Filipa Maia

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    Redes Sociais

    • Como Aumentar a Interação nas Redes Sociais

      interação nas redes sociais

       

      No último artigo já expliquei que, para mim, crescer nas redes sociais tem muito mais que ver com o nível de interação que temos nas nossas publicações e com a taxa conversão que temos de seguidores em clientes do que, propriamente, com o número total de seguidores, já que este pode não representar absolutamente nada em termos de negócio. Na verdade, os seguidores não pagam as nossas contas e como tal, por si só, o número de seguidores não determina o sucesso de um negócio.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      Agora, o que me proponho fazer é falar-vos um pouco sobre interação e como podemos aumentar os níveis de interação nas nossas publicações nas redes sociais.

      Para isso, trago-vos algumas sugestões sobre as quais também já fui falando de alguma forma noutras alturas.

       

      1 – Incentivar a interação

      Para isto, é fundamental termos um CTA (call to action) em todas, ou quase todas, as nossas publicações. Fazermos uma pergunta ou pedirmos uma reação de quem nos segue, nem que seja só com o uso de um emoji, pode fazer toda a diferença no número que comentários que vamos obter numa publicação. Muitas vezes, basta uma pergunta simples. Aliás, frequentemente, quanto mais simples é a pergunta mais elevados são os resultados ao nível da interação e perguntas muito complexas podem mesmo desincentivar. O ideal é que as pessoas consigam responder em poucas palavras, sem terem de pensar muito sobre o assunto. Além disso, estas perguntas podem ser colocadas de forma divertida e devem estar relacionadas com os tópicos que costumamos abordar.

       

      2 – Responder a todos os comentários

      Este ponto é muito importante. Mesmo que não seja no imediato, não devemos deixar comentários por responder. Podemos reservar um período específico do dia só para isso. O importante é que todos os comentários recebam uma resposta. Se não o fizermos, a pessoa que interagiu connosco vai acabar por perder o interesse nas nossas publicações, porque não recebe feedback da nossa parte.

      A interação tem de existir de ambas as partes. Por um lado, devemos promover a interação dos nossos seguidores com as nossas publicações, mas devemos, também, interagir com eles nos comentários. Afinal, se a pessoa se deu ao trabalho de deixar um comentário, é extremamente importante que nós valorizemos isso, respondendo a esse comentário.

       

      3 – Comentar outras contas

      Este ponto tem que ver com estratégia, mas também está relacionado com mindset. Ou seja, qual é a lógica de querermos que os outros interajam connosco e com as nossas publicações se nós não interagimos com eles nem comentamos outras publicações também? Se não fizermos pelos outros o que gostávamos que fizessem por nós, dificilmente vamos ver resultados.

      Assim, se queremos começar a ter mais comentários na nossa conta, também temos de começar a deixar comentários nas contas com que nos identificamos, que nos acrescentam valor, que nos causam alguma emoção.

      Quantos mais comentários deixarmos nas publicações de outras pessoas, mais pessoas vamos ter a deixarem comentários na nossa conta. Há, contudo, algo muito importante a ter em consideração nos comentários que deixamos: eles devem ter conteúdo e, de alguma forma, acrescentar valor à publicação. Comentar só porque sim não nos vai trazer os resultados que pretendemos.

       

      4 – Iniciar conversas por mensagem direta

      As redes sociais têm muito que ver com criar relações. No último artigo também já falei sobre a importância de criarmos relações e estas relações podem acontecer exatamente dentro da rede social. Podemos iniciar conversas e começar a criar relações com pessoas através de mensagens diretas que trocamos com pessoas que seguimos e cujo trabalho admiramos. Estas mensagens, tal como os comentários, devem ter interesse, significado e acrescentar valor. Estas conversas vão, depois, refletir-se na interação gerada nas nossas redes sociais.

       

      5 – Mostra mais a tua personalidade

      É um facto que conteúdos sem personalidade não prendem a atenção de quem se cruza com uma publicação nossa. Temos de ser autênticos e a nossa personalidade é, na verdade, a base de tudo. A nossa marca pessoal será, portanto, o reflexo disso mesmo e é esta autenticidade que vai gerar empatia nas outras pessoas. É isso que vai fazer com que as pessoas se queiram relacionar connosco. Por isso, mostrarmos a nossa personalidade, sem medo, é muito importante nas redes sociais, já que é isso que mostra que está ali uma pessoa real e não só uma marca.

       

      6 – Faz mais vídeo

      O vídeo é a melhor forma de mostrarmos a nossa personalidade. Mesmo que, no início, a exposição para a câmara possa criar alguma estranheza, o vídeo permite-nos chegar às pessoas mais eficazmente, gerando empatia. Há imensas formas de o fazermos: no Youtube, nas stories, em diretos, no IGtv… é só escolhermos aquela que mais se adequa ao que pretendemos.

       

      Daquilo que vou percebendo no meu trabalho, este último ponto gera desconforto para muitas pessoas. Por isso, gostaria muito de vos trazer mais conteúdos sobre este tema do medo da exposição. Para tal, preciso de saber se convosco isso também acontece. Quais são as vossas maiores dificuldades?

       

      Continuando no tópico das redes sociais, neste artigo deixo algumas dicas de coisas simples que podem fazer para aumentarem a interação nas redes sociais.

       

    • Principais erros nas redes sociais

      erros nas redes sociais

      Nesta altura do ano, muitas pessoas estão a planear mudanças para o seu trabalho nas redes sociais a partir do próximo ano. Estamos mesmo quase a chegar a 2019 e, por isso, é a altura ideal para revermos aquilo que, profissionalmente, estamos a fazer nas redes sociais e a estratégia que estamos a usar. É por isso que hoje vos trago os erros que vejo mais nas redes sociais, para que possas começar a trabalhar em corrigi-los. Eu própria já cometi alguns destes erros, por isso não te preocupes se também estiveres a fazê-los, vamos sempre a tempo de corrigir.

      Vê também o vídeo:

      1 – Não responder a comentários

      Todos os comentários devem ter uma resposta. A dada altura, quando já alcançámos uma elevada interação por parte do nosso público, isto pode ser difícil. Mas, quando isto acontece e não conseguimos mesmo responder a todos os comentários, a minha recomendação é que contratem um community manager para vos ajudar nesta tarefa. Afinal, se a interação já é muito elevada, é natural que estejam a gerar rendimento com o vosso negócio, por isso valerá a pena fazer este investimento. 

      2 – Publicações automáticas

      Fazer publicações automáticas e cruzadas entre redes sociais diferentes é outro erro muito comum. De facto, não há grande problema em colocar os mesmos conteúdos em duas redes sociais diferentes, mas não devemos automatizar este procedimento. Refiro-me, por exemplo, a fazer uma publicação no Instagram e a partilhar, automaticamente, também no Facebook. Isto é um erro porque, em primeiro lugar, são redes sociais com particularidades diferentes: os tags são diferentes, no Instagram usam-se muitas hashtags, no Facebook não, por exemplo. Depois, em termos de algoritmo também saímos prejudicados, pois o Facebook percebe que aquela publicação veio do Instagram, que não é nativa do Facebook, e não vai potenciar tanto o alcance dessa mesma publicação. Por último, porque as pessoas percebem que aquela publicação não pertence ali e nem vão perder tempo a ler.

      A solução é adaptar, publicando nativamente no Facebook, mesmo que mantendo a mesma imagem e aproximadamente o mesmo texto. O próprio Facebook já nos facilita esta tarefa, com a barra de imagens do Instagram que surge no topo da nossa página, por isso, é só clicarmos na imagem que queremos publicar e, assim, fazemos a publicação de forma nativa.

      3 – Não usar devidamente cada rede

      Cada rede tem o seu próprio tipo de conteúdos, ou seja, é muito importante usarmos os conteúdos para os quais cada rede social foi criada. O Instagram, por exemplo, foi criado para se dar destaque ao visual, por isso é fundamental publicarmos imagens com grande qualidade. No Facebook e no Twitter isto já não é assim tão importante.

      Exemplos de outros usos indevidos:

      – Colocar vídeos muito grandes nas stories do Instagram. Não foi para isso que as stories foram criadas e a verdade é que ninguém aguenta estar a ver minutos de gravação em blocos de 15 segundos. Se o quiserem fazer, há outras formas mais adequadas, dependendo do tipo de conteúdos: IGTV, Facebok, Youtube.

      – Usar a mesma imagem para o Facebook e para o Pinterest. O Pinterest beneficia imagens verticais, portanto, devemos criar uma imagem específica para esta rede social.

      – Usar o Youtube para publicar um podcast. O Youtube é para conteúdo visual. Pode ser usado como ferramenta de partilha secundária para um podcast, mas este deve ficar alojado numa plataforma própria, como o iTunes, por exemplo.

      4 – Respostas a comentários negativos

      Numa perspetiva de negócio, não devemos criar conteúdos para dar resposta pública aos comentários e às mensagens negativas que nos chegam.

      Todos vamos receber comentários e mensagens negativas, e o que temos a fazer é responder à pessoa em causa em privado, para tentar perceber se há algum fundamento para aquele comentário, ou então simplesmente ignorar.

      Estarmos a criar conteúdo para responder a estas situações só mostra que nos estamos a deixar afetar pelas críticas negativas, sejam elas de feedback construtivo ou mesmo de haters (porque eles existem).

      Por isso, antes de fazermos o que quer que seja relativamente a uma situação deste género, devemos pensar naquilo que está alinhado com os valores da nossa marca e com aquilo que ela representa e agir sempre em função disso.

      5 – Dar erros ortográficos e gramaticais

      Fazer uma publicação com erros dá uma péssima imagem à nossa marca, por isso é necessário termos muita atenção a este ponto. Para evitar que isto aconteça, podemos usar um corretor ortográfico, ler várias vezes os textos, pedir ajuda a alguém ou, até, investir mesmo na contratação de um revisor. Uma estratégia que podemos usar para identificar erros é alterarmos a formatação do texto antes da última leitura. Mudar o tipo de letra vai permitir-nos destacar mais facilmente eventuais erros. Outra estratégia é lermos o texto em voz alta. Ao fazê-lo, apercebemo-nos da falta de fluidez, por exemplo.

      6 – Nunca aparecer

      Eu própria já cometi este erro, mas a realidade é que as pessoas querem fazer negócios com pessoas e não com marcas ou logotipos. Só vamos criar uma ligação emocional com as pessoas que nos seguem se houver uma ligação emocional com a marca e ninguém cria uma ligação emocional com um logotipo. Por isso, aparecer é muito importante, mesmo que não seja fácil. Há muitas pessoas que têm dificuldade com isso – eu percebo, porque já estive nessa situação -, mas o segredo passa por começarmos a aparecer aos poucos e depois, à medida que vamos ficando mais confortáveis, vamos aumentando a exposição. Se, progressivamente, usarmos esta estratégia, com o tempo, esse desconforto vai desaparecer.

      7 – A marca é o herói

      As publicações devem ser sobre o cliente e não só sobre a marca. O cliente é que deve ser o herói das nossas publicações. Marcas que apenas falem de si e que se posicionem no lugar do herói não vão conseguir criar a tal ligação emocional com os seus seguidores. Os nossos clientes é que passam pelas transformações, eles é que evoluem. É disso que devemos falar, acrescentando, naturalmente, todas as ferramentas e estratégias de que dispomos para os ajudar nesse processo.

      Tomarmos consciência destes erros permite-nos dar o primeiro passo para os corrigirmos e, mesmo que ainda cometam algum deles nas vossas redes sociais,estão sempre a tempo de melhorar.

      E, já agora, em que rede social estão a pensar apostar mais em 2019?

      Partilho os principais erros que vejo nas redes sociais, a tempo de todos começarmos a trabalhar na sua correção em 2019.
    • Como Gerir as Redes Sociais de Forma Mais Eficiente


      Redes sociais eficiente

       

      Quem tem um negócio ou um projeto pessoal, tipicamente despende bastante tempo a gerir as respetivas redes sociais. Para quem sente que precisa de minimizar o tempo que gasta com essas tarefas, para que possa passar mais tempo a fazer aquilo que realmente gosta no seu negócio, trago hoje uma série de estratégias para otimizarem o vosso tempo dedicado à gestão das redes sociais.

       

      Podes também ver o vídeo:

       

      1 – Estratégia e planeamento = calendário editorial

      É muito importante manter um calendário editorial que seja alvo de planeamento a médio prazo e de uma estratégia. É impossível fazer-se um planeamento decente sem uma estratégia previamente definida. Por isso, o calendário editorial é uma ferramenta essencial que permite ir planeando semanalmente ou mensalmente o que vamos publicar nas redes sociais. Com um calendário editorial bem planeado, evitamos aquele momento em que nos sentamos para publicar e ficamos a pensar “O que é que eu vou fazer hoje?”, “O que é que eu vou publicar esta semana?”. Desta forma, já temos um plano, esse plano está baseado numa estratégia e, assim, tudo se torna mais fácil.

       

      2 – Batching e agendamento de publicações

      Mas o que é isto do batching? Batching é uma palavra inglesa que traduz o conceito de juntar muitas tarefas do mesmo tipo e fazê-las todas de uma vez, no mesmo bloco de tempo. Isto pode passar por, numa única sessão de trabalho, preparar e agendar todas as publicações da página do Facebook para uma semana. Pode consistir em filmar vários vídeos para o Youtube no mesmo bloco de tempo, evitando, assim, ter de preparar cenário, tripé, câmara e outros componentes várias vezes ao longo de uma semana ou de um mês. Mesmo que não sejam tarefas que exijam preparação do local, de ferramentas ou do ambiente onde estamos a trabalhar, continua a ser vantajoso juntar várias tarefas do mesmo tipo numa só, uma vez que de cada vez que mudamos de tipo de tarefa, o nosso cérebro precisa de se adaptar e mudar o seu foco e atenção.

      Segundo os conceitos de “flow”, ou de “deep work”, quando iniciamos uma tarefa temos uns primeiros momentos em que o nosso cérebro está a adaptar-se àquela tarefa e, a partir da altura em que o nosso cérebro percebe que vai estar focado naquela tarefa durante algum tempo, ele consegue focar-se muito melhor e ter a sua atenção toda concentrada naquela tarefa. Se nós estivermos constantemente a trocar de tarefa, o nosso cérebro tem de estar a fazer esse trabalho de adaptação a cada troca, a cada mudança de tarefa e nós vamos estar a perder muita da nossa concentração.

      Claro que este batching, esta junção de várias tarefas num momento só, só é possível se acontecer primeiro o passo anterior que é o planeamento, a estratégia e um calendário editorial. Porque se não houver esse planeamento, então é impossível sentarmo-nos e prepararmos 5 publicações ou filmarmos vários vídeos para o Youtube. Por isso, o passo anterior, da estratégia, planeamento e ter um calendário editorial já definido é muito importante para depois ser possível implementar este passo.

       

      Lê também o artigo sobre as minhas ferramentas essenciais para uma melhor gestão de tempo.

       

      3 – Desligar as notificações e pré-definir intervalos de tempo para interação

      Todos nós sabemos que estar nas redes sociais não significa só fazer publicações e partilhar conteúdos. A parte mais importante das redes sociais é a interação com as outras pessoas – daí chamarem-se redes SOCIAIS. É isso que faz a diferença entre estarmos a falar PARA as pessoas, ou estarmos a falar COM as pessoas. Portanto, é muito importante respondermos aos comentários – a todos os comentários! – que deixam nas nossas redes sociais, blogs e canais, e iniciarmos conversas com outras pessoas de interesse para o nosso nicho.

      Eu não defendo, de todo, que, de cada vez que recebemos uma notificação de um comentário numa publicação, vamos lá responder. Daí a minha recomendação para desligarem mesmo as notificações, evitando a interrupção de outras tarefas importantes para o negócio, e irem consultar as redes sociais apenas quando vocês decidem que é o momento. Porque todos sabemos que, mesmo que não vamos logo responder quando entra uma notificação, só o facto de recebermos a notificação implica uma pequena distração e consequente diminuição da concentração.

      Depois de desligadas as notificações, é importante pré-agendar blocos de tempo em que vamos estar focados em dar resposta a esses comentários. Isto depende muito do negócio, do tipo de interação que têm, da quantidade de pessoas que têm a seguir-vos, mas pode ser feito diariamente, várias vezes por dia, ou então apenas algumas vezes por semana. Pode consistir, por exemplo, em bloquear meia hora por dia num horário definido por nós.

      Agora, isto da interação não consiste apenas em responder a comentários. Também envolve nós iniciarmos conversas com outras pessoas, noutras páginas (isto também ainda é algo em que estou a trabalhar e a tentar melhorar). Isto também deve ser incluído nestes blocos de tempo. Daí eu defender que estes blocos de tempo devem ter um plano. Ou seja, devemos definir uma estratégia para este bloco: saber qual é a primeira rede que vamos consultar nestes 30 minutos, e qual o plano assim que entramos nessa rede. Por exemplo, no Instagram, consultar DM’s, consultar comentários, consultar menções, tags e tudo isso e, depois, interagir com outras páginas. Depois, então, passamos para a rede social seguinte ou para o blogue ou para o Youtube, conforme faça mais sentido para a nossa estratégia. Isto tem de ser definido caso a caso, mas a ideia é não entrar neste bloco de tempo dedicado à interação às cegas e sem um plano para o que vão fazer.

       

      4 – Partilha de conteúdos longos no Facebook

      Esta estratégia é muito específica para o Facebook e para quem partilha conteúdos de um blogue ou de um canal de forma regular. Por exemplo, sempre que publicamos um artigo no nosso blog, é normal irmos partilhá-lo na nossa página do Facebook. O que algumas pessoas não sabem é que cada artigo que publicamos no blogue não deve ser partilhado no Facebook uma única vez. Os artigos podem ser repescados e repartilhados no Facebook várias vezes.

      A minha estratégia para poupar tempo com a patilha de artigos antigos no Facebook é preparar logo várias partilhas distribuídas ao longo do tempo. Assim, sempre que publico um artigo no blog, vou à página do Facebook, partilho o artigo e, logo a seguir, agendo mais 3 partilhas daquele artigo: uma para aproximadamente 1 mês depois, outra para 3 meses depois, e uma terceira para 6 meses depois (já agora, o Facebook não deixa agendar publicações com mais de 6 meses de antecedência). Claro que o texto que acompanha cada partilha vai mudando e vai-se adaptando à distância em que o artigo vai sendo partilhado. Para além disso, isto apenas funciona para conteúdos intemporais (não faz sentido fazê-lo, por exemplo, com um artigo sobre o regresso às aulas ou sobre o Natal). Mas a verdade é que num espaço de poucos minutos consigo preparar 4 publicações para o Facebook que estão espaçadas no tempo.

      Esta estratégia tem-me ajudado a poupar bastante tempo com a gestão do Facebook e se começarem a implementá-la a partir de agora, com todos os artigos que vão publicando, daqui a uns tempos vão ver que têm o vosso Facebook cheio de publicações agendadas e pouco mais tempo vão precisar de dedicar ao Facebook.

       

      5 – Uso de RSS feed reader

      Muitas vezes, partilhamos também artigos que não são nossos mas que nós acreditamos que são de interesse para o público que nos acompanha, por exemplo, artigos de jornais, revistas ou de outros criadores de conteúdo de acreditamos serem interessantes. Por isso, é preciso andar sempre à caça desses artigos para conseguirmos partilhá-los nas nossas redes sociais. A minha sugestão é que utilizem um leitor de RSS Feeds, por exemplo, o Feedly, para reunirem uma série de publicações num sítio só e, sempre que precisarem de ir buscar algumas publicações de outros sites, para partilharem nas vossas redes sociais, têm ali várias opções. Vão consultando a lista dos últimos artigos e escolhem o que faz sentido partilhar.

       

      6 – Reduzir

      Finalmente, a minha última sugestão: se nada disto funcionar, e se, mesmo implementando as 5 estratégias anteriores, continuarem a sentir que ainda estão a gastar demasiado tempo com as redes sociais, então a minha última sugestão é mesmo reduzir. Nós não temos de estar nas redes sociais todas, não temos de estar em todas as plataformas a 100% e não há nenhuma lei que nos obrigue a continuarmos em todas as redes sociais em que já estamos presentes. Portanto, se, ainda assim, sentem que estão a gastar muito tempo com redes sociais, se calhar está na hora de analisarem, olharem para os resultados que estão a obter com cada uma das redes e perceberem se faz sentido abandonarem alguma delas.

      Não há problema nenhum em abandonar, não é uma falha, provavelmente não é nada que estejam a fazer mal e, se tiverem o tempo necessário para as manter, podem continuar em todas. Mas, se realmente acham que precisam de reduzir, mais ainda, o tempo que estão a despender neste tipo de tarefas, então pode ser uma boa solução reduzir o número de redes. Se escolherem fazê-lo olhem sempre para os vossos resultados, vejam onde é que têm mais interação com as pessoas, percebam de onde é que vos chegam mais clientes, e depois escolham abandonar aquela que traz menos resultados.

       

      São estas as minhas sugestões para redução do tempo que é gasto com a gestão de redes sociais. Espero que sejam dicas úteis e que passem já a aplicar algumas. Digam-me nos comentários se há alguma que tenham achado mais interessante e que estejam a pensar implementar na vossa gestão de redes sociais. Além disso, se tiverem mais alguma dica, partilhem connosco para todos podermos otimizar ainda mais o nosso tempo

       

      São 6 dicas para te ajudar a tornar a gestão de redes sociais mais eficiente, para que percas menos tempo com esta parte do negócio.

      São 6 dicas para te ajudar a tornar a gestão de redes sociais mais eficiente, para que percas menos tempo com esta parte do negócio.

    • 7 Motivos para usares o Youtube no teu Negócio


      Youtube no Negócio

       

      Também eu demorei algum tempo até aceitar a importância do Youtube para um negócio digital e, principalmente, demorei bastante até ganhar coragem para me colocar em frente a uma câmara e começar a gravar vídeos para publicar.

       

      A parte mais surpreendente é que assim que comecei a publicar esses vídeos percebi o quão gratificante pode ser: porque gera conversas com as pessoas sobre os tópicos que nos apaixonam, porque naturalmente vamos ganhando mais confiança, por ser um desafio novo e por permitir transmitir informações e conhecimentos a mais pessoas e de uma forma diferente.

       

      Se, neste momento, estás na dúvida em relação a começar no Youtube ou não, se já pensaste em fazê-lo mas não conseguiste ainda dar o passo derradeiro, então continua a ler para ficares a conhecer os principais motivos por que acredito que deves apostar nesta plataforma em crescimento.

       

      Se preferires, podes ver o vídeo (claro!):

       

       

      1 – Mostra mais a tua personalidade

      Não há dúvidas de que conseguimos criar uma ligação mais forte com as outras pessoas quando mostramos a nossa personalidade. Quando conhecemos alguém pessoalmente, em carne e osso, é muito mais fácil de criar empatia e afinidade do que através da escrita.

       

      Na internet, o vídeo é a forma mais próxima que temos de conhecer alguém pessoalmente. É a forma mais fácil de sentirmos que aquela pessoa está ali, presente connosco. Para que as pessoas queiram trabalhar contigo ou comprar os teus produtos, é imprescindível que confiem em ti, e muito mais rapidamente vão confiar em ti se sentirem que te conhecem.

       

      Chama-se “know-like-trust factor”. Primeiro, as pessoas têm de te conhecer, depois vão gostar de ti, e apenas depois confiam em ti e aceitam trabalhar contigo. Claro que não são todos os que vão passar do “conhecer” para o “gostar” e “confiar”, mas também não precisas que todos o façam. O importante é que através do vídeo, esta sequência torna-se bem mais fácil, provável e rápida.

       

      2 – Oferece ainda mais valor

      Tens aqui mais uma forma de oferecer valor a quem te acompanha online. E já sabemos que oferecer valor é, hoje em dia, a única forma de marketing que funciona. Assim, se já ofereces conteúdo de valor aos teus seguidores num blog ou nas redes sociais, não será complicado traduzir esse conteúdo para vídeo também.

       

      Melhor ainda: este formato pode permitir-te criar conteúdos novos, que não são fáceis de executar apenas através de palavras escritas e imagens. Por exemplo, tutoriais, quer sejam digitais (mostrando o teu próprio desktop) ou de outro tipo (como vídeos de culinária), ou vídeos instrucionais, como rotinas de fitness ou mesmo conteúdos académicos.

       

      Estes conteúdos podem, ainda assim, ser partilhados também nas redes sociais ou incorporados no teu website, o que pode ser útil para manter os visitantes durante mais tempo em determinadas páginas.

       

      3 – Cria mais autoridade

      Através de conteúdos em vídeo consegues demonstrar os teus conhecimentos de uma forma altamente pessoal, e mostrar a confiança com que falas sobre os teus tópicos de atuação. Um bom profissional não tem medo de falar daquilo que sabe e isso vai notar-se nos teus vídeos.

       

      Claro que o ponto anterior, da oferta de mais valor, também contribui para o aumento da autoridade.

       

      Para além disso, o vídeo dá-te ainda mais oportunidades de engagement com as tuas pessoas. Podes fazer perguntas, e muitas pessoas gostam de responder, e depois podes usar a área de comentários para iniciares conversas com quem te acompanha. Dessas conversas até podes conseguir tirar ideias para novos conteúdos e até mesmo novos serviços e produtos que façam sentido para o teu público.

       

      4 – Alcança novas audiências

      Já sabemos que pessoas diferentes podem ter tendência para apreenderem a informação de formas diferentes. Uns são mais auditivos, outros mais visuais, alguns adoram ler artigos longos e detalhados, outros não lêem nada com mais do que 3 ou 4 frases. Com conteúdos em vídeo vais poder alcançar novos públicos, que já se encontram no Youtube a consumir conteúdos.

       

      O Youtube é o segundo maior motor de pesquisa do mundo, apenas atrás do Google e é o terceiro site com mais visitas diárias do mundo, atrás do Google e do Facebook. Por dia, são consumidas mais de mil milhões de horas de vídeo nesta plataforma (mais do que o Facebook e o Netflix combinados), e há mais de 1.5 mil milhões de utilizadores que se ligam ao Youtube todos os meses, por dia são mais de 30 milhões de utilizadores ativos. O potencial é enorme.

       

      5 – Aumenta o tráfego para o teu website e a tua lista de emails

      Aproveitando as novas audiências que vais conseguir capturar, podes sempre redirecioná-las para o teu site, através de artigos relacionados com o tópico do vídeo, por exemplo.

       

      Podes também oferecer freebies novos relacionados com o assuntos do vídeo, como incentivo para a subscrição da vossa newsletter.

       

      Tem apenas o cuidado de não fazeres isso em todos os vídeos, ou serás penalizado pelo Youtube. O objetivo deles é que as pessoas permaneçam na plataforma o máximo de tempo possível, e se estiveres constantemente a mandar as pessoas para fora do Youtube, o algoritmo vai deixar de te recomendar a novos utilizadores. Assim, sê comedido e reencaminha as pessoas para o teu site apenas a cada 5 ou 6 vídeos.

       

      6 – Conteúdo que permanece

      Ao contrário dos conteúdos tipicamente instantâneos de redes sociais como o Facebook ou o Instagram, os conteúdos do Youtube assemelham-se mais a artigos de blogs: podem continuar a ser encontrados por novos utilizadores ao longo de anos, essencialmente através de pesquisas e recomendações da própria plataforma.

       

      Claro que para que isso aconteça de forma consistente, é necessário colocar esforços no SEO dentro da plataforma, tal como fazemos nos nossos blogs para pesquisas no Google.

       

      Se utilizares a estratégia anterior para aumentar tráfego e lista de emails, este esforço de SEO vai continuar a trazer-te retorno ao longo do tempo, levando as pessoas que encontram os teus vídeos através de pesquisas, a visitarem o teu site e a subscreverem a tua newsletter.

       

      7 – É mais fácil do que parece!

      Muitas pessoas fazem “um filme” (see what I did there?) com esta coisa de filmar e editar vídeo, mas isso não é mesmo necessário. Eu já comecei há mais de um mês e rapidamente cheguei a esta conclusão: não é tão difícil como parecia à partida.

       

      Em termos de equipamentos, não é preciso ires a correr comprar uma câmara topo de gama. Hoje em dia, a maior parte dos smartphones tem câmaras com qualidade suficiente para criar conteúdo em vídeo e permitem-te começar desde logo a fazê-lo.

       

      Quanto à filmagem e ao à vontade em frente à câmara, é algo que exige prática, sim, mas rapidamente se vai apanhando o jeito. E se precisares de algumas dicas para te sentires mais confortável em frente à câmara, podes sempre consultar este artigo e o respetivo vídeo que criei sobre o assunto.

       

      Em relação à edição, para algumas pessoas pode ser a parte mais complicada, mas tens várias opções para lidar com o assunto. A maneira mais fácil, e se tiveres alguma margem para investir, será fazer o outsourcing e contratar alguém que te trate da edição.

       

      Podes também apostar em vídeos mais curtos e tentar gravar tudo num único take. Assim, apenas tens de cortar o início e o final (quando se vê que estás a ligar e a desligar a câmara) e publicar diretamente, sem grandes efeitos adicionais.

       

      Se tiveres facilidade a aprender softwares novos – é o meu caso – rapidamente conseguirás aprender a editar. Eu nunca tinha editado vídeo e o dia em que abri o primeiro software de edição foi o dia em que editei um vídeo de 13 minutos e o publiquei no Youtube. Fiz uma intro e tudo – conforme puderam ver no primeiro vídeo do canal – algo que pensei que seria super-complicado. Mas fez-se e até ficou bonitinha.

       

      O que tenho feito desde esse dia, é aprender a fazer algo novo sempre que edito mais um video. Assim, a qualidade dos meus vídeos vai melhorando com o tempo sem que eu tenha de investir muitas horas de estudo logo à cabeça.

       

       

      Por isso, não há desculpas para não apostares em vídeo se realmente achares que isso vai beneficiar o teu negócio. Posto tudo isto, eu gostava de saber o que é que ainda te está a impedir de começar no Youtube. Partilha comigo nos comentários.

       

      Dou-te 7 motivos por que deves apostar no video-marketing e usar o Youtube para potenciar o teu negócio. Lê o artigo e vê o vídeo!

       

      Dou-te 7 motivos por que deves apostar no video-marketing e usar o Youtube para potenciar o teu negócio. Lê o artigo e vê o vídeo!

    • Começar no Youtube: Como estar confortável em frente à câmara


      Confortável em frente à câmara

       

      Começar a filmar vídeos pode ser verdadeiramente desafiante, principalmente quando estamos a filmar-nos a nós próprios. No entanto, criar conteúdos em vídeo é cada vez mais necessário para os nossos negócios e aprender a estar mais confortável em frente à câmara vem com o tempo, mas também podemos fazer um esforço consciente para melhorarmos.

       

      A verdade é que nos últimos tempos vi-me a recomendar a várias clientes, no âmbito das suas estratégias de conteúdos, que começassem a criar conteúdos em vídeo para o Youtube. Sabendo eu que também o meu negócio poderia beneficiar com esta estratégia, comecei a sentir-me um pouquinho hipócrita por não estar também a fazê-lo. E é assim que hoje se dá a minha estreia no Youtube.

       

      Chegou a hora de ultrapassar medos e fazer isto acontecer. Principalmente para mostrar que se eu consigo, qualquer um o pode fazer também. Acreditem, não é tão difícil como parece!

       

      Para dar uma ajudinha – a ti e a mim, que estou agora a começar – hoje trago 9 estratégias, provenientes de uma pesquisa extensiva no Google e no próprio Youtube, para estarmos mais confortáveis em frente à câmara.

       

      Também podes ver o vídeo (claro!):

       

       

      1 – Imagina que estás a falar com um amigo

      Durante a minha pesquisa, esta recomendação apareceu inúmeras vezes. Enquanto estiveres a filmar pensa que está um amigo à tua frente, no lugar da câmara, e que é com essa pessoa que estás a falar.

       

      As pessoas que estarão a assistir, mais tarde, ao teu vídeo devem sentir que tu estás a falar diretamente com elas. Ou seja, cada uma dessas pessoas deve sentir que te estás a dirigir especificamente a ela. Nada melhor para conseguir isso do que imaginares que estás mesmo a falar com uma pessoa específica.

       

      Podes até colocar uma fotografia desse amigo mesmo por baixo da lente da tua câmara para ser mais fácil criar essa interação.

       

      2 – Sorri

      Não vamos exagerar, até porque pode tornar-se desconfortável e pouco natural, mas as pessoas querem ver alguém bem-disposto. Ninguém abre o Youtube para ficar a ver pessoas mal-dispostas, por isso é importante que transmitas uma energia boa.

       

      3 – Experimenta muitas coisas diferentes

      Brinca com a câmara, filma-te de vários ângulos, enquadramentos e backgrounds e vê o que gostas mais e aquilo que acreditas que está a resultar melhor.

       

      É normal que não gostes muito da tua primeira filmagem. Provavelmente ainda não estás habituado a ver-te no ecrã e vais, com certeza, reparar em algumas coisas que fazes e não devias – no meu caso, colocava sempre a cabeça de lado e digo muitos vezes a palavra “OK” 🙂

       

      4 – Abranda e respira

      Não precisas de dizer tudo a correr, tens tempo! Além disso, podes parar para respirar as vezes que forem necessárias e se te enganares podes retomar e mais tarde cortar os takes que não ficaram bem.

       

      Mesmo que queiras gravar tudo num só take, para evitar muito trabalho de edição, podes ensaiar e repetir as vezes que precisares até estares satisfeito com o resultado final. Não vale a pena ser perfecionista mas também não deves lançar conteúdos com os quais não estejas plenamente satisfeito.

       

      5 – Filma quando te sentes bem

      Mais uma vez, ninguém que ir para o Youtube ver pessoas mal-dispostas. Por isso, escolhe uma altura em que te sintas bem e animado – até podes forçar isso criando um ritual de pré-filmagem, como dançar, cantar, ou algo motivacional que te levante o astral. O importante é que transmitas uma boa energia ao teu público.

       

      6 – Fala de algo que te apaixona

      Primeiro que tudo, ser bem.sucedido no Youtube é uma maratona e não um sprint. Pode acontecer que ganhes milhares de subscritores de um dia para o outro, se por acaso tiveres um vídeo que se torne viral, mas as probabilidades de isso acontecer são praticamente ínfimas.

       

      Por isso, é importante que te sintas verdadeiramente apaixonado pelo tópico de que vais estar a falar. Só assim terás a motivação para continuar a criar conteúdos durante muito tempo.

       

      Além disso, essa tua paixão vai transparecer nos teus vídeos, o que também vai contribuir para o teu sucesso na plataforma.

       

      7 – Lembra-te que não és assim tão importante

      Por muito que te preocupe aquilo que os outros vão pensar – sobre os teus vídeos, sobre o teu tópico, sobre o facto de agora estares no Youtube, – lembra-te sempre de que não és assim tão importante para as outras pessoas e isso é bom.

       

      As pessoas vão ver os teus vídeos e algumas até podem pensar coisas menos positiva, mas passados alguns minutos já não se vão lembrar de ti – elas têm as suas próprias coisas com que se preocupar e não vão gastar a sua energia a pensar em ti (olha para o teu próprio comportamento em relação aos outros e vais verificar que isto é verdade).

       

      Além disso, mesmo que algumas tenham esses pensamentos menos positivos, não te esqueças que isso diz mais sobre elas do que sobre ti.

       

      8 – Acaba com a auto-crítica

      Tipicamente, as pessoas que têm medo de serem filmadas e começarem no Youtube é porque são auto-críticas e não se sentem boas o suficiente. Isto tem de ser combatido. Ninguém é perfeito e não é por isso que devemos deixar de fazer o que queremos. Lembra-te: as outras pessoas também não são perfeitas e fazem-no. Porque não tu?

       

      9 – Pratica, pratica, pratica

      Como em tudo, só se evolui com a prática. Por isso, mesmo que não fiques 100% satisfeito com o teu primeiro vídeo, lembra-te que se não começares a praticar, nunca vais melhorar. E praticar implica fazer muitas vezes, repetidamente. Por isso começa, cria o teu canal, faz vídeos e mantém um calendário editorial consistente e vais ver os teus conteúdos a melhorarem.

       

       

      O que te parece? Estás agora pronto para começar a criar vídeos e começar um canal no Youtube? Vamos a isto!

       

       

      Queres começar no Youtube mas tens "medo" da câmara? Fica a conhecer algumas estratégias para ficares mais confortável em frente à câmara.

       

      Queres começar no Youtube mas tens "medo" da câmara? Fica a conhecer algumas estratégias para ficares mais confortável em frente à câmara.

    • Porque não deves pedir aos teus amigos para gostarem da tua página no Facebook


      pedir aos amigos

       

      Vejo isto a acontecer tão frequentemente, e fico triste. Pessoas que começam um negócio, criam uma página no Facebook e toca a convidar todos os amigos para gostarem da página. E eu digo já aqui a verdade: quando me convidam, nem sempre aceito gostar da página, e parecer frio mas é só para o bem deles.

       

      Eu até percebo a tentação: temos uma página novinha em folha, a página tem um like (nós próprios!) e nós queremos que muitas pessoas gostem da nossa página. Queremos aumentar o número de seguidores o mais rapidamente possível, para não estarmos a falar para as moscas e também para o negócio não parecer tão verdinho, e qual a maneira mais fácil de conseguir seguidores rapidamente? Pois, é mesmo pedir aos amigos.

       

      O problema é que isso só te vai trazer problemas e pode ser bem pior do que passar uns tempos com poucos seguidores.

       

      O que acontece depois de os teus amigos gostarem da tua página

      Começas a pensar que a coisa até está a correr bem assim que vês a maior parte dos teus amigos a aceitarem o teu convite e a gostarem da tua página. O número de seguidores a crescer, alguns nem sabiam que estavas a começar um negócio e vêm fazer-te perguntas, dar os parabéns e desejar a maior das sortes.

       

      Nos dias seguintes, continuas a fazer as tuas publicações e é aí que a coisa começa a dar para o torto. Tu podes nem perceber o que se está a passar, mas eu estou aqui para te explicar

       

      A verdade é esta: os teus amigos são muito simpáticos e até gostaram da tua página porque querem apoiar-te e acharam que assim te estavam a ajudar. Então qual é mesmo o problema? O problema é que, quase certamente, a maior parte dos teus amigos não encaixará no teu perfil de cliente ideal. E isso é um problema.

       

      Os teus amigos vão começar por ver algumas das tuas publicações, mas como não representam o teu cliente ideal, os teus conteúdos não vão ser propriamente apelativos para eles. Se calhar até fazem um like em uma ou duas das tuas publicações, mas depois vão começar a desligar porque aquilo não lhes diz nada. Para começar, rapidamente o algoritmo do Facebook vai perceber que eles não estão assim tão interessados na tua página e vai deixar de lhes mostrar os teus conteúdos.

       

      Depois, o Facebook começa por exibir os teus conteúdos apenas a uma fração dos teus seguidores. Se esses seguidores não interagirem, o algoritmo não se esforçará para mostrar os teus conteúdos a mais pessoas, porque assume que esse conteúdo não tem qualidade.

       

      Quando a maior parte dos teus seguidores são os teus amigos simpáticos que nem têm assim tanto interesse pelos teus conteúdos, é normal que eles não interajam com o teu conteúdo. A tua taxa de engagement vai ser muito baixa nos primeiros minutos e o teu alcance não passará muito dali. Além disso, estas consequências propagam-se para as publicações seguintes – precisamente porque o Facebook acaba de perceber que os teus seguidores não estão muito interessados nos teus conteúdos.

       

      Uma coisa é certa: depois da tua página sofrer todos estes efeitos, será muito difícil saíres desta espiral de queda de alcance, por isso espero que tenhas percebido porque não deves pedir a todos os teus amigos para gostarem da tua página.

       

      O que podes fazer em vez disso

      Muito bem, já concordámos que não vais convidar todos os teus amigos a gostarem da tua página. Mas então o que podes fazer em vez disso? É que ter uma página com praticamente zero seguidores não é nada apelativo. Eu sei, é por isso que tenho três sugestões de outras coisas que podes fazer para aumentares o número de seguidores.

       

      1 – Faz uma publicação no teu perfil pessoal

      Em vez de enviares um convite aos teus amigos para gostarem da tua nova página, prepara uma publicação no teu perfil pessoal em que partilhas a tua página, explicas em que consiste o teu negócio e que tipo de assuntos irás abordar nos teus conteúdos e convidas, de forma mais indireta, os teus amigos que tenham interesse nesses mesmos assuntos a seguirem a tua página para poderem acompanhar.

       

      Desta forma, os teus amigos não se vão sentir mal por não gostarem da tua página e, pelo menos na sua maior parte, só irão gostar e seguir se tiverem um genuíno interesse no teu negócio.

       

      2 – Partilha a tua página em grupos indicados para o teu cliente ideal

      O teu cliente ideal frequenta grupos no Facebook e lá sim, poderás encontrar pessoas que têm realmente interesse naquilo que tu fazes. Então divulga a tua nova página em grupos onde aches que o teu cliente ideal passa o seu tempo.

       

      Mas tem cuidado: nem todos os grupos permitem a divulgação de páginas, por isso começa por ler as regras de cada grupo para perceberes se o podes fazer. Em caso de dúvidas, o ideal é mesmo perguntar aos administradores dos grupos se esse tipo de divulgações é permitido.

       

      3 – Usa os anúncios do Facebook

      Podes aproveitar os anúncios do Facebook para que a tua página seja mostrada a utilizadores que tenham o perfil do teu cliente ideal. Mas tem muito cuidado: a segmentação dos teus anúncios deverá ser muito bem feita. Caso contrário, corres o risco de acabar com seguidores que não são os mais indicados e acabas por ter o mesmo problema de que já falámos no caso dos teus amigos – com a agravante de que agora estás a gastar dinheiro!

       

      Por isso começa por perceber muito bem como podes segmentar os teus anúncios de forma a não deitares dinheiro ao lixo e não acabares com um número grande de seguidores que são, também eles, lixo (pelo menos para a tua página). Em caso de dúvidas, o melhor pode ser mesmo contratar um especialista em anúncios do Facebook.

       

      Atenção! Há algo que tem de ser feito antes disto tudo!

      Como podes ter percebido, se quiseres executar os passos que indiquei acima, há uma coisa que tens de saber muito bem primeiro. Quem é o teu cliente ideal? Sem essa informação, será difícil selecionares grupos para divulgar o teu negócio e também não será evidente como deverás segmentar a audiência dos teus anúncios. Por isso, caso ainda não o tenhas feito, o primeiro passo terá de passar pela definição do perfil do teu cliente ideal, que pode ser englobado numa estratégia mais ampla de conteúdos e redes sociais.

       

      Diz-me, nos comentários, se já passaste por estas dificuldades depois de convidares amigos para gostarem a tua página e conta-me se já tens bem presente o perfil do teu cliente ideal.

       

      É a tendência natural: quando se tem uma página do Facebook nova e sem seguidores pede-se aos amigos para gostarem da página. Vê aqui por que motivos isso pode ser um erro!