração e manipulação da informação são atividades económicas, políticas e culturais significativas). Nesta nova era, as velhas regras dos negócios baseados na industrialização já não se aplicam.

       

      Segundo o economista Richard E. Caves, algumas características que distinguem as atividades criativas de outros setores económicos são:

      – A procura é incerta

      – Os criativos preocupam-se com o seu produto

      – Alguns produtos criativos requerem skills diversificadas

      – Os produtos são diferenciados e com infinita variedade

      – Skills diferenciadas verticalmente (ou seja, pequenas diferenças em habilidade podem gerar grandes diferenças de valor)

      – O tempo urge

      – Durabilidade dos produtos e dos rendimentos (por exemplo, direitos de copyright continuam a gerar rendimento muito depois do produto lançado – exemplo: livros)

       

      O Department for Culture, Media and Sports do Reino Unido define indústrias criativas como “aquelas que têm origem em criatividade, habilidade e talento individuais e que têm potencial para gerar riqueza e emprego através da criação e exploração de propriedade intelectual” (tradução livre minha).

      Em 2015, o mesmo departamento reconheceu nove setores criativos, nomeadamente:

      – Publicidade e Marketing

      – Arquitetura

      – Artesanato

      – Design (gráfico, de produto e de moda)

      – Cinema, TV, vídeo, rádio e fotografia

      – Serviços de IT, software e computação

      – Publicação editorial

      – Museus, galerias e bibliotecas

      – Música, artes performativas e artes visuais

       

      A esta lista, o autor John Howkins acrescenta a indústria dos brinquedos e jogos, bem como a área mais alargada de investigação e desenvolvimento em ciência e tecnologia.

       

      Já segundo Richard Florida, existe uma classe socio-económica a que ele chama de classe criativa, que constitui uma força motora para o desenvolvimento económico (localizações com maior concentração de elementos da classe criativa são economicamente mais avançadas), e que é composta por:

      – Core super-criativo: este grupo incluí uma gama alargada de ocupações, desde as ciências, engenharia, educação, programação de computadores, investigação, até às artes, design e media.

      – Profissionais criativos: profissionais que trabalham nas áreas clássicas do conhecimento, como a saúde, os negócios e finanças, o direito e a educação. Baseiam-se em conjuntos complexos de conhecimentos para resolver problemas específicos.

       

      Mas chega de teoria, vamos então aos 6 principais tipos de empreendedores criativos!

       

      1 – O Educador

      Ou thought-leader, usa informação para ensinar outras pessoas algo específico. Desde cozinhar, escrever ou pintar, a temas de negócios, marketing ou outros. Este ensino pode ocorrer presencialmente, em workshops ou formações, ou online através de blogs, vídeos, podcasts, sejam os recursos gratuitos ou na forma de cursos pagos.

       

      O mais típico é que o educador partilhe algum do seu conhecimento de forma gratuita, não só para ganhar a confiança de quem o acompanha como para ajudar aqueles que não podem comprar os seus produtos ou acompanhamento, e reserve o seu conhecimento mais aprofundado para quando os consumidores estão dispostos a investir em cursos ou ensino personalizado.

       

      2 – O Freelancer

      O freelancer vende o seu tempo e as suas habilidades e talentos para prestar um serviço a quem compra. São especialistas num determinado tema. Este tipo de serviços cobre uma grande variedade de necessidades, como design (gráfico, web), copywriting, fotografia, produção de vídeo, gestão de redes sociais, gestão de projetos, entre outros.

       

      Este tipo de criativos costuma apresentar algum do seu trabalho já realizado na forma de um portfólio, de modo a demonstrar as suas capacidades, mas cada vez mais usam também a partilha de conteúdos úteis do seu domínio para ganharem a confiança de quem os segue.

       

      3 – O Coach

      Estes empreendedores são normalmente muito empáticos e colocam-se com facilidade no lugar do outro. Ajudam a encontrar e amplificar o potencial de quem os contrata. Podem encontrar-se com os seus clientes presencialmente ou online e a gama de preços abrange praticamente todo o espetro imaginável.

       

      Estes especialistas também costumam aproveitar os conteúdos que partilham, quer sejam de sua autoria ou curados de outras fontes, para inspirar, motivar e promover o desenvolvimento pessoal e profissional de quem os segue.

       

      4 – O Artista

      O Artista cria bens palpáveis, como joalheria, artigos de decoração, roupas, estacionário, velas, quadros, etc.

       

      O que mais influencia as suas vendas é a produção de artigos que um determinado público tenha interesse em comprar. A partilha de detalhes sobre a sua arte ou de pormenores de “behind the scenes” ajuda também a que o público estabeleça uma relação de maior proximidade com eles.

       

      5 – O Curador

      O Curador tem a habilidade de encontrar e selecionar produtos que outras empresas produzem, e vendê-los a quem os procura. Estes empreendedores procuram produtos nos quais acreditam e que estejam alinhados com a sua marca.

       

      Precisam de ter uma grande capacidade de selecionar e atingir o seu público ideal.

       

      6 – O Entertainer

      Estes empreendedores criativos produzem conteúdos que outras pessoas querem consumir, sob vários formatos, como artigos de blogs, vídeos de Youtube, podcasts, livros, música ou artes performativas.

       

      As suas fontes principais de rendimento são a venda de bilhetes para os seus eventos ao vivo, direitos de copyright, bem como a venda de espaço publicitário e patrocínios. Para terem sucesso, precisam de grandes audiências dispostas a dar-lhes atenção.

       

       

      E aqui tens, o meu resumo do empreendedorismo criativo.

       

      Que tipo de empreendedor criativo és tu? Ou, se ainda não és nenhum destes, qual pretendes vir a ser no futuro?

       

      Sabes o que são empreendedores criativos? Desde educadores, a freelancers, coaches, artistas ou entertainers, todos eles pertencem à chamada classe criativa.

    • 7 Hábitos de bem-estar para empreendedores criativos

      Bem-estar para empreendedores criativos

       

      Quando estás a tentar arrancar com um negócio novo, é fácil deixar de dar atenção a algumas necessidades básicas, talvez exatamente porque elas parecem tudo menos básicas quando há tantas coisas que o teu negócio precisa que faças.

       

      Por outro lado, quando já estás numa fase mais avançada do negócio, seria de esperar que já tivesses conseguido encontrar o teu equilíbrio, mas nem sempre isso acontece. Por vezes tens tanto trabalho – e convenhamos, uma carteira cheia de clientes é tudo o que sempre quiseste, por isso não nos vamos queixar, certo? – que fica ainda mais difícil conseguir arranjar tempo para o teu próprio bem-estar.

       

      Eu compreendo. Também eu já fui culpada disto. Nem sempre é fácil discernir as prioridades quando aquilo que mais precisamos é de clientes e de ver dinheiro a entrar na conta. E não sei quantas vezes já me aconteceu postar imagens de livros ou falar de caminhadas nas minhas redes sociais e receber comentários de empreendedores que dizem “deste lado não há tempo para isso”. E eu fico feliz que tenham tanto que fazer, é tão bom sinal!

       

      O problema é que depois acontecem coisas como burn-out ou bloqueios de criatividade. E aí quem é que vai fazer avançar os vossos negócios ou tratar do trabalho para os vossos clientes? Pois… Dá que pensar, não dá?

       

      Quanto a mim, existem hábitos básicos de bem-estar que ninguém deve deixar cair. Deixo-te aqui ficar os sete que considero mais importantes.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      1 – Ritual matinal

      A forma como começas o teu dia determina todo o resto do teu dia. Já vários autores, empreendedores e outros famosos falaram disto (alguns exemplos são Tony Robbins, Tim Ferriss ou Barack Obama) e eu concordo plenamente. De manhã cedo é o período ideal para fazeres aquelas coisas que só te dizem respeito a ti. Vê o teu ritual matinal como um espaço só teu, só para ti.

       

      Seja para fazeres a tua meditação, o teu exercício físico, para leres ou fazeres journaling, ou apenas para reveres as tarefas que tens de atacar nesse dia e organizares a tua vida. A última coisa que deves fazer é começar o dia numa correria e sem alguma intenção bem definida.

       

      Podes ter um ritual matinal de 15 minutos ou de duas horas, tudo vai depender de ti, daquilo que pretendes fazer e da tua intenção. Mas não deixes de estabelecer um que funcione para ti e começa a arrancar o teu dia com intenção.

       

      2 – Faz uma coisa que adores (fora do trabalho)

      Ou seja, tem um hobbie! Ter algo que te deixa mesmo animado e que não está nada relacionado com o teu trabalho é mesmo essencial. Pode até ser que o teu negócio tenha começado com um hobbie. Mas se agora é um negócio, precisas de um novo hobbie. Um que seja mesmo só um hobbie.

       

      Como criativo que és, precisas de desligar a cabeça. Precisas de algo que te permita desfrutar e passar um bocado divertido sem a pressão de ter de originar um rendimento. Pode ser o que quiseres, desde desporto, até à escrita, passando por voluntariado, ou simplesmente ler ou colorir aqueles livros de pintar para adultos. Tudo serve, desde que te divirtas e não esteja relacionado com trabalho!

       

      3 – Muda de ambiente de vez em quando

      Pode ser uma viagem a outra cidade ou mesmo outro país. Ou pode apenas ser o facto de ires trabalhar uma tarde para um sítio diferente, um café, por exemplo. A ideia é ver coisas novas, ver ambientes e pessoas diferentes.

       

      Muitas vezes, sentimo-nos a passar por um momento de menor criatividade e, quando damos conta, reparamos que estamos há dias a trabalhar a partir de casa (ou do escritório), só saímos daquele ambiente para ir ao ginásio ou fazer as compras da semana, vemos sempre as mesmas pessoas e ainda ficamos admirados.

       

      Muitas pessoas pensam que a criatividade é apenas a criação de ideias novas. Mas não se restringe a isso – há até quem defenda que já não há ideias novas. A criatividade é, isso sim, a associação de duas ou mais ideias pré-existentes de uma forma nova e única. Por isso, se queres ser criativo, tem de haver um input de novas ideias na tua vida e nem sempre é suficiente receber esse input via online. Também precisas de ver novos ambientes offline.

       

      Se tiveres um negócio que funciona estritamente online, então tens ainda mais sorte e podes até viajar para outra cidade e continuar a trabalhar a partir de lá. Mas mesmo que isso não seja possível para ti, não deixes de visitar sítios novos na tua própria cidade. Vais ver que só te vai fazer bem!

       

      4 – Celebra todas as tuas vitórias

      És um empreendedor, de certeza que já conseguiste coisas fantásticas pelo caminho. Quando foi a última vez que paraste para celebrar uma das tuas vitórias? Ou quando tens uma vitória partes logo para o objetivo seguinte sem sequer te congratulares?

       

      Eu percebo que os nossos objetivos estão sempre a avançar. Mal alcançamos um e já estamos a pensar no seguinte. Eu própria já fui culpada disso, e por vezes ainda sou. Mas é muito importante celebrar os objetivos atingidos, mesmo que face ao objetivo seguinte possam parecer pequenos.

       

      A questão é que precisamente por estabelecermos sempre objetivos maiores do que os anteriores, provavelmente nunca vamos atingir uma linha da meta. Vamos estar sempre a tentar alcançar algo mais. Quanto a mim, não há mal nenhum que assim seja. Mas se aceitarmos isso, significa que nunca vamos celebrar o alcance do último objetivo. Por isso mesmo, temos de ir celebrando pelo caminho, ou corremos o risco de deixarmos de nos divertir com o nosso trabalho.

       

      Por isso da próxima vez que atingires uma meta ou um objetivo, por mais pequenos que sejam, não te esqueças de celebrar. Faz algo especial por ti!

       

      5 – Mexe o teu corpo

      O que tens feito para tratar do teu corpo? Ou andas tão ocupado que nem tens tempo para isso? Claro que tens mais trabalho para fazer do que alguma vez imaginaste que fosse possível, mas de certeza que há partes do teu trabalho que podem esperar para que consigas tratar de ti.

       

      Com os estilos de vida altamente sedentários que temos nos dias de hoje, principalmente se a maior parte do teu trabalho for feita ao computador, precisamos mesmo de contrabalançar todas as horas que passamos sentados com algum movimento.

       

      Não ignores que o teu corpo precisa de atenção! É o único que tens para o resto da vida, enquanto que negócios podes ter muitos!

       

      6 – Medita

      Voltamos ao tema de que a tua mente precisa de pausas frequentes.

       

      Se nunca experimentaste meditar ou se és daquelas pessoas que acham que são demasiado irrequietas para conseguirem meditar, peço-te que tentes apenas durante uns dias, por 5 minutos.

       

      No meu caso, a meditação ajuda a conseguir maiores níveis de concentração e também sinto que estimula a minha criatividade. Consigo pensar com mais clareza e ajuda-me a viver de uma forma mais pausada.

       

      Há diversas apps que podes experimentar para começares, como por exemplo a Calm, a Headspace (ambas com free trials disponíveis) ou a Insight Timer (totalmente gratuita). Começa com 5 minutos, todos os dias, durante uma semana e depois vê como te sentes – e não acredito que não tenhas 5 minutos (se não tiveres, talvez esteja na hora de repensares alguns aspetos da tua vida).

       

      7 – Alimenta-te bem

      A frase “tu és o que comes” é mesmo verdade (mesmo, fisicamente, verdade). Mas para além do teu corpo físico, também a tua mente é afetada pelos alimentos que ingeres (basta pensares no que acontece no dia a seguir a ingerires demasiado álcool e percebes que isto é bem verdade).

       

      A nossa alimentação pode afetar a nossa clareza de pensamento, o nosso cansaço, a nossa sonolência e nossa capacidade de problem-solving. Para além disso, também pode ter impacto na nossa irritabilidade, ansiedade e até mesmo na nossa fome.

       

      Tenta alimentar-te, pelo menos na maior parte das vezes, de forma saudável, escolhendo essencialmente alimentos não processados, sem adição de açúcar e que te façam sentir no teu melhor. Vai estando atento ao teu estado diário e tenta correlacionar com o que andas a comer, de forma a tirares algumas pistas em relação ao que funciona melhor para ti.

       

       

      Há algum destes hábitos que esteja em falta na tua vida? Se forem vários aqueles que não tens o hábito de praticar, pode ser que neste momento te estejas a sentir algo assoberbado. Não há razão para isso. Escolhe apenas um e trabalha apenas nesse até sentires que já o fazes sem esforço. Depois passa para o seguinte.

       

      A implementação de hábitos não é algo que aconteça de um momento para o outro, por isso vai com calma e começa aos pouquinhos. Vais ver que com o passar do tempo, e se te mantiveres atento e empenhado, o teu bem-estar vai aumentar significativamente.

       

      Tens dado atenção ao teu bem-estar? Enquanto empreendedor criativo, há hábitos que deves assegurar para conseguires manter a máquina a funcionar (já agora, a máquina és tu!)

    • 5 Hábitos para estimular a criatividade

      Hábitos para estimular a Criatividade

       

      Como empreendedores criativos, vivemos de ideias e quando elas falham podemos sentir-nos perdidos. Mas há alguns hábitos que podemos implementar para evitar que isso aconteça!

       

      O medo que a criatividade se esgote

       

      Também costumas ter aquele pesadelo em que um cliente te contrata para um trabalho criativo e não consegues, de forma alguma, ter boas ideias? Ou, pelo menos, ideias mais ou menos boas, vá.

       

      Sei como isso pode ser assustador, mas é exatamente por esse medo – e porque não queremos (mesmo!) que isso aconteça – que devemos trabalhar no nosso dia a dia para estimular a nossa criatividade.

       

      Há alguns hábitos simples que podes implementar para te tornares ainda mais criativo e, com o tempo e à medida que vais percebendo que estes hábitos funcionam mesmo, deixarás de ter este medo tão comum no mundo do empreendedorismo criativo.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      1 – Usa exercícios estruturados

      Por vezes, temos alguns preconceitos em relação à realização de exercícios estruturados para funções criativas. Temos aquela visão idealista de que as ideias devem surgir naturalmente e sem ser necessário grande esforço.

       

      Apesar disso, os exercícios estruturados podem ser uma grande ajuda no momento de gerar ideias e há vários a que podes recorrer, avaliando quais os que melhor se adaptam a ti e à tua atividade.

       

      Por exemplo, a utilização de ferramentas ou exercícios como mindmaps, brainstorming (se houver outra(s) pessoa(s) com quem realizar o exercício), brainwriting (no caso de estares sozinho), técnica dos seis chapéus, da associação de ideias, ou mesmo daydreaming (deixar a mente deambular) ou meditação, podem dar origem a ideias muito interessantes.

       

      2 – Mantém uma lista/diário/caderno de ideias

      Se precisas de ter ideias de forma consistente, para alimentar a produção de conteúdos, por exemplo, para um blog (tal como eu faço aqui), então deves manter uma lista de ideias e registar todas as que te ocorrem.

       

      Não precisas de começar a trabalhar nessas ideias logo de seguida. Basta que tires uma nota rápida (mas que te permita recordar, por inteiro, qual era a ideia) e quando estiveres preparado para trabalhar nela, ela lá estará à tua espera.

       

      Se produzes algum tipo de conteúdos regulares, quer sejam conteúdos escritos, em vídeo ou em audio, não haverá nada pior do que sentares-te à secretária sabendo que precisas de produzir o conteúdo seguinte, pois tens um calendário a cumprir, e esperares que, nesse momento, te surja uma ideia excelente.

       

      Se mantiveres uma lista de ideias, quando te sentares para trabalhar basta consultar essa lista e escolher a ideia que vais trabalhar a seguir. Podes simplesmente escolher aquela que te der mais vontade de trabalhar no momento ou, se tiveres um calendário editorial (o que é melhor ainda!) podes escolher trabalhar a ideia que vem a seguir no teu calendário.

       

      Garanto que se fores registando estas ideias, nunca vais chegar à fase de produção apenas para perceberes que não tens nenhuma ideia boa para trabalhar.

       

      Podes usar vários métodos para registar estas ideias, mas o que recomendo é que uses um dos seguintes:
      . um pequeno caderno que ande contigo para todo o lado, ou
      . uma app de notas no teu smartphone.

       

      Se tiveres uma boa ideia e não a registares no momento porque pensas que quando chegares a casa ainda te vais lembrar, fica desde já avisado que a probabilidade de perderes essa ideia é bastante elevada (não tenho números concretos nem qualquer estudo científico, mas diria que é para cima de 90%!)

       

      3 – Afasta-te do teu trabalho

      O processo criativo tem várias fases – não, não é só o momento em que tens a ideia, é bastante mais complexo do que isso. As fases do processo criativo são:
      . Preparação
      . Incubação
      . Iluminação
      . Verificação

       

      Muitas vezes, quando pensamos em criatividade, apenas temos em mente a fase da Iluminação: O momento em que a ideia te surge e te sentes a pessoa mais criativa de sempre. No entanto, há muito trabalho que acontece antes desse momento, mesmo que por vezes ele aconteça de forma inconsciente.

       

      Uma fase muito importante do processo criativo é a Incubação, em que tu já apreendeste a informação necessária à resolução do problema ou da tarefa (Preparação), mas o teu cérebro ainda está a criar associações entre as diferentes partes dessa informação. Este processo acontece de forma inconsciente e não é continuando a olhar para a informação ou para o problema que vais conseguir acelerá-lo.

       

      Nesta fase, é importante que deixes o teu cérebro fazer o seu trabalho – ele sabe bem o que tem de fazer, podes confiar! Para isso, deves afastar-te do teu trabalho e relaxar! Sim, relaxa e aproveita para fazer atividades que te proporcionem prazer e bons momentos.

       

      Vai dar uma caminhada, lê um livro, vê um filme, vai ao ginásio ou combina um jogo qualquer com os teus amigos (tanto pode ser futebol como um escape game!). Relaxa, desliga, mexe-te, e não penses no problema que tens para resolver.

       

      4 – Consome conteúdo criativo

      Há um conceito muito interessante – e com o qual concordo plenamente – neste mundo do empreendedorismo criativo:

       

      Ideas in = Ideas out

       

      Precisas de consumir informação para ter ideias novas. Precisas de um input de ideias para que o teu cérebro possa apreendê-las, associá-las de uma forma que só tu serias capaz – devido às tuas experiências prévias, personalidade, crenças, etc. – e gerar um output de ideias único no mundo: as tuas ideias.

       

      Podes consumir conteúdo sob várias formas:
      . ler livros (de ficção e não-ficção) e artigos
      . ouvir podcasts ou audiobooks
      . ver vídeos no Youtube
      . ver documentários, filmes ou séries
      . ir ao teatro, a um concerto ou a uma exposição de arte
      . conversar com outras pessoas – sim, outras pessoas que conheces na vida real também podem ser uma fonte de ideias.

       

      Não sei quanto a ti, mas eu adoro consumir conteúdos, por isso o facto de poder dizer que o faço para estimular a minha própria criatividade, deixa-me um bocadinho mais descansada quando passo horas a fazê-lo!

       

      5 – Ensina outros

      Podes não acreditar, mas ensinar um tópico a outras pessoas também pode estimular a tua criatividade.

       

      O facto de reunires informação sobre um dado tópico e a estruturares de uma forma cuidada e que possa ser apreendida por outras pessoas, muitas vezes obriga-te a olhar para os conteúdos de uma maneira diferente, permitindo-te fazer associações que, de outra forma, não farias.

       

      Para além disso, o facto de provavelmente dedicares uma boa dose do teu tempo a reunir informação e a estudar o tópico, ajuda também à geração de novas ideias – muito em linha com o ponto anterior.

       

      Assim, da próxima vez que tiveres de preparar uma apresentação ou uma formação sobre um determinado tópico, aproveita para mergulhares na informação e deixa a tua criatividade voar.

       

       

      Implementa estas dicas e acredito que deixarás de ter bloqueios de criatividade e o medo de nunca mais teres uma ideia boa vai desaparecer.

       

      Como empreendedores criativos, vivemos de ideias e quando elas falham podemos sentir-nos perdidos. Mas há alguns hábitos que podemos implementar para estimular a criatividade. Vê aqui 5 que podes implementar já.