Filipa Maia

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    Planeamento & Organização

    • Instabilidade de rendimentos? Estratégias para quem trabalha por conta própria

      instabilidade de rendimentos

      A instabilidade de rendimentos é uma realidade para quem trabalha por conta própria. Se, em alguns meses, pode haver um grande fluxo de dinheiro a entrar, é muito provável que, noutros, não haja quase nenhum. Quando, por exemplo, resolvemos tirar um período de férias é muito comum que os rendimentos nesse mês sejam zero, ou quase.

       

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      E como é que podemos, então, lidar melhor com isto?

      Antes de mais, a primeira coisa que deves fazer é aceitares a realidade.

      É mesmo assim, quem trabalha por conta própria vive com a instabilidade de rendimentos e é suposto ser assim. Por isso, o teu objetivo não deverá ser mudar esta realidade ou encontrar uma estratégia para que a entrada de dinheiro seja igual todos os meses.

      Aliás, se a estabilidade de rendimentos é algo muito importante para ti, ter um emprego por conta de outrem será provavelmente a melhor opção ao teu dispor. Se, no entanto, queres realmente empreender, tens de aceitar a instabilidade de rendimentos e o facto de teres meses muito bons e outros quase sem rendimento.

      Mas, em termos práticos, o que podes, então, fazer para aprenderes a viver esta instabilidade de rendimentos com tranquilidade?

      1. Criar um fundo de liberdade

      A maior parte das pessoas refere-se a este fundo como “fundo de emergência”, mas eu prefiro não usar este termo, porque não quero associar este valor a uma situação de necessidade extrema.

      Prefiro ver este fundo como algo que me dê paz de espírito, algo que eu possa ter guardado para saber que, se surgir um mês em que não registo entrada de dinheiro – sobretudo se for por razões que não previ -, posso estar descansada, porque tenho ali aquele dinheiro, aquele fundo de liberdade. Isto significa que, nesse mês, vou continuar a ter liberdade de maneio, apesar de a entrada de dinheiro ser nula, ou quase.

      O valor deste fundo de liberdade dependerá sempre de ti e daquilo com que te sentires confortável. Há pessoas que gostam de ter um fundo de liberdade com um valor correspondente a 6 meses de trabalho, outras a um ano. E outras, menos do que isso. O montante terá de ser decidido por ti. O importante é que tenhas de parte um valor que te traga essa segurança.

       

      2. Paga a ti próprio um salário

      Fazeres isto vai ajudar-te a gerir melhor o fluxo de dinheiro.

      Por exemplo, num mês em que lances um novo programa de grupo ou um curso online é natural que haja uma maior entrada de dinheiro. Ora, sabendo que isto não irá voltar a acontecer no mês seguinte, não podes considerar todo o valor que recebeste com esse lançamento como o teu salário desse mês. O valor que entrou no teu negócio com esse lançamento deve, então, ser usado para pagar o teu salário nesse mês e nos meses seguintes. Usares esta estratégia vai ajudar-te a ter uma perceção de que o valor que entra em determinado mês não deve ser o dinheiro que vais efetivamente gastar nesse mês. O dinheiro que entra no teu negócio deve ser bem distribuído.

       

      3. Planear a médio prazo

      Esta estratégia vai permitir-te gerir melhor as saídas de dinheiro.

      Vamos supor que abres agora um programa de grupo que demora 3 ou 4 meses. Então, já sabes que só daqui a, pelo menos, 3 ou 4 meses é que abrirás um novo programa. Por isso, se tiveres o teu planeamento bem estruturado a médio prazo – 6 meses, pelo menos – sabes que o valor que entrar agora com este programa de grupo não vai voltar a entrar nessa proporção nos próximos 3 ou 4 meses. Ao fazeres este planeamento poderás gerir melhor as saídas de dinheiro, porque sabes quando é que podes esperar um maior fluxo de dinheiro novamente.

       

      4. Reinveste no teu próprio negócio

      Numa fase inicial do teu negócio, o investimento que te vai trazer um maior retorno é o investimento no teu negócio. Se estás a começar, significa que o teu negócio tem um potencial de crescimento gigante. Por isso, nada te vai dar maior retorno do que (re)investires no teu próprio negócio.

      Faz também esse planeamento e prevê que percentagem do teu lucro é que vais reinvestir. Seja em ferramentas, colaboradores ou formação e treinos adicionais, novos programas, novos cursos ou coaching. Este (re)investimento vai-te trazer frutos e permitir, consequentemente, aumentar a escala do teu negócio.

       

      Estas são as sugestões que tenho para ti sobre como lidar melhor com a instabilidade de rendimentos. Espero que te sejam úteis.

      Agora, gostava de saber se lidar com a instabilidade de rendimentos no teu negócio tem sido uma dificuldade para ti. De todas estas sugestões que apresentei, qual é a que faz mais sentido para ti? E já sabes qual vais implementar?

       

      Lidar com a instabilidade de rendimentos pode ser uma dificuldade para quem trabalha por conta própria. Aplica estas dicas para se tornar mais fácil.

    • Começar sem teres um plano

      começar sem um plano

       

      A maior parte das pessoas acredita que tem de ter um plano claramente definido, com uma sequência de passos a dar no seu negócio ou projeto para, efetivamente, começar.

       

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      O que acontece quando te convences de que precisas deste plano é que podes ficar muito tempo parado sem que nada aconteça realmente.

      O tempo é um recurso limitado e, quando começares, vais perceber que, se tivesses começado mais cedo, terias tido acesso a muita informação relevante que só descobres naquele momento, depois de já teres começado.

      A maior parte das pessoas acha que é este plano que lhes dá segurança para começar. O problema é que, quando estás a criar um negócio, estás a criar algo que não existe, estás a começar algo novo, do zero. Isto significa que é impossível teres um plano. Não há ninguém que tenha criado o que tu queres criar se o que queres é um negócio à tua medida.

      Não há regras que possas seguir, és tu que, pelo caminho, vais descobrir como o podes fazer.

       

      Qual é a alternativa?

      Começar, mesmo sem ter a certeza. Entrar em ação rapidamente. E isto pode ser só dar um primeiro pequeno passo.

      É muito possível que falhes, sim, mas essas falhas representam aprendizagens das quais podes retirar informação para redefinires o teu caminho e a tua estratégia e, assim, avançares no teu negócio ou projeto.

      É natural que, quando começares a agir mesmo sem teres a certeza daquilo que estás a fazer, os resultados não sejam excecionais à primeira tentativa. É muito possível que fiques aquém das tuas expectativas, mas esta suposta falha é aquilo que te vai permitir recolher informação que vai ser determinante para tomares decisões acerca dos passos seguintes.

      Há 3 tipos de informação que podes recolher dos teus passos iniciais:

      Resultados

      Para obteres resposta a questões como: O que fiz resultou? Houve adesão? Qual a opinião das pessoas? Alguém comprou o meu produto/serviço?

      Se alguém comprou, tens a validação da tua ideia, porque se demonstra que há interesse do mercado naquilo que tens para oferecer. Se ninguém comprou, também podes tirar algumas conclusões importantes.

       

      Feedback

      Vais conseguir perceber o que é que as pessoas têm a dizer sobre o que estás a oferecer. Caso não tenhas conseguido vender o teu produto/serviço, podes mesmo perguntar às pessoas as razões que as levaram a não comprar ou o que seria necessário acontecer para que o fizessem. Esta informação é valiosíssima para decidires os passos seguintes dentro do teu projeto.

       

      Sentimento

      A forma como nos sentimos quando estamos a trabalhar para os nossos clientes é também muito importante para a criação de um negócio à nossa medida.

      Imagina que lançaste um serviço e que houve uma pessoa a comprar. Quais foram as tuas emoções, o teu estado de espírito, enquanto prestavas esse serviço? Sentiste-te bem, em estado de flow, ou sentiste-te em contração, com algum tipo de resistência? A informação que recolheres daqui também é preciosa e podes utilizá-la para decidires o que vais fazer a seguir.

       

      Concluindo, a minha sugestão é que dês rapidamente o teu primeiro passo e que recolhas, depois, informação que vai ser fundamental para o desenvolvimento do teu negócio.

      Já sabes qual é o primeiro passo que podes dar para começares rapidamente a executar o teu projeto ou negócio, mesmo sem teres ainda bem a certeza daquilo que estás a fazer? Partilha-o comigo.

       

      Não precisas de ter um plano totalmente definido para começares um negócio ou projeto. Não percas tempo e descobre porque é que é importante começares já.

    • Disciplina para trabalhar a partir de casa

      disciplina para trabalhar

       

      O tema da disciplina que é necessária para se trabalhar por conta própria surge muitas vezes em conversas que tenho, sobretudo, com pessoas que ainda trabalham por conta de outrem, mas que têm vontade de começar a desenvolver o seu próprio negócio. Estas pessoas perguntam-se se, trabalhando a partir de casa, terão disciplina suficiente para desenvolver o seu projeto sem terem outras pessoas, como um chefe, por exemplo, a quem prestar contas e a dizer-lhes o que é necessário fazer.

      Esta é uma questão válida, principalmente para pessoas que nunca trabalharam em casa, mas há, quanto a mim, alguns aspetos importantes a considerar.

       

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      1. Paixão

      Acredito que, quando somos apaixonados pelo trabalho que estamos a fazer, a questão da disciplina quase não se coloca. Quanto mais apaixonados estamos por aquilo que fazemos, quanto mais alinhado o nosso trabalho está connosco, com os nossos valores e com o impacto que nós queremos provocar no mundo, menos necessária é a disciplina.

       

      2. Estrutura e visão para o futuro

      Muitas vezes, a paixão existe, mas não há uma estrutura para o que estamos a fazer, não existe uma organização lógica, não há processos nem planeamento. Ou, então, mais importante ainda, não existe uma visão para o futuro. E isto é muito importante numa fase inicial do negócio.

      Portanto, é essencial ter uma estrutura para aquilo que estamos a fazer, seja na forma como organizamos o nosso tempo, seja na forma como os nossos serviços estão organizados ou, até, na forma como criamos os nossos conteúdos.

      A visão para o futuro é uma fonte enorme de motivação, pois sabemos para onde nos estamos a dirigir. Quanto mais clara é a nossa visão para o futuro mais motivados nos vamos sentir, porque temos um destino onde queremos chegar. É por isto que a visualização, como ferramenta de motivação e para manifestar a realidade que queremos à nossa volta, é tão utilizada.

      Ainda assim, em qualquer negócio, vai haver sempre tarefas com as quais não vamos estar tão alinhados e que gostamos menos de fazer. Um negócio envolve inúmeras tarefas e, mesmo que criemos o nosso negócio a partir da nossa zona de génio, algumas dessas tarefas não fazem parte dessa zona. Por isso, a estrutura é tão importante, quer para realizarmos estas tarefas com sucesso enquanto temos de ser nós a fazê-las, mas também porque nos ajudará a delegá-las logo que possível.

      Como criadores do nosso negócio, idealmente, devemos passar cerca de 80 a 90% do nosso tempo na(s) nossa(s) zona(s) de génio.

      Ter um plano neste âmbito é, portanto, fundamental. Por um lado, para identificarmos quais as primeiras tarefas que queremos começar a delegar (faturação, secretariado, edição de áudio/vídeo, gestão de conteúdos e de redes sociais…) e, por outro, para definirmos o rendimento que precisamos de estar a gerar para poder contratar outras pessoas, bem como uma estratégia para conseguirmos reunir essa condição financeira.

      Resumindo, há 2 aspetos que temos de avaliar: primeiro, perceber se o negócio que estamos a criar é mesmo a nossa paixão; depois, se sim, perceber, então, o que nos está a bloquear e nos impede de avançar e trabalhar nisso.

      Deixo-te, por fim, algumas dicas que te podem ajudar a trabalhar a partir de casa de forma mais eficiente:

      • Cria um espaço exclusivamente dedicado ao teu trabalho
      • Sai de casa para trabalhar fora, de vez em quando
      • Faz intervalos regulares
      • Percebe o que funciona para ti
      • Foca-te nos teus objetivos e na tua visão para o futuro do teu negócio

       

      Já trabalhas a partir de casa? Partilha comigo as estratégias que usas para te manteres produtiva.

      Ter disciplina para trabalhar a partir de casa requer organização e a paixão pelo que fazes vai alimentar isso e tudo o resto!

    • Ano Novo: Objetivos, Resoluções e Intenções

      ano novo

       

      Em finais de ano, o tema a tratar não poderia ser outro, até porque há, normalmente, uma grande confusão entre objetivos e resoluções, o que são e como são colocados em prática nesta altura de mudança de ano.

       

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      Objetivos e resoluções: o que são e qual diferença entre os dois?

      Um objetivo é algo muito específico e finito, sobretudo se for bem definido, seguindo todos os parâmetros SMART (Específico, Mensurável, Atingível, Realista e Temporal) e com um princípio e um fim. Quando bem definido, conseguimos reconhecer o momento em que um objetivo é atingido e, por isso, no fundo, um objetivo não é mais do que um alvo a atingir.

      Já uma resolução é uma decisão de mudança, tomamos uma resolução quando decidirmos mudar algo na nossa vida. Uma resolução deve ter um caráter permanente e não ser apenas temporária até conseguirmos alcançar determinado objetivo.

       

      Na altura da passagen de ano há dois problemas críticos na definição de objetivos e resoluções:

      1. A tendência para definirmos um número exagerado de resoluções. Às vezes, definem-se 10 ou mesmo 12 resoluções, mas tantas mudanças, implementadas ao mesmo tempo, têm grandes probabilidades de não terem sucesso.

       

      Num episódio do podcast Lifestyle by Design, já abordei o tema dos hábitos e um dos pontos que referi foi, exatamente, a importância de implementarmos hábitos de forma gradual. Ou seja, a melhor forma de implementarmos um novo hábito é começarmos por dar passos pequenos, evitando grandes mudanças repentinas na nossa vida, porque isso vai trazer dificuldades acrescidas. Assim, na passagem de ano, quando definimos 10 ou 12 resoluções, estamos a contribuir para o insucesso e, na maior parte dos casos, acabamos o mês de janeiro sem nos lembrarmos das nossas resoluções e sem nada do que queríamos implementado.

       

      1. A falta de um plano de ação, ou seja, não definirmos quais os passos que temos de dar para que o nosso objetivo ou a nossa resolução se concretizem. Não tendoum plano de ação definido, e decidindo os passos a dar apenas numa base diária, dificulta todo o processo.

       

      Assim, para evitar estes dois problemas, a alternativa que sugiro é que a definição de objetivos e resoluções seja feita trimestralmente, em vez de uma vez por ano. A verdade é que é mesmo mais fácil se formos por partes, por isso, estabelecermos 2 ou 3 objetivos e 2 ou 3 resoluções por trimestre, no máximo, é o ideal. Até podemos, eventualmente, ter uma lista para o ano todo, mas antes de passarmos à implementação, devemos avaliar prioridades e, em função disso, dividir essa lista pelos trimestres do ano. Assim, a implementação será gradual, o que facilitará todo o processo de execução.

      Para os objetivos, é fundamental definirmos um plano de ação concreto. Partindo de um objetivo específico corretamente definido saberemos exatamente quando o cumprirmos. Por isso, o primeiro passo é pensarmos num objetivo e definirmos um plano de ação para ele. Com este plano de ação, saberemos exatamente quais os passos a dar, o que fazer e quando para atingirmos aquele mesmo objetivo.

      Para as resoluções, a minha recomendação é que a implementação seja, como já referi, gradual, com baby steps. Se têm como resolução ir 5 vezes por semana ao ginásio em 2019, não tentem logo na primeira semana de janeiro ir 5 vezes. Comecem com pequenos passos. No primeiro mês, podemos ir apenas uma vez por semana, durante 10 minutos, por exemplo. Isto até pode parecer insuficiente, mas quando falamos de resoluções o importante é não desmotivarmos, por isso, definirmos pequenas ações que, de tão simples e fáceis, até se tornaria ridículo não as realizar. Ao longo do trimestre, vamos aumentando o grau de dificuldade com a periodicidade pretendida, mês a mês, por exemplo.

       

      O segredo está em simplificar. Não queiram implementar tudo logo nos primeiros dias do ano. Avaliem o que é prioritário, deixem o resto para os outros trimestres, e foquem a vossa atenção num número reduzido de objetivos ou de resoluções durante o primeiro trimestre. Durante o resto do ano, podemos ir acrescentando outras coisas. Isto permite-nos não só mantermo-nos motivados, como também sermos mais eficientes no cumprimento daquilo a que nos propomos.

      Para além disto, ao implementarmos o hábito de, trimestralmente, definirmos novos objetivos, não é necessário esperarmos pela passagem de ano para definirmos objetivos e resoluções e podemos, constantemente, ir otimizando os nossos objetivos e as nossas resoluções. No fundo, podemos, ao longo de todo o ano, ir otimizando as nossas vidas. Acreditem, isto é extremamente importante.

      Sugiro-vos, agora, que pensem numa intenção para 2019. Têm 10 dias até ao final do ano. No fundo, a ideia é definir uma palavra para guiar o vosso novo ano. Qual será a vossa palavra, a vossa intenção, para 2019? Em janeiro, partilharei convosco qual é a minha.

       

      Se também costumas falhar (quase) todas as tuas resoluções de ano novo, apresento-te hoje a solução! E é bem mais simples do que possas imaginar.

    • Vision Board – Manifesta a vida dos teus sonhos

      manifesta a vida dos teus sonhos

       

      Já alguma vez criaste um vision board? Sabes o que é e qual a sua utilidade? No artigo de hoje venho falar-te sobre esta prática e os seus benefícios para que possas criar o teu já para 2019.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      Na sequência desta minha publicação no Instagram:

      percebi que há muito interesse neste tema, por isso decidi falar-vos mais sobre ele.

       

      O que é um vision board e qual a sua utilidade?

      Para quem não está familiarizado com o termo, um vision board é uma ferramenta de visualização composta por imagens e palavras que representam os nossos objetivos e os nossos sonhos.

      O objetivo de criarmos um vision board é, antes de mais, mantermos os nossos sonhos e os nossos objetivos bem presentes de forma regular para nos ajudar a manter o foco.

      Para vos mostrar o impacto que um vision board pode ter na nossa motivação e no nosso foco quero partilhar convosco alguns conceitos importantes sobre esta matéria.

      É necessário, então, termos em consideração que, como afirma Tony Robbins, “Where focus goes, energy flows”. Isto é, o local para onde vai o nosso foco é também aquele para onde a nossa energia vai.

      Mais do que isso, um dos pressupostos da Programação Neurolinguística (PNL) é: “O que foca, aumenta.” Isto significa que ao colocarmos o nosso foco nos nossos objetivos vamos estar a aumentá-los e, como tal, é mais provável que se tornem realidade.

      E isto acontece, unicamente, devido à forma como o nosso cérebro funciona.

      Refiro-me, concretamente, ao sistema de ativação reticular (SAR). Este sistema, presente no nosso cérebro, seleciona a informação que é mais relevante para nós.

      Um exemplo da forma como este sistema funciona é quando, por exemplo, compramos um carro que pensamos que ninguém tem, mas, quando saímos do stand, começamos a ver carros como o nosso por todo o lado. Isto não significa, naturalmente, que tenha passado a haver, de repente, mais carros iguais ao nosso; simplesmente, a nossa atenção, o nosso foco, está mais direcionada para aquele objeto. O mesmo acontece, dizem, com mulheres grávidas que, ao saberem dessa sua condição, começam a identificar muitas outras mulheres grávidas. Isto é o nosso cérebro a mostrar-nos que está atento àquilo que é importante para nós.

      Com tanta informação à nossa volta, é impossível ao nosso cérebro apreender tudo. Por exemplo, quando entramos num espaço novo, há muita coisa para o nosso cérebro processar, mas ele, como é seletivo e gosta de poupar energia, vai colocar a sua atenção naquilo que é mais importante para nós e é isso que vai reter.

      Portanto, quando estamos constantemente a chamar a atenção do nosso cérebro para os nossos objetivos, ele vai automaticamente colocar a maior parte do seu foco aí. Isto significa que, por exemplo, vamos estar muito mais alerta para oportunidades que possam surgir relacionadas com os objetivos que queremos alcançar. Ou, então, que vamos ter mais ideias relacionadas com esse(s) objetivo(s) quanta mais atenção dirigirmos para esse(s) mesmo(s) objetivo(s).

      Ter uma ferramenta visual para a qual olhamos com regularidade e que representa todos os nossos objetivos leva o nosso cérebro a focar-se em tudo o que está relacionado com isso.

      Além disto, por ser uma ferramenta criativa e visual, o vision board pode ainda contribuir para um aumento da motivação para darmos os passos necessários para a concretização dos nossos objetivos.

      Isto está também relacionado com a lei da atração. Já abordei este conceito noutros artigos e, oportunamente, falarei mais sobre ele. A Lei da Atração funciona por causa da forma como o nosso cérebro funciona.

       

      Como fazer um vision board?

      No que diz respeito à concretização de um vision board na prática, há vários tipos de vision board.

      Podemos aproveitar agora o final do ano e criar um vision board para o próximo ano, mas podemos também criar um vision board para os próximos 10 anos. Podemos ter um vision board geral ou um para cada área da nossa vida. Depende sempre daquilo que pretendemos focar.

      Para o podermos fazer, temos de ter já os nosso objetivos e sonhos definidos, temos de criar, no fundo, uma visão para o futuro, mesmo que este futuro seja só o próximo ano. É aqui que tudo começa.

      Para chegarem a estes objetivos podem usar o journaling. Esta prática ajuda imenso na definição de objetivos e na criação de uma visão para o futuro. Há perguntas de journaling poderosas que nos ajudam a chegar a algumas respostas importantes para depois podermos criar um vision board verdadeiramente alinhado com aquilo que queremos para a nossa vida.

      Há várias formas de criar um vision board, mas no fundo, um vision board resulta da junção de palavras, frases e imagens (fotografia ou desenhos) na mesma superfície. Esta superfície pode ser uma cartolina, uma folha A3 ou A4 ou um quadro de cortiça com pioneses. Até pode mesmo ser um board no Pinterest, ainda que, na minha opinião, seja mais benéfico ter algo físico que nos permita fazer trabalho manual, mexer nos materiais, cortar, colar…

      Podemos procurar os materiais em revistas, mas podemos também procurar as imagens na internet. Podemos escrever as palavras que queremos incluir à mão ou num ficheiro word, imprimir, recortar e colar. Podemos desenhar, incluir cores, texturas, padrões… Ou seja, é um mundo de possibilidade e podemos incluir aquilo que quisermos e que nos permita, depois, ficarmos com algo que realmente represente aquilo que queremos para o nosso futuro.

      É muito importante, também, incluirmos representações visuais da forma como nos queremos sentir, para além dos objetivos mais concretos. Por isso, é fundamental selecionarmos imagens e palavras que nos ajudem a visualizar aquilo que queremos sentir.

      Além disto, é importante também revisitarmos o vision board todos os dias, visualizarmos como é que vamos concretizar a nossa visão e, mais importante ainda, olharmos para o nosso vision board como se tudo aquilo já fosse real, como se já tivéssemos concretizado tudo aquilo a que nos propomos. A energia que vamos sentir ao fazer isto, ao olharmos para o nosso vision board com a sensação de que é algo que estamos, de facto, a conquistar, é totalmente diferente da que sentiríamos se encarássemos o nosso vision board como um quadro de objetivos que ainda estão longe de serem alcançados. Afinal, a energia que colocamos nas coisas é determinante na nossa motivação.

      Quando colocamos palavras ou frases no nosso vision board, podemos ainda lê-las em voz alta, pois isto também ajuda a trazer o sentimento de concretização para o momento presente.

      Por último, também não nos devemos esquecer de sentir gratidão por tudo aquilo que está no nosso caminho e que está ali representado no nosso vision board. Também isto vai fazer diferença na nossa energia.

       

      Ainda antes de terminar, quero dar-vos uma novidade relacionada com este tema: já em janeiro, vou promover o workshop “Manifesta a vida dos teus sonhos”, dedicado ao journaling e à criação de um vision board. Vai ser um workshop muito prático, do qual sairão com o vosso vision board criado e para o qual eu levarei todos os materiais necessários. Podem aproveitar esta sessão para criarem o vosso vision board para 2019.

      Conto convosco? Vê todos os detalhes na página do workshop.

       

      Vision Board: uma ferramenta poderosa de visualização e manifestação que te ajudará a co-criar a realidade com que sonhas.

    • Como conseguir acordar cedo todos os dias

      acordar cedo

       

      Quando eu digo às pessoas que acordo praticamente todos os dias às 5 da manhã, a reação mais habitual é “não sei como consegues” (junto com um ar muito espantado). Mas eu acredito que haja por aí mais pessoas que gostassem de acordar mais cedo e, por isso mesmo, decidi dar as minhas dicas sobre como acordar mais cedo.

       

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      Primeiro, gostava de falar dos principais benefícios de acordar mais cedo.

      1 – Ajuda a construir disciplina – e o nosso músculo da auto-disciplina, quando é treinado, passa a poder aplicar-se a todas as áreas da vida;

      2 – Há uma sensação de que temos controlo sobre a nossa vida – o que ajuda também a construir confiança;

      3 – Ajuda a reduzir o stress – quanto mais não seja, aquele que todos sentimos quando acordamos e temos de fazer tudo a correr.

       

      Vistas as principais vantagens, ficam então as minhas principais recomendações para quem quer acordar mais cedo.

       

      1 – Percebe se faz sentido para ti

      Nem todas as pessoas foram feitas para acordar cedo. Há pessoas que naturalmente funcionam melhor ao final do dia, e então não vale a pena estares a forçar-te a acordar demasiadamente cedo. Podes tentar acordar um pouco mais cedo na mesma, para reduzires o stress da manhã. Mas talvez não precise de ser às 5 da manhã. Percebe como funcionam os teus ciclos energéticos naturais e define os teus horários a partir da aí. Descobre qual é o teu cronotipo (podes até fazer este questionário).

       

      2 – Encontra o teu porquê

      Quais são os teus motivos para quereres acordar mais cedo? Pode ser tão simples como para teres tempo para ti. Pode ser apenas para reduzires aquele stress da manhã. Pode ser para trabalhares num hobbie, num side-hustle ou na tua paixão. Pode ser para implementares outros hábitos, como a meditação, o journaling, o exercício físico. Mas tens de ter um motivo muito forte para quereres acordar mais cedo, ou então não vai acontecer.

       

      3 – Vai dormir mais cedo

      Acordar mais cedo não pode ser sinónimo de dormir menos. O sono é um dos pilares mais importantes do nosso bem-estar e é muito importante que tenhamos as horas necessárias para descansar e para recuperar. É mais importante dormirmos as horas necessárias do que acordar muito cedo, por isso se não conseguires dormir mais cedo, mais vale não acordares muito cedo também.

       

      4 – Tem um alarme agradável e fora do quarto (se necessário)

      Uma campainha irritante vai aumentar ainda mais o stress, por isso coloca um alarme agradável para acordares bem. E se necessário, principalmente ao início, pode ajudar deixares o alarme fora da quarto. Se não estás habituada a acordar tão cedo, é possível que apenas desligues o alarme e voltes a dormir. Por isso, para garantires que acordas ao primeiro toque do alarme, deixa-o fora do quarto.

       

      5 – Mantém os mesmos horários (mais ou menos uma hora)

      Faz um esforço para ires dormir e para acordares todos os dias à mesma hora – sim, mesmo ao sábado e ao domingo. Podes dar uma margem de mais ou menos uma hora (por exemplo, dormir até às 6 horas, uma vez ou outra, se costumas acordar às 5 da manhã), mas, por norma, não faças variações de horários maiores do que essa. O teu corpo vai habituar-se a esse horário, vai começar a sentir sono à hora de ir dormir, e vai começar a despertar naturalmente à hora de acordar, o que torna a manutenção do hábito a longo prazo muito mais fácil.

       

      6 – Se falhares uma vez, volta a tentar no dia seguinte

      Isto é um hábito como outro qualquer e é normal que não o consigas implementar de um dia para o outro. Além disso, se queres mudar bastante o teu horário de acordar, deves fazê-lo por patamares em vez de fazeres uma transição muito brusca. E sempre que falhares, em qualquer fase que estejas, não te martirizes e simplesmente volta a tentar no dia seguinte!

       

      7 – É OK sair da rotina de vez em quando

      Depois de teres o hábito bem implementado e de o teu organismo já ter assimilado os novos horários, não há qualquer problema em sair do horário habitual de vez em quando. Pelo contrário, até se torna mais fácil. Quando o teu corpo sabe bem quais os seus horários, quando já está muito habituado a ir dormir e a acordar à mesma hora todos os dias, se houver um dia em que sais da rotina, ele irá recuperar e regressar ao horário habitual muito mais rapidamente e com muito mais facilidade do que se não tivesse esses hábitos implementados.

       

      8 – Implementa uma rotina noturna

      Implementar rituais que repetes todos os dias à noite, antes de ires dormir, pode ajudar bastante a implementar o novo hábito. A partir de certa altura, o teu corpo já associa esses rituais à hora de ir dormir e acabas por adormecer muito mais rapidamente e com mais facilidade. Convém também, nas últimas horas antes de ir dormir, evitar todo o tipo de ecrãs e monitores, que despertam o nosso cérebro por causa da luz azul (se não conseguires, pelo menos utiliza um filtro de luz azul).

       

      São estas as minhas recomendações para quem pretende acordar mais cedo. Pretendes implementar alguma? E pensas começar a acordar às 5 da manhã? Conta-me nos comentários.

       

      Gostavas de acordar mais cedo? Quem sabe às 5 da manhã, como eu? Pode não ser às 5, mas se quiseres acordar mais cedo, fica com as minhas recomendações.

    • Fazer Mais e Melhor com Hábitos, Disciplina e Planeamento

      disciplina e planeamento

       

      Quando embarcamos numa grande mudança de vida, os nossos hábitos e a disciplina assumem um papel muito importante. Este é um tema do qual já falei aqui. Mas esta temática é ainda mais relevante quando iniciamos um negócio por conta própria, pois se não houver disciplina maior será a probabilidade de as coisas não correrem bem.

      Naturalmente que a facilidade com que colocamos em prática a disciplina é proporcional à nossa capacidade e implementar novos hábitos. Além disso, para sermos disciplinados, temos de saber o que fazer e, para sabermos o que temos de fazer, temos de ter um plano, saber quais as tarefas que fazem parte desse plano e o que é que temos de executar para fazer o plano acontecer. Daí estes três aspetos estarem intimamente ligados.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1 – Hábitos

      Já falei sobre este tema noutras ocasiões e, mais concretamente, no episódio 3 do podcast Lifestyle by Design encontram várias sugestões detalhadas de como implementar novos hábitos de uma forma consistente e integrada na vossa rotina habitual.

       

      2 – Disciplina

      A criação de hábitos torna a disciplina mais fácil, mas temos de criar os hábitos certos. Hábitos e disciplina estão muito relacionados, mas a disciplina é muito mais do que isso. Um aspeto dos mais importantes a ter em consideração na disciplina e numa mudança de vida é que o arranque de qualquer coisa, seja um projeto pessoal ou trabalho, demora tempo. Este processo de mudança de vida e de implementação de novos hábitos deve ser encarado como uma maratona e não um como um sprint.

      Tudo isto está relacionado com o conceito de vida intencional, ou seja, vivermos de acordo com os nossos valores e em direção a uma visão específica para o nosso futuro. É um caminho que estamos toda a vida a percorrer, pois as nossas visões para o futuro são, na verdade, inalcançáveis, não por não conseguirmos chegar lá mas porque quando chegamos à nossa visão atual para o futuro, já teremos uma nova visão para o futuro daí em diante. É, portanto, uma viagem sem fim que implica um trabalho constante. E é por isso que quando falamos de mudança de vida, de disciplina e de vida intencional, não falamos de algo que possamos encarar como temporário. Estamos a falar de mudanças para a vida toda.

       

      Motivação e disciplina

      Muitas pessoas acreditam que, para se ser disciplinado, é preciso estarmos sempre altamente motivados, mas não é bem assim. Há uma diferença entre motivação e disciplina. A motivação é quando temos vontade de fazer algo. A disciplina é quando não temos vontade de fazer, mas, mesmo assim, fazemos. Um bom exemplo disto é quando começamos um plano de exercício físico. No início, estamos motivados, queremos realmente fazer aquilo e vamos cheios de vontade para o treino. Quando, com o tempo, a motivação se começa a esbater, é o momento para colocarmos a nossa disciplina em ação. Aí, vamos na mesma para o treino, mesmo não nos apetecendo.

      A disciplina é extremamente importante quando a nossa motivação quebra e, por isso, precisamos das duas: da motivação para arrancar com um projeto (seja ele de que natureza for) e da disciplina para manter esse projeto em andamento a médio e/ou longo prazo.

      O ciclo nas pessoas que não têm autodisciplina é:

      Motivação –> falha na motivação –> falha na execução –> desistência.

      Por outro lado, nas pessoas que têm essa autodisciplina, o ciclo é:

      Motivação –> falha na motivação –> disciplina em ação –> continuidade na execução.

      A disciplina, no fundo, mais não é do que tomar a decisão de que vamos efetivamente fazer algo. A partir do momento em que essa decisão está tomada é para seguir com ela em frente.

      É por tudo isto que a disciplina é fundamental na fase inicial de um projeto ou numa nova fase de vida. Falarei mais sobre este tema em breve. Fiquem atentos.

       

      3 – Planeamento

      Para sermos disciplinados, precisamos, como já referi, de saber o que temos para fazer. Por isso, quando iniciamos um projeto novo, é indispensável traçarmos objetivos específicos e comprometermo-nos com esses objetivos.

      De salientar que os objetivos devem ser mais de processo do que resultados. Estes objetivos são importantes para sabermos o que devemos estar a fazer a cada momento.

      Além disto, é muito útil definir planos e objetivos de atuação a cada 90 dias, ou seja, por trimestre. Definir objetivos para um prazo mais alargado já pode gerar algumas dificuldades para mantermos o foco, sobretudo em processos de mudança em que tudo se altera com alguma rapidez ao longo do tempo. Podemos, naturalmente, ter objetivos para um período mais alargado, mas estes não devem ser tão específicos e não precisam de fazer parte do nosso dia a dia.

      Outra coisa que é importante frisar é que é normal as coisas falharem e é normal não obtermos resultados imediatos. E isto pode mesmo prolongar-se durante algum tempo.

      Quando falamos de criar um negócio, os resultados podem, de facto, demorar a aparecer e o primeiro ano, inclusivamente, pode ser complicado, porque o retorno financeiro esperado pode demorar a surgir. Isto pode dever-se a inúmeros fatores, seja pela forma como estamos a comunicar ou por alguma falha no alinhamento do projeto, por exemplo. É preciso estarmos preparados para o facto de o sucesso não surgir de um momento para o outro.

      Por vezes, ao acompanharmos à distância projetos de outras pessoas, pode parecer-nos que o seu sucesso surgiu repentinamente, mas a verdade é que desconhecemos totalmente todo o trabalho que está por trás daquele sucesso e aquilo que, afinal, parece ter surgido de um dia para o outro tem sempre muito trabalho na sua base e não foi tão repentino quanto nós pensamos.

      Aqui está mais uma razão pela qual que é fundamental trabalharmos a disciplina. Quando o projeto não traz, logo à partida, os resultados que gostaríamos, é natural que a motivação comece a decair. Sermos disciplinados vai ajudar-nos a mantermo-nos focados no projeto e no trabalho que estamos a desenvolver.

       

      Quais são as tuas maiores dificuldades na fase inicial de um projeto? Colocas em prática estratégias que te ajudem na implementação de hábitos que te facilitem uma vida mais disciplinada e alinhada com a tua visão para o futuro?

       

      Porque é importante criar hábitos, ser-se disciplinado e fazer um bom planeamento quando se está a iniciar uma nova fase de vida ou um novo projeto.