Filipa Maia

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    Business Strategy

    • Rendimento Passivo – 3 Estratégias

      rendimento passivo

       

      Ter uma fonte (ou mais) de rendimento passivo pode trazer-nos tranquilidade e possibilitar um maior equilíbrio no nosso negócio. No entanto, antes de começar a falar sobre este tema, preciso de vos deixar 2 grandes avisos.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      Aviso #1 – Não existe rendimento 100% passivo.

      Isto significa que rendimento passivo não quer dizer que não exista esforço ou tempo despendido do nosso lado. Ou seja, para se criar rendimento passivo é preciso trabalhar. Há sempre um input de esforço e de tempo que temos de colocar na geração deste tipo de rendimento. Na maior parte das vezes, este input é feito logo no início, aquando da criação desta fonte de rendimento, mais do que na sua manutenção. Ainda assim, esta manutenção, mesmo que mínima, tem de existir.

       

      Aviso #2 – Rendimento passivo exige muito trabalho.

      Gerar um rendimento passivo não é algo simples. Dá trabalho, exige esforço e demora algum tempo a construir, mas é possível e pode, de facto, ser uma fonte muito importante de rendimento no nosso negócio, ainda que continue a exigir, depois, alguma manutenção.

       

      Então, de que é que falamos quando falamos de rendimento passivo?

      Rendimento passivo não é simplesmente algo em que nós não estamos a trabalhar e do qual estamos a usufruir rendimentos. Trata-se, sim, de colocar a maior parte de input de tempo e de esforço à cabeça, aquando da criação desta fonte de rendimento e, depois, continuar a gerar rendimento a partir daí, com um mínimo de manutenção. Ou seja, a maior parte do trabalho e esforço são despendidos numa fase inicial. Depois, a fonte começa a gerar rendimento e nós, com um mínimo de manutenção, conseguimos manter essa fonte a gerar dinheiro, dia após dia, sem continuarmos a investir um grande esforço, mas sempre, recordo, com alguma manutenção.

       

      Para que possas começar a pensar sobre este tema e como o podes aplicar ao teu negócio, deixo-te 3 opções para possíveis fontes de rendimento passivo.

       

      Fonte #1 – Programas de Afiliados e Anúncios

      Aqui, tenho de fazer a distinção entre influenciadores e pessoas que têm os seus próprios negócios e vendem os seus próprios produtos e serviços. Acredito que a forma como se trabalham os programas de afiliados é bastante diferente para cada uma destes grupos.

      Focando-me na pessoa que tem o seu próprio negócio, não acredito que a estratégia ideal seja, por exemplo, colocar anúncios no seu website. Em alternativa, no Youtube, por exemplo, a partir do momento em que se reúnam determinadas condições, é possível termos anúncios a passar antes dos nossos vídeos. Contudo, é preciso dizer que esta não será certamente a fonte principal de rendimento de uma pessoa que tenha um negócio, mas pode, ainda assim, ser uma fonte secundária. Outra possibilidade é usar outro tipo de programas de afiliados, como programas de software que usemos no nosso trabalho e que disponibilizem programas de afiliados ou até cursos online de outras pessoas que estejam disponíveis para este tipo de programas, desde que, naturalmente, estejam alinhados com a tua marca e com o teu negócio.

       

      Fonte #2 – Produtos Digitais

      Aqui, podem ser templates, fichas de trabalho, o que for… No fundo, qualquer produto digital que possamos vender no nosso website. Um designer, por exemplo, pode transformar alguns dos seus serviços num produto, como a criação de um template para redes sociais, e vendê-lo no seu website.

      A estratégia é, portanto, transformar um serviço num produto que podemos ter à venda na nossa loja online e que fica ali como fonte de rendimento passivo, sem necessitar de grande intervenção da nossa parte, para além da sua divulgação.

       

      Fonte #3 – Expertise/Conhecimento

      Podemos vender o nosso conhecimento através de um curso online, um ebook ou mesmo um livro físico. No caso de um livro, por exemplo, a maior parte do trabalho é realizada à cabeça, com a preparação, a redação e a revisão, mas, depois de pronto, o livro fica a gerar rendimento. É claro que temos de continuar a fazer a sua divulgação, partilhá-lo, passar a mensagem de que o livro continua a estar à venda, mas a maior parte do trabalho já está feita (tal como acontece com um curso, um ebook, ou outros produtos deste género).

      Vender a nossa expertise passa sempre por ensinarmos alguém a fazer alguma coisa e darmos informações sobre determinado tópico relacionado com a nossa área de atuação.

      Por exemplo, se dão um workshop presencial, podem transformá-lo num workshop online. Podem, inclusivamente, vender um primeiro workshop em direto, e, gravando-o, podem, depois, transformá-lo num produto que outras pessoas possam comprar para assistir em diferido e, aqui, reduzem o valor por exemplo, pois as pessoas já não poderão interagir em direto.

       

      Agora, partilha comigo: já tens alguma fonte de rendimento passivo no teu negócio? Se ainda não tens, qual destas 3 sugestões faz mais sentido no teu caso?

       

      Rendimento passivo não é igual a dinheiro fácil, pois não aparece do nada e exige trabalho à partida. Mas pode vir a tornar-se numa fonte de bom rendimento apenas com alguma manutenção.

    • Como aumentar a conversão de seguidores em clientes

      aumentar conversão

       

      Já expliquei o que significa para mim crescer nas redes sociais e como isso está mais relacionado com a taxa de interação que conseguimos do que propriamente com o número de seguidores. Também já vos apresentei algumas estratégias cuja aplicação contribui para uma maior interação nas redes sociais.

      Hoje, quero falar-vos sobre como podemos transformar seguidores em clientes, já que nenhum negócio sobrevive sem eles.

      O que podemos, então, fazer para otimizar a nossa taxa de conversão nas redes sociais (e não só)?

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1 – Torna bem claro aquilo que vendes

      A verdade é que se não estiver claro aquilo que temos para oferecer, não vamos ter quem compre.

      Primeiro, analisa se a tua mensagem está bem definida e se, dentro da tua mensagem, está bem claro aquilo que estás a vender. Estás a passar a mensagem de quais são os principais benefícios do teu produto ou do teu serviço para o cliente? Estás a usar os princípios do storytelling para passares a tua mensagem e falares sobre aquilo que tens para vender?

       

      2 – Valida a tua ideia antes da sua criação

      O teu serviço ou produto é algo que as pessoas querem ou é apenas algo que criaste porque é algo de que gostas muito? Validaste a tua ideia? Procuraste saber se é um serviço ou produto que as pessoas procuram e têm interesse em adquirir ou partiste para a criação do produto ou serviço sem validares a ideia?

      Este ponto é muito importante. Na realidade, se não houver ninguém para comprar aquilo que criámos, o nosso negócio não vai ter sucesso e nada do que possamos fazer vai aumentar as nossas conversões, porque simplesmente não é algo que as pessoas queiram comprar.

      Validar a ideia antes de criarmos o produto ou serviço, fazer um estudo de mercado, perceber se é algo que já tem clientes, se é algo que as pessoas procuram e se estão dispostas a pagar por isso. Este é o primeiro passo a dar antes de avançar e, se ainda não fizeste isto, pode ser este o motivo pelo qual tens dificuldade em converter seguidores em clientes.

       

      3 – Inclui toda a informação necessária nas tuas páginas de vendas (landing pages ou sales pages)

      Verifica se as páginas onde vendes os teus produtos têm toda a informação sobre aquilo que vendes. Estás a garantir que a página onde descreves o teu serviço tem toda a informação necessária: os benefícios, o que está incluído, que pessoas podem ter interesse nesse produto ou serviço? Está tudo percetível na tua página de vendas?

       

      4 – Usa o vocabulário que o teu cliente ideal usaria

      Muitas vezes, dentro de determinada área, há vocabulário específico que, para nós como especialistas, faz parte do nosso vocabulário comum, mas o nosso cliente pode não conhecer este vocabulário porque não é ele o especialista.

      Por esta razão, é importante que, em vez de usarmos o vocabulário de especialista, nos esforcemos por usar o vocabulário que este cliente usaria na fase em que se encontra. Caso contrário, ele não se vai identificar com aquilo que estamos a dizer.

      Há várias formas de percebermos qual é este vocabulário que os clientes usam: podemos recuar ao tempo em que nós próprios ainda não éramos especialistas na matéria, podemos usar questionários ou podemos mesmo usar as próprias conversas que temos com os clientes nos contactos que estabelecemos com eles para percebermos qual é o vocabulário que ele usa e, depois, usarmos nos nossos conteúdos e no nosso copywriting de vendas. Assim, será mais fácil que uma pessoa nova que chegue se identifique com o vocabulário que estamos a usar.

       

      5 – Contrapõe as principais objeções de potenciais clientes

      Comentários como “Isto é caro demais”, “Não vejo qual o valor em adquirir este produto ou este serviço” ou “Este produto ou este serviço não é para mim” são comentários que devemos antecipar. Ou seja, temos de garantir que estamos a contrapor todas estas objeções antes mesmo de o cliente pensar nelas, porque, assim, não vão ser um impedimento à compra.

       

      6 – Garante que é fácil avançar para a compra

      Se temos uma loja online, devemos garantir que é fácil comprar o produto. Se vendemos um serviço e a venda passa por uma primeira conversa com o cliente, temos de garantir que é fácil para o cliente agendar esta conversa e, depois, avançar para a compra. Quanto mais difícil for avançar para a compra, menor vai ser a taxa de conversão.

       

      7 – Nas redes sociais, foca-te no fator know-like-trust

      Este fator implica que a pessoa tem de nos conhecer primeiro, depois de tem de gostar de nós ou daquilo que estamos a partilhar e, depois, tem ainda de confiar em nós para só então, aí sim, comprar. As redes sociais são o local ideal para fazer crescer este fator. Fazer vendas diretas a uma pessoa que está a entrar em contacto connosco pela primeira vez não terá tão bom resultado como criarmos uma relação primeiro.

      Nas redes sociais, devemos tentar reduzir ao máximo a venda direta que pode ser feita de outras formas, como através do email marketing, por exemplo, ou até presencialmente. Nas redes sociais, devemos focar-nos mais em darmo-nos a conhecer, mostrarmos a nossa personalidade (já falei sobre isto aqui) e o nosso expertise para que as pessoas confiem em nós. É assim que as pessoas vão, finalmente, comprar.

       

      8 – Inclui social proof no teu website

      É importante também apresentarmos testemunhos e feedback de pessoas que entraram em contacto com os nossos serviços e conteúdos no nosso site – mais até do que nas redes sociais -, pois isto é uma garantia de que conseguimos entregar resultados. É muito mais significativo haver outra pessoa a dizer que conseguiu determinado resultado devido ao nosso trabalho do que simplesmente sermos nós a alegarmos o alcance desses resultados.

       

       

      Estas são as dicas que tenho para ti sobre este tema. Se há algum assunto que gostarias de ver tratado com mais pormenor, diz-me. Por exemplo, nunca tinhas ouvido falar em storytelling aplicado às vendas? Tens interesse em mais conteúdos sobre isto?

       

      Um negócio não sobrevive por ter seguidores mas sim clientes. Então como podemos aumentar as conversões? Deixo 8 dicas que podem ajudar!

    • Estratégia de Negócio Digital – Erros mais frequentes

      Estratégia de negócio digital

       

      Tenho verificado, no meu trabalho com várias clientes e também em conversa com outras pessoas que têm os seus próprios negócios, que a maior parte das pessoas se posiciona num de dois extremos em relação à estratégia no digital. E quero falar contigo sobre isto porque, obviamente, nenhum destes extremos é saudável.

       

      Vê também o vídeo:

       

      Um Extremo: Nenhuma Estratégia para o Digital

      Num dos extremos, estão as pessoas que arrancam sem qualquer tipo de estratégia para o digital e sem mesmo se aperceberem do quão importante é trabalharem esta estratégia.

       

      Tipicamente, estas pessoas não estão a recolher emails para uma lista de contactos, criam uma pagina no Facebook mas quase não fazem publicações, criam um site DIY mesmo sem saberem grande coisa sobre o assunto, começam com alguns artigos num blog mas depois param de publicar conteúdos com frequência.

       

      Algumas coisas que estas pessoas precisam de saber:

      • Ter uma estratégia é importante e um negócio precisa de investimento antes de poder dar lucro – esse investimento tanto pode ser de dinheiro como de tempo. Por isso, se tiveres disponibilidade financeira investe em profissionais que te possam ajudar, se não tiveres essa disponibilidade financeira terás de investir o teu tempo a criar conteúdos, para construíres uma audiência e conquistar a confiança dessas pessoas. Só depois as pessoas estarão dispostas a comprar.

       

      • Tem noção que se optares por este investimento de tempo, terás de aprender como tudo isto se faz: criar um site minimamente profissional, fazer anúncios pagos, fazer webinars, fazer e editar vídeos, fazer lives, gerir redes sociais e uma lista de emails, entre várias outras coisas.

       

      • Sim, há alguns negócios que podem funcionar sem uma estratégia online, mas são raros.

       

      • Sim, é possível conseguir os primeiros clientes sem ter uma estratégia online, apenas através das pessoas que conhecemos pessoalmente. Aliás, mesmo que tenhas uma estratégia online desde o início, a probabilidade de os teus primeiros clientes serem conhecidos ou pessoas que chegam até ti através de passa-a-palavra é muito elevada, mas para manter o negócio sustentável a longo prazo, eventualmente precisas de começar a capturar pessoas novas

       

      O Outro Extremo: A Estratégia Perfeita

      No outro extremo encontram-se as pessoas que dão tanta importância à sua estratégia que acabam por paralisar e adiar o arranque do seu negócio.

       

      Estas pessoas sentem que que nunca estão prontas, que precisam do site perfeito, de mais aquele logo, mais aquele lead magnet, 10 artigos para o blog, de saber exatamente tudo o que têm de fazer em todas as frentes. Depois acaba por demorar imenso tempo para lançar alguma coisa, não porque não estejam a trabalhar mas porque estão a fazer apenas trabalho de bastidores.

       

      Algumas coisas que estas pessoas precisam de saber:

      • Não precisa de estar tudo perfeito para lançares o teu negócio! Aliás, o perfeito não existe.

       

      • Todas as partes do teu negócio online, desde site até redes sociais, estratégia, conteúdos, estarão em constante transformação e evolução à medida que o teu negócio também vai mudando, por isso é praticamente impossível ter tudo terminado. Este é um tipo de trabalho que nunca está terminado!

       

      • Desde que tenhas um serviço e saibas bem quem é que estás a servir, podes começar. Podes começar a criar conteúdos e comunicar a tua marca, tudo o resto pode ser melhorado com o tempo

       

      • Pode ser aconselhável avaliar até que ponto não estás a usar este aspeto como desculpa para não arrancares, para não te expores, para continuares no conforto do “ainda não comecei, por isso ainda não falhei”. Muitas vezes este tipo de atitude vem do medo de falhar. Sabemos que enquanto não lançares o teu negócio é impossível falhares, mas depois de lançares já não há garantias. Vamos deixar de ver as supostas falhas como falhas. Se lançares o teu negócio e correr bem, ótimo, se correr mal podes retirar aprendizagens e fazer uma nova experiência.

       

      Se sentes que te encontras em algum destes extremos, partilha comigo nos comentários qual tem sido a tua maior dificuldade nisto da estratégia para o digital. Adorava saber e poder ajudar!

       

      Vejo muitas pessoas a posicionarem-se num destes extremos no que toca à estratégia de negócio para o digital. No meio é que está o equilíbrio.

      Vejo muitas pessoas a posicionarem-se num destes extremos no que toca à estratégia de negócio para o digital. No meio é que está o equilíbrio.