Filipa Maia

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    Getting things done

    • Começar sem teres um plano

      começar sem um plano

       

      A maior parte das pessoas acredita que tem de ter um plano claramente definido, com uma sequência de passos a dar no seu negócio ou projeto para, efetivamente, começar.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      O que acontece quando te convences de que precisas deste plano é que podes ficar muito tempo parado sem que nada aconteça realmente.

      O tempo é um recurso limitado e, quando começares, vais perceber que, se tivesses começado mais cedo, terias tido acesso a muita informação relevante que só descobres naquele momento, depois de já teres começado.

      A maior parte das pessoas acha que é este plano que lhes dá segurança para começar. O problema é que, quando estás a criar um negócio, estás a criar algo que não existe, estás a começar algo novo, do zero. Isto significa que é impossível teres um plano. Não há ninguém que tenha criado o que tu queres criar se o que queres é um negócio à tua medida.

      Não há regras que possas seguir, és tu que, pelo caminho, vais descobrir como o podes fazer.

       

      Qual é a alternativa?

      Começar, mesmo sem ter a certeza. Entrar em ação rapidamente. E isto pode ser só dar um primeiro pequeno passo.

      É muito possível que falhes, sim, mas essas falhas representam aprendizagens das quais podes retirar informação para redefinires o teu caminho e a tua estratégia e, assim, avançares no teu negócio ou projeto.

      É natural que, quando começares a agir mesmo sem teres a certeza daquilo que estás a fazer, os resultados não sejam excecionais à primeira tentativa. É muito possível que fiques aquém das tuas expectativas, mas esta suposta falha é aquilo que te vai permitir recolher informação que vai ser determinante para tomares decisões acerca dos passos seguintes.

      Há 3 tipos de informação que podes recolher dos teus passos iniciais:

      Resultados

      Para obteres resposta a questões como: O que fiz resultou? Houve adesão? Qual a opinião das pessoas? Alguém comprou o meu produto/serviço?

      Se alguém comprou, tens a validação da tua ideia, porque se demonstra que há interesse do mercado naquilo que tens para oferecer. Se ninguém comprou, também podes tirar algumas conclusões importantes.

       

      Feedback

      Vais conseguir perceber o que é que as pessoas têm a dizer sobre o que estás a oferecer. Caso não tenhas conseguido vender o teu produto/serviço, podes mesmo perguntar às pessoas as razões que as levaram a não comprar ou o que seria necessário acontecer para que o fizessem. Esta informação é valiosíssima para decidires os passos seguintes dentro do teu projeto.

       

      Sentimento

      A forma como nos sentimos quando estamos a trabalhar para os nossos clientes é também muito importante para a criação de um negócio à nossa medida.

      Imagina que lançaste um serviço e que houve uma pessoa a comprar. Quais foram as tuas emoções, o teu estado de espírito, enquanto prestavas esse serviço? Sentiste-te bem, em estado de flow, ou sentiste-te em contração, com algum tipo de resistência? A informação que recolheres daqui também é preciosa e podes utilizá-la para decidires o que vais fazer a seguir.

       

      Concluindo, a minha sugestão é que dês rapidamente o teu primeiro passo e que recolhas, depois, informação que vai ser fundamental para o desenvolvimento do teu negócio.

      Já sabes qual é o primeiro passo que podes dar para começares rapidamente a executar o teu projeto ou negócio, mesmo sem teres ainda bem a certeza daquilo que estás a fazer? Partilha-o comigo.

       

      Não precisas de ter um plano totalmente definido para começares um negócio ou projeto. Não percas tempo e descobre porque é que é importante começares já.

    • Disciplina para trabalhar a partir de casa

      disciplina para trabalhar

       

      O tema da disciplina que é necessária para se trabalhar por conta própria surge muitas vezes em conversas que tenho, sobretudo, com pessoas que ainda trabalham por conta de outrem, mas que têm vontade de começar a desenvolver o seu próprio negócio. Estas pessoas perguntam-se se, trabalhando a partir de casa, terão disciplina suficiente para desenvolver o seu projeto sem terem outras pessoas, como um chefe, por exemplo, a quem prestar contas e a dizer-lhes o que é necessário fazer.

      Esta é uma questão válida, principalmente para pessoas que nunca trabalharam em casa, mas há, quanto a mim, alguns aspetos importantes a considerar.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1. Paixão

      Acredito que, quando somos apaixonados pelo trabalho que estamos a fazer, a questão da disciplina quase não se coloca. Quanto mais apaixonados estamos por aquilo que fazemos, quanto mais alinhado o nosso trabalho está connosco, com os nossos valores e com o impacto que nós queremos provocar no mundo, menos necessária é a disciplina.

       

      2. Estrutura e visão para o futuro

      Muitas vezes, a paixão existe, mas não há uma estrutura para o que estamos a fazer, não existe uma organização lógica, não há processos nem planeamento. Ou, então, mais importante ainda, não existe uma visão para o futuro. E isto é muito importante numa fase inicial do negócio.

      Portanto, é essencial ter uma estrutura para aquilo que estamos a fazer, seja na forma como organizamos o nosso tempo, seja na forma como os nossos serviços estão organizados ou, até, na forma como criamos os nossos conteúdos.

      A visão para o futuro é uma fonte enorme de motivação, pois sabemos para onde nos estamos a dirigir. Quanto mais clara é a nossa visão para o futuro mais motivados nos vamos sentir, porque temos um destino onde queremos chegar. É por isto que a visualização, como ferramenta de motivação e para manifestar a realidade que queremos à nossa volta, é tão utilizada.

      Ainda assim, em qualquer negócio, vai haver sempre tarefas com as quais não vamos estar tão alinhados e que gostamos menos de fazer. Um negócio envolve inúmeras tarefas e, mesmo que criemos o nosso negócio a partir da nossa zona de génio, algumas dessas tarefas não fazem parte dessa zona. Por isso, a estrutura é tão importante, quer para realizarmos estas tarefas com sucesso enquanto temos de ser nós a fazê-las, mas também porque nos ajudará a delegá-las logo que possível.

      Como criadores do nosso negócio, idealmente, devemos passar cerca de 80 a 90% do nosso tempo na(s) nossa(s) zona(s) de génio.

      Ter um plano neste âmbito é, portanto, fundamental. Por um lado, para identificarmos quais as primeiras tarefas que queremos começar a delegar (faturação, secretariado, edição de áudio/vídeo, gestão de conteúdos e de redes sociais…) e, por outro, para definirmos o rendimento que precisamos de estar a gerar para poder contratar outras pessoas, bem como uma estratégia para conseguirmos reunir essa condição financeira.

      Resumindo, há 2 aspetos que temos de avaliar: primeiro, perceber se o negócio que estamos a criar é mesmo a nossa paixão; depois, se sim, perceber, então, o que nos está a bloquear e nos impede de avançar e trabalhar nisso.

      Deixo-te, por fim, algumas dicas que te podem ajudar a trabalhar a partir de casa de forma mais eficiente:

      • Cria um espaço exclusivamente dedicado ao teu trabalho
      • Sai de casa para trabalhar fora, de vez em quando
      • Faz intervalos regulares
      • Percebe o que funciona para ti
      • Foca-te nos teus objetivos e na tua visão para o futuro do teu negócio

       

      Já trabalhas a partir de casa? Partilha comigo as estratégias que usas para te manteres produtiva.

      Ter disciplina para trabalhar a partir de casa requer organização e a paixão pelo que fazes vai alimentar isso e tudo o resto!

    • Rendimento Passivo – 3 Estratégias

      rendimento passivo

       

      Ter uma fonte (ou mais) de rendimento passivo pode trazer-nos tranquilidade e possibilitar um maior equilíbrio no nosso negócio. No entanto, antes de começar a falar sobre este tema, preciso de vos deixar 2 grandes avisos.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      Aviso #1 – Não existe rendimento 100% passivo.

      Isto significa que rendimento passivo não quer dizer que não exista esforço ou tempo despendido do nosso lado. Ou seja, para se criar rendimento passivo é preciso trabalhar. Há sempre um input de esforço e de tempo que temos de colocar na geração deste tipo de rendimento. Na maior parte das vezes, este input é feito logo no início, aquando da criação desta fonte de rendimento, mais do que na sua manutenção. Ainda assim, esta manutenção, mesmo que mínima, tem de existir.

       

      Aviso #2 – Rendimento passivo exige muito trabalho.

      Gerar um rendimento passivo não é algo simples. Dá trabalho, exige esforço e demora algum tempo a construir, mas é possível e pode, de facto, ser uma fonte muito importante de rendimento no nosso negócio, ainda que continue a exigir, depois, alguma manutenção.

       

      Então, de que é que falamos quando falamos de rendimento passivo?

      Rendimento passivo não é simplesmente algo em que nós não estamos a trabalhar e do qual estamos a usufruir rendimentos. Trata-se, sim, de colocar a maior parte de input de tempo e de esforço à cabeça, aquando da criação desta fonte de rendimento e, depois, continuar a gerar rendimento a partir daí, com um mínimo de manutenção. Ou seja, a maior parte do trabalho e esforço são despendidos numa fase inicial. Depois, a fonte começa a gerar rendimento e nós, com um mínimo de manutenção, conseguimos manter essa fonte a gerar dinheiro, dia após dia, sem continuarmos a investir um grande esforço, mas sempre, recordo, com alguma manutenção.

       

      Para que possas começar a pensar sobre este tema e como o podes aplicar ao teu negócio, deixo-te 3 opções para possíveis fontes de rendimento passivo.

       

      Fonte #1 – Programas de Afiliados e Anúncios

      Aqui, tenho de fazer a distinção entre influenciadores e pessoas que têm os seus próprios negócios e vendem os seus próprios produtos e serviços. Acredito que a forma como se trabalham os programas de afiliados é bastante diferente para cada uma destes grupos.

      Focando-me na pessoa que tem o seu próprio negócio, não acredito que a estratégia ideal seja, por exemplo, colocar anúncios no seu website. Em alternativa, no Youtube, por exemplo, a partir do momento em que se reúnam determinadas condições, é possível termos anúncios a passar antes dos nossos vídeos. Contudo, é preciso dizer que esta não será certamente a fonte principal de rendimento de uma pessoa que tenha um negócio, mas pode, ainda assim, ser uma fonte secundária. Outra possibilidade é usar outro tipo de programas de afiliados, como programas de software que usemos no nosso trabalho e que disponibilizem programas de afiliados ou até cursos online de outras pessoas que estejam disponíveis para este tipo de programas, desde que, naturalmente, estejam alinhados com a tua marca e com o teu negócio.

       

      Fonte #2 – Produtos Digitais

      Aqui, podem ser templates, fichas de trabalho, o que for… No fundo, qualquer produto digital que possamos vender no nosso website. Um designer, por exemplo, pode transformar alguns dos seus serviços num produto, como a criação de um template para redes sociais, e vendê-lo no seu website.

      A estratégia é, portanto, transformar um serviço num produto que podemos ter à venda na nossa loja online e que fica ali como fonte de rendimento passivo, sem necessitar de grande intervenção da nossa parte, para além da sua divulgação.

       

      Fonte #3 – Expertise/Conhecimento

      Podemos vender o nosso conhecimento através de um curso online, um ebook ou mesmo um livro físico. No caso de um livro, por exemplo, a maior parte do trabalho é realizada à cabeça, com a preparação, a redação e a revisão, mas, depois de pronto, o livro fica a gerar rendimento. É claro que temos de continuar a fazer a sua divulgação, partilhá-lo, passar a mensagem de que o livro continua a estar à venda, mas a maior parte do trabalho já está feita (tal como acontece com um curso, um ebook, ou outros produtos deste género).

      Vender a nossa expertise passa sempre por ensinarmos alguém a fazer alguma coisa e darmos informações sobre determinado tópico relacionado com a nossa área de atuação.

      Por exemplo, se dão um workshop presencial, podem transformá-lo num workshop online. Podem, inclusivamente, vender um primeiro workshop em direto, e, gravando-o, podem, depois, transformá-lo num produto que outras pessoas possam comprar para assistir em diferido e, aqui, reduzem o valor por exemplo, pois as pessoas já não poderão interagir em direto.

       

      Agora, partilha comigo: já tens alguma fonte de rendimento passivo no teu negócio? Se ainda não tens, qual destas 3 sugestões faz mais sentido no teu caso?

       

      Rendimento passivo não é igual a dinheiro fácil, pois não aparece do nada e exige trabalho à partida. Mas pode vir a tornar-se numa fonte de bom rendimento apenas com alguma manutenção.

    • Como aumentar a conversão de seguidores em clientes

      aumentar conversão

       

      Já expliquei o que significa para mim crescer nas redes sociais e como isso está mais relacionado com a taxa de interação que conseguimos do que propriamente com o número de seguidores. Também já vos apresentei algumas estratégias cuja aplicação contribui para uma maior interação nas redes sociais.

      Hoje, quero falar-vos sobre como podemos transformar seguidores em clientes, já que nenhum negócio sobrevive sem eles.

      O que podemos, então, fazer para otimizar a nossa taxa de conversão nas redes sociais (e não só)?

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1 – Torna bem claro aquilo que vendes

      A verdade é que se não estiver claro aquilo que temos para oferecer, não vamos ter quem compre.

      Primeiro, analisa se a tua mensagem está bem definida e se, dentro da tua mensagem, está bem claro aquilo que estás a vender. Estás a passar a mensagem de quais são os principais benefícios do teu produto ou do teu serviço para o cliente? Estás a usar os princípios do storytelling para passares a tua mensagem e falares sobre aquilo que tens para vender?

       

      2 – Valida a tua ideia antes da sua criação

      O teu serviço ou produto é algo que as pessoas querem ou é apenas algo que criaste porque é algo de que gostas muito? Validaste a tua ideia? Procuraste saber se é um serviço ou produto que as pessoas procuram e têm interesse em adquirir ou partiste para a criação do produto ou serviço sem validares a ideia?

      Este ponto é muito importante. Na realidade, se não houver ninguém para comprar aquilo que criámos, o nosso negócio não vai ter sucesso e nada do que possamos fazer vai aumentar as nossas conversões, porque simplesmente não é algo que as pessoas queiram comprar.

      Validar a ideia antes de criarmos o produto ou serviço, fazer um estudo de mercado, perceber se é algo que já tem clientes, se é algo que as pessoas procuram e se estão dispostas a pagar por isso. Este é o primeiro passo a dar antes de avançar e, se ainda não fizeste isto, pode ser este o motivo pelo qual tens dificuldade em converter seguidores em clientes.

       

      3 – Inclui toda a informação necessária nas tuas páginas de vendas (landing pages ou sales pages)

      Verifica se as páginas onde vendes os teus produtos têm toda a informação sobre aquilo que vendes. Estás a garantir que a página onde descreves o teu serviço tem toda a informação necessária: os benefícios, o que está incluído, que pessoas podem ter interesse nesse produto ou serviço? Está tudo percetível na tua página de vendas?

       

      4 – Usa o vocabulário que o teu cliente ideal usaria

      Muitas vezes, dentro de determinada área, há vocabulário específico que, para nós como especialistas, faz parte do nosso vocabulário comum, mas o nosso cliente pode não conhecer este vocabulário porque não é ele o especialista.

      Por esta razão, é importante que, em vez de usarmos o vocabulário de especialista, nos esforcemos por usar o vocabulário que este cliente usaria na fase em que se encontra. Caso contrário, ele não se vai identificar com aquilo que estamos a dizer.

      Há várias formas de percebermos qual é este vocabulário que os clientes usam: podemos recuar ao tempo em que nós próprios ainda não éramos especialistas na matéria, podemos usar questionários ou podemos mesmo usar as próprias conversas que temos com os clientes nos contactos que estabelecemos com eles para percebermos qual é o vocabulário que ele usa e, depois, usarmos nos nossos conteúdos e no nosso copywriting de vendas. Assim, será mais fácil que uma pessoa nova que chegue se identifique com o vocabulário que estamos a usar.

       

      5 – Contrapõe as principais objeções de potenciais clientes

      Comentários como “Isto é caro demais”, “Não vejo qual o valor em adquirir este produto ou este serviço” ou “Este produto ou este serviço não é para mim” são comentários que devemos antecipar. Ou seja, temos de garantir que estamos a contrapor todas estas objeções antes mesmo de o cliente pensar nelas, porque, assim, não vão ser um impedimento à compra.

       

      6 – Garante que é fácil avançar para a compra

      Se temos uma loja online, devemos garantir que é fácil comprar o produto. Se vendemos um serviço e a venda passa por uma primeira conversa com o cliente, temos de garantir que é fácil para o cliente agendar esta conversa e, depois, avançar para a compra. Quanto mais difícil for avançar para a compra, menor vai ser a taxa de conversão.

       

      7 – Nas redes sociais, foca-te no fator know-like-trust

      Este fator implica que a pessoa tem de nos conhecer primeiro, depois de tem de gostar de nós ou daquilo que estamos a partilhar e, depois, tem ainda de confiar em nós para só então, aí sim, comprar. As redes sociais são o local ideal para fazer crescer este fator. Fazer vendas diretas a uma pessoa que está a entrar em contacto connosco pela primeira vez não terá tão bom resultado como criarmos uma relação primeiro.

      Nas redes sociais, devemos tentar reduzir ao máximo a venda direta que pode ser feita de outras formas, como através do email marketing, por exemplo, ou até presencialmente. Nas redes sociais, devemos focar-nos mais em darmo-nos a conhecer, mostrarmos a nossa personalidade (já falei sobre isto aqui) e o nosso expertise para que as pessoas confiem em nós. É assim que as pessoas vão, finalmente, comprar.

       

      8 – Inclui social proof no teu website

      É importante também apresentarmos testemunhos e feedback de pessoas que entraram em contacto com os nossos serviços e conteúdos no nosso site – mais até do que nas redes sociais -, pois isto é uma garantia de que conseguimos entregar resultados. É muito mais significativo haver outra pessoa a dizer que conseguiu determinado resultado devido ao nosso trabalho do que simplesmente sermos nós a alegarmos o alcance desses resultados.

       

       

      Estas são as dicas que tenho para ti sobre este tema. Se há algum assunto que gostarias de ver tratado com mais pormenor, diz-me. Por exemplo, nunca tinhas ouvido falar em storytelling aplicado às vendas? Tens interesse em mais conteúdos sobre isto?

       

      Um negócio não sobrevive por ter seguidores mas sim clientes. Então como podemos aumentar as conversões? Deixo 8 dicas que podem ajudar!

    • Estratégia de Negócio Digital – Erros mais frequentes

      Estratégia de negócio digital

       

      Tenho verificado, no meu trabalho com várias clientes e também em conversa com outras pessoas que têm os seus próprios negócios, que a maior parte das pessoas se posiciona num de dois extremos em relação à estratégia no digital. E quero falar contigo sobre isto porque, obviamente, nenhum destes extremos é saudável.

       

      Vê também o vídeo:

       

      Um Extremo: Nenhuma Estratégia para o Digital

      Num dos extremos, estão as pessoas que arrancam sem qualquer tipo de estratégia para o digital e sem mesmo se aperceberem do quão importante é trabalharem esta estratégia.

       

      Tipicamente, estas pessoas não estão a recolher emails para uma lista de contactos, criam uma pagina no Facebook mas quase não fazem publicações, criam um site DIY mesmo sem saberem grande coisa sobre o assunto, começam com alguns artigos num blog mas depois param de publicar conteúdos com frequência.

       

      Algumas coisas que estas pessoas precisam de saber:

      • Ter uma estratégia é importante e um negócio precisa de investimento antes de poder dar lucro – esse investimento tanto pode ser de dinheiro como de tempo. Por isso, se tiveres disponibilidade financeira investe em profissionais que te possam ajudar, se não tiveres essa disponibilidade financeira terás de investir o teu tempo a criar conteúdos, para construíres uma audiência e conquistar a confiança dessas pessoas. Só depois as pessoas estarão dispostas a comprar.

       

      • Tem noção que se optares por este investimento de tempo, terás de aprender como tudo isto se faz: criar um site minimamente profissional, fazer anúncios pagos, fazer webinars, fazer e editar vídeos, fazer lives, gerir redes sociais e uma lista de emails, entre várias outras coisas.

       

      • Sim, há alguns negócios que podem funcionar sem uma estratégia online, mas são raros.

       

      • Sim, é possível conseguir os primeiros clientes sem ter uma estratégia online, apenas através das pessoas que conhecemos pessoalmente. Aliás, mesmo que tenhas uma estratégia online desde o início, a probabilidade de os teus primeiros clientes serem conhecidos ou pessoas que chegam até ti através de passa-a-palavra é muito elevada, mas para manter o negócio sustentável a longo prazo, eventualmente precisas de começar a capturar pessoas novas

       

      O Outro Extremo: A Estratégia Perfeita

      No outro extremo encontram-se as pessoas que dão tanta importância à sua estratégia que acabam por paralisar e adiar o arranque do seu negócio.

       

      Estas pessoas sentem que que nunca estão prontas, que precisam do site perfeito, de mais aquele logo, mais aquele lead magnet, 10 artigos para o blog, de saber exatamente tudo o que têm de fazer em todas as frentes. Depois acaba por demorar imenso tempo para lançar alguma coisa, não porque não estejam a trabalhar mas porque estão a fazer apenas trabalho de bastidores.

       

      Algumas coisas que estas pessoas precisam de saber:

      • Não precisa de estar tudo perfeito para lançares o teu negócio! Aliás, o perfeito não existe.

       

      • Todas as partes do teu negócio online, desde site até redes sociais, estratégia, conteúdos, estarão em constante transformação e evolução à medida que o teu negócio também vai mudando, por isso é praticamente impossível ter tudo terminado. Este é um tipo de trabalho que nunca está terminado!

       

      • Desde que tenhas um serviço e saibas bem quem é que estás a servir, podes começar. Podes começar a criar conteúdos e comunicar a tua marca, tudo o resto pode ser melhorado com o tempo

       

      • Pode ser aconselhável avaliar até que ponto não estás a usar este aspeto como desculpa para não arrancares, para não te expores, para continuares no conforto do “ainda não comecei, por isso ainda não falhei”. Muitas vezes este tipo de atitude vem do medo de falhar. Sabemos que enquanto não lançares o teu negócio é impossível falhares, mas depois de lançares já não há garantias. Vamos deixar de ver as supostas falhas como falhas. Se lançares o teu negócio e correr bem, ótimo, se correr mal podes retirar aprendizagens e fazer uma nova experiência.

       

      Se sentes que te encontras em algum destes extremos, partilha comigo nos comentários qual tem sido a tua maior dificuldade nisto da estratégia para o digital. Adorava saber e poder ajudar!

       

      Vejo muitas pessoas a posicionarem-se num destes extremos no que toca à estratégia de negócio para o digital. No meio é que está o equilíbrio.

      Vejo muitas pessoas a posicionarem-se num destes extremos no que toca à estratégia de negócio para o digital. No meio é que está o equilíbrio.

    • Como Conseguir Mais Motivação Para Concretizar Objetivos

      Motivação

       

      Este tópico de conseguir motivação foi pedido por algumas das pessoas que me lêem e achei importante falar sobre ele porque quando nos falta a motivação, tudo fica bem mais difícil.

       

      São 5 as estratégias que tenho para tentares aplicar e conseguir mais motivação.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      Em primeiro lugar, deixa-me explicar que existem 4 fatores que geram motivação:

      1. Prémios – ou qualquer tipo de recompensa

      2. Reconhecimento

      3. Crescimento/Aprendizagem

      4. Desafio

      (o quinto é o medo, mas é altamente prejudicial, ficamos totalmente desprovidos de recursos)

       

      Ficam, então, as minhas 5 estratégias.

       

      1 – Revê o teu passado

      Olha para um momento da tua vida em que tenhas sentido grande motivação.

      O que estava a acontecer na altura? O que fazias de diferente? Havia algum hábito que entretanto perdeste? Como era a tua realidade nessa altura? O que vivias naquele momento? Quem te rodeava?

      Será que consegues replicar aquilo que na altura te deixou motivada?

       

      2 – Encontra o teu porquê

      Já falei disto algumas vezes porque isto é mesmo importante. Qual o porquê que está por detrás daquilo que queres fazer? Ter esse porquê presente é altamente motivador. Tenta perceber o motivo pelo qual queres concretizar o objetivo.

      Não penses só no assunto sem fazer mais nada: arranja uma forma de teres esse porquê bem presente na tua vida, por exemplo coloca um post it na tua secretária (pode ser apenas uma palavra que só tu percebes o que significa), lembretes recorrentes no telemóvel o no calendário.

       

      3 – Visualiza o resultado

      Visualiza-te com o objetivo já concretizado. O que vai estar a acontecer à tua volta? O que vai ser diferente na tua vida quando conseguires fazer aquilo a que te propões?

      Nessa visualização, foca-te no teu porquê. A incorporação do teu porquê torna a visualização muito mais poderosa, pois estarás a usar as emoções que pretendes sentir no final do objetivo cumprido. Por exemplo, se queres perder peso para te sentires mais confiante, visualiza-te com o objetivo atingido, não apenas com o peso que idealizas mas com a confiança que procuras.

       

      4 – Consome conteúdo inspirador

      Filmes, livros, histórias de pessoas que conseguiram feitos extraordinários.

      Música. Recolhe algumas músicas que te façam querer agir a cria uma playlist com elas. Ouve a playlist nos momentos em que te sentes menos motivada

      No Youtube há uma quantidade gigante de vídeos motivacionais, em vários estilos. Poderá não funcionar para toda a gente, mas tenta perceber se funciona para ti e consome mais dos conteúdos que te deixam motivada.

       

      5 – Assume um compromisso

      Compromete-te com alguém, diz que vais fazer algo. Pode ser um pouco forçado ao início, já que apenas vais estar a fazer algo por causa do compromisso, mas depois de iniciares a execução, uma motivação “orgânica” acaba por surgir, e acabas por continuar independentemente do compromisso.

      Podes também assumir um compromisso público, por exemplo, declarando numa rede social que vais fazer algo – é mais extremo mas pode funcionar.

      Um processo de coaching pode ajudar a motivar, pois traz este compromisso/accountability, para além de te obrigar a pensar nas coisas de uma forma diferente

       

      São estas as minhas estratégias para gerar motivação. Partilha comigo quais as estratégias que melhor funcionam para ti nos momentos de menos motivação.

       

      Partilho contigo 5 estratégias que acredito que te podem ajudar a conseguir mais motivação para fazer coisas! Vê também o vídeo.

      Partilho contigo 5 estratégias que acredito que te podem ajudar a conseguir mais motivação para fazer coisas! Vê também o vídeo.

    • Quando podes e deves fazer multitasking

      multitasking

       

      Em tempos, o multitasking já foi muito venerado. Em entrevista de emprego, aquele que afirmava ser excelente multitasker era uma melhor opção, já que conseguiria fazer várias coisas ao mesmo tempo. As pessoas orgulhavam-se ao dizer que eram “excelentes a fazer multitasking“.

       

      Nos tempos mais recentes, começou a observar-se uma revolução contra o multitasking. As pessoas começaram a perceber, graças a trabalhos como os de Cal Newport com o livro “Deep Work”, Daniel Coyle com o livro “The Talent Code” ou Anders Ericsson com o livro “Peak” e o conceito de “deliberate practice“, que o trabalho focado numa única tarefa é muito mais valioso do que o multitasking. E ainda bem, porque há muitos tipos de trabalho que exigem foco e concentração e que se tornam totalmente impossíveis de fazer bem se estivermos a fazer outras coisas ao mesmo tempo.

       

      No entanto, hoje quero ir contra a corrente e falar sobre os momentos em que podemos – e, em alguns casos, até devemos – fazer multitasking e aproveitar determinadas situações para despacharmos várias tarefas de uma só vez. Porque gosto de aproveitar o tempo ao máximo e porque sim, há um espaço e um lugar para o multitasking.

       

      Mas começando por fazer algumas distinções: a maior parte das pessoas pensa no multitasking como um período de tempo em que, não só estás a fazer duas coisas ao mesmo tempo, como estás focado em duas tarefas ao mesmo tempo. E sim, de facto, concordo que o foco em duas tarefas não é aconselhável e é mesmo contra-produtivo. É por isso que as minhas sugestões de multitasking incluem tarefas que não precisam de atenção focada. Dessa forma, podes estar a fazer duas tarefas ao mesmo tempo mas uma delas não exige foco, é automática, e por isso consegues concentrar o teu foco na outra.

       

      Por outro lado, o que acontece muitas vezes quando as pessoas tentam mesmo executar tuas tarefas que exigem foco ao mesmo tempo não é realmente multitasking, mas multi-switching: ou seja, estão constantemente a alternar entre uma tarefa e a outra, porque ambas exigem foco. Ora isso nem é multitasking – já que, afinal, nada está a acontecer ao mesmo tempo – nem é produtivo, já que alternar entre tarefas diferentes provoca uma quebra no foco, o chamado “cognitive switching penalty“. Daí a má reputação que o multitasking tem ganho e a recomendação que a maior parte dos especialistas em produtividade dá para se evitar as tentativas de multitasking.

       

      Assim, o multitasking produtivo não pode ser o ato de estarmos focados em duas tarefas ao mesmo tempo, mas sim o ato de estarmos a realizar uma tarefa com foco ao mesmo tempo que executamos uma outra que nos é automática e, por isso, não exige foco.

       

      Vê, então, onde o podes incorporar o multitasking de forma produtiva:

       

      Podes fazer multitasking quando estás a fazer tarefas que não exigem um grande esforço intelectual

      Por exemplo, ouvir podcasts ou audiobooks quando estás a lavar a louça, ou telefonar a um familiar ou amigo enquanto estás a passear o teu cão. Lavar louça e passear o cão são coisas que tens mesmo de fazer mas que não ocupam 100% do teu cérebro, por isso ele consegue estar focado nos conteúdos que estás a ouvir ou na pessoa com quem estás a falar.

       

      Outras opções vão depender da tarefa ou da sua especificidade. Por exemplo, também podes ouvir audiobooks enquanto estás a cozinhar, principalmente se for uma receita que já dominas e quase consegues fazer de olhos fechados. Se, por outro lado, estiveres a experimentar uma receita nova, em que ainda precisas de consultar quantidades e passos, poderá não ser aconselhável consumir outros conteúdos ao mesmo tempo. Por um lado, podes enganar-te na receita (e lá se vai o jantar!), e por outro lado, nos momentos em que tens de ir consultar a receita, convém estares concentrado nessa informação e, por isso, o teu foco no audiobook vai dissipar-se, nem que seja por uns segundos.

       

      Outra alternativa de multitasking é fazer uma walking-meeting: sempre que uma reunião seja apenas entre duas pessoas (um para um), podem fazê-lo enquanto caminham, em vez do mais tradicional gabinete ou sala de reuniões. Assim ambos aproveitam para dar mais uns passos, que tão bem faz à saúde, e ainda apanham algum ar livre enquanto reúnem.

       

      Sempre que conseguires aproveitar tarefas que não exigem a totalidade da tua capacidade de concentração para adiantares outras tarefas, estarás a dar um melhor uso ao teu tempo.

       

       

      Deves fazer multitasking quando o ele the motiva a fazer algo útil

      A segunda hipótese é mesmo aproveitar o multitasking para fazer algo que não queremos ou gostamos muito de fazer. O exemplo mais óbvio pode ser ir ao ginásio. Se não gostas mesmo nada, podes emparelhar essa tarefa, que normalmente não exige muito foco, com ouvir um podcast de que gostes muito e que te divirta. Pode ser um incentivo extra para ires ao ginásio com mais frequência.

       

      Outro exemplo são as treadmill-desks. Todos sabemos as vantagens que caminhar traz para a nossa saúde, como já vimos atrás, e já todos ouvimos o número milagroso de 10 mil passos como o recomendado para darmos diariamente. Quem não tem muito tempo/disponibilidade/vontade para caminhar fora do trabalho tem, com estas secretárias especiais, a possibilidade de o fazer enquanto trabalha. Ora caminhar é uma atividade que não exige concentração nenhuma, por isso estas pessoas conseguem, ao mesmo tempo que caminham, executar as suas tarefas de trabalho da mesma forma que o fariam sentadas.

       

      Mais uma alternativa é colocar uma bicicleta estática em frente à televisão. Sentes motivação para ver televisão mas não para fazer exercício? Podes conjugar as duas coisas desta forma e juntar o útil ao agradável.

       

       

      Resumindo: a chave está em saber quando é benéfico fazer multitasking e quando é essencial fazer trabalho focado. Há um lugar e um espaço para ambos e, quanto a mim, as pessoas mais produtivas são as que conseguem o melhor balanço entre ambas as formas de trabalhar.

       

      E tu? Em que situações costumas fazer multitasking e sentes que isso te ajuda? Partilha as tuas dicas nos comentários.

       

      O multitasking já tem má fama, mas há algumas alturas em que o podes fazer e outras em que ele pode até ser muito útil. Vê aqui quando deves fazer multitasking!

    • 5 Ferramentas essenciais para uma melhor gestão de tempo

      Gestão de tempo

       

      Se há coisa que aprendi nos últimos tempos, com vários projetos pessoais e o lançamento do meu próprio negócio, enquanto mantenho alguns hobbies e uma vida para além do que se passa online, foi a gerir muito bem o meu tempo.

       

      As coisas não se fazem sozinhas e levam o seu tempo. Se não soubermos muito bem o que fazer com o tempo que temos, é garantido que as coisas vão começar a correr mal.

       

      Hoje deixo-te algumas ferramentas que podem ajudar-te a fazer uma melhor gestão do teu tempo, assim como várias alternativas de implementação.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1 – Uma ferramenta de gestão de tarefas/projetos

      Esta é uma ferramenta que vai permitir-te manter um registo de todas as tuas tarefas. A maior parte das opções que existem permite fazer uma divisão dessas tarefas por diferentes projetos, atribuir datas limite para a sua execução e, no caso de teres uma equipa, atribuir diferentes responsáveis para cada tarefa.

       

      Há várias ferramentas que podes escolher. Algumas das mais conhecidas são:

      Trello

      Asana

      Todoist

      Airtable

       

      Todas elas são ou têm versões gratuitas pelo que recomendo que experimentes cada uma para veres qual funciona melhor para ti.

       

      Se não gostares de nenhuma delas, tens ainda mais uma hipótese:

      – Excel

       

      Sim, podes simplesmente manter a tua lista de tarefas num ficheiro Excel. Confesso que é a ferramenta que uso. Tendo já experimentado várias, chego sempre à conclusão que esta é a que funciona melhor para mim.

       

      Daí eu gostar de salientar a importância de experimentares várias alternativas e perceberes o que funciona melhor para ti. Não somos todos iguais e sei que há pessoas que nem sequer conseguem ver o Excel à sua frente, enquanto eu não sei funcionar sem ele. Cada um com as suas manias! (e ferramentas!) E alguns de nós não precisam de ferramentas muito sofisticadas, uma simples folha de Excel chega.

       

      (Nota: O Airtable é uma ferramenta que permite fazer muitas mais coisas do que gestão de tarefas. Recomendo fortemente que explores esta opção. Podes começar por ver este vídeo para perceberes qual a melhor forma de a aplicares a ao teu negócio)

       

      2 – Uma ferramenta de recolha de notas

      Como empreendedores criativos, podemos ter uma ideia nova a qualquer momento. Arriscaria até dizer que, na maior parte das vezes, as melhores ideias surgem quando não estamos junto ao computador.

       

      Por isso, é muito importante teres sempre contigo uma ferramenta para poderes tirar notas sobre as tuas ideias a qualquer momento. Acredita que se não fizeres logo uma nota, o mais provável é esqueceres a tua ideia brilhante!

       

      Esta ferramenta pode ser um simples bloco de notas. Mas se for, não te esqueças que ele tem de andar sempre contigo, sem exceção.

       

      Por outro lado, todos nós andamos com os nossos smartphones para todo o lado – e até nos sentimos “despidos” se por acaso nos esquecermos dele. Então usar uma app no smartphone é uma excelente alternativa.

       

      Há muitas por onde escolher. Desde a bloco de notas do teu telefone, a outras criadas para o efeito. Por exemplo:

      Google Keep – para além da app podes usar o widget

      Google Docs

      OneNote – para quem tiver o office

      Evernote

      Simplenote

      Zoho Notebook

       

      Estes são apenas alguns exemplos, mas existem muitos mais.

       

      Eu gosto de usar o Evernote e faço quase tudo lá (incluindo a escrita de artigos como este). Gosto da simplicidade da app e da rapidez com que sincroniza entre diferentes dispositivos. Também uso o Google Docs, essencialmente quando preciso de partilhar conteúdos com outras pessoas (para parcerias ou trabalhos em equipa).

       

      Mas mais uma vez, o ideal é ires experimentando vários para perceberes o que funciona melhor para ti.

       

      3 – Uma ferramenta de agendamento de publicações

      Esta poderá ser uma das ferramentas mais importantes para a tua gestão de tempo e para o teu negócio.

       

      Deixa-me primeiro explicar que sempre que mudamos de tarefa a nossa concentração cai a pique. Por isso mesmo, é importante, para uma gestão de tempo eficaz, realizar tarefas em batch, evitando assim mudanças frequentes de foco. O que é isso de realizar tarefas em batch? Trata-se de reunir tarefas semelhantes num conjunto e fazê-las todas de seguida.

       

      Como exemplo, para a criação de posts para um blog , passamos por diferentes fases:

      – pesquisa sobre o tópico que vamos escrever

      – escrita propriamente dita

      – revisão e edição do que escrevemos

      – preparação de imagens e gráficos a incluir no post

      – preparação e agendamento da publicação

       

      Se realizarmos estas tarefas em batch significa que não vamos concentrar-nos apenas num post e fazer tudo isto de forma sequencial mas, em vez disso, tratar logo de 3 ou 4 posts diferentes, e fazer cada uma das tarefas por conjuntos, ou seja, fazemos logo a pesquisa para os 4 posts – nesta fase, temos um browser aberto e estamos apenas focados na pesquisa e em tirar as notas necessárias -, de seguida escrevemos todos sem nos preocuparmos com a revisão, e assim consecutivamente.

       

      Da mesma forma, é muito mais eficiente agendares várias publicação nas redes sociais apenas numa única sessão de trabalho. É certo que pode não ser possível fazê-lo para todas, até porque é bom teres algumas publicações espontâneas e feitas no momento, mas quantas mais puderes antecipar, mais vais conseguir simplificar a tua vida.

       

      Algumas redes sociais, como o Facebook, permitem fazer o agendamento de publicações diretamente na plataforma ou na app. Para outras, terás de usar aplicações externas. Alguns exemplos são:

      Buffer

      Later

      Crowdfire

      Planoly – apenas para Instagram

      CoSchedule – o única desta lista que não tem versão gratuita (apesar de ter um free trial que podes experimentar durante um mês)

       

      Eu uso todas estas, dependendo da situação. Mas, como nos pontos anteriores, estes são apenas alguns exemplos de entre as dezenas de ferramentas que existem para este efeito.

       

      4 – Um bloqueador da internet

      Porque todos temos muita força de vontade… até ao momento em que deixamos de ter.

       

      Este tipo de ferramentas é excelente para quando precisamos de nos manter focados numa determinada tarefa mas sabemos que temos dificuldade em deixar a internet e as redes sociais em paz. Todos sabemos que já fomos culpados disto: devíamos estar a trabalhar mas acabamos por perder meia hora no Facebook… (ou no Pinterest, no meu caso!)

       

      A minha recomendação é usar a extensão do Chrome StayFocusd. Esta extensão permite executar algumas variações de bloqueio da internet, como bloquear um determinado site por um período de tempo, bloquear toda a internet, ou então definir um horário no qual um site ou toda a internet fica bloqueada. Quando aqui falo em “toda a internet” importa frisar que é possível definir uma lista de sites que fiquem livres deste bloqueio, no caso de eles serem essenciais ao teu trabalho. Esta extensão é totalmente gratuita.

       

      Outra alternativa é o ColdTurkey, que tem soluções para computador e smartphone e também é muito costumizável (mais ainda na versão paga), tanto em termos de blocos de tempo como de listas de websites.

       

      Para smartphones, a app Freedom também é muito conhecida, mas esta apenas tem versões pagas, após um free trial que permite fazer 7 bloqueios.

       

      5 – Google Calendar

      Ou qualquer calendário digital, claro, mas uma vez que hoje em dia todos temos uma conta Google, esta será a solução mais prática, para além de permitir fazer quase tudo, como definir notificações, atribuir cores a diferentes projetos ou arrastar as tarefas de um lado para o outro de forma a organizá-las da melhor forma – ou re-organizar quando surgem imprevistos!

       

      Uma das minhas filosofias de vida é: se não está no calendário, não vai acontecer. E isto não é verdade apenas para reuniões ou eventos, é verdade para toda e qualquer tarefa. Sim, eu coloco todas as minhas tarefas no calendário (até dormir!)

       

      Para mim, uma to-do list não chega. Porque a gestão de tarefas e a gestão de tempo não se podem fazer de forma separada. Todas as tarefas estão associadas a tempo, por isso a sua execução não vive sem o seu planeamento no calendário.

       

      Para fazer isto há duas peças chave:

      – A primeira é fazer uma estimativa de quanto tempo cada tarefa vai levar a executar. Nem sempre é fácil e depende de quanta experiência temos com cada tarefa, mas com o tempo vamos aprendendo a fazê-lo de forma cada vez mais acertada. E muito pior do que estimar mal o tempo que cada tarefa vai levar é não fazer qualquer estimativa e acreditar que conseguimos fazer uma infinidade de tarefas em apenas uma semana, o que torna impossível qualquer tipo de organização ou de gestão de tempo.

      – A segunda é reservar algum do nosso tempo para fazer esta gestão. Ou seja, o planeamento de tarefas é, por si só, uma tarefa que devemos considerar. Eu, por exemplo, faço-o semanalmente, normalmente ao domingo. Reservo uma hora apenas para organizar as tarefas e o calendário da semana seguinte (apesar de normalmente até demorar um bocadinho menos).

       

      Para uma boa gestão de tempo, habitua-te a colocar tudo no teu calendário, mesmo os períodos de lazer ou de self-care, como o exercício físico ou a meditação.

       

      Bonus – Um time tracker

      Com certeza que nem todos precisarão, mas se para ti for imperativo saber quanto tempo passas em cada projeto, seja por teres de comunicar isso aos teus clientes, ou mesmo para a tua própria organização e otimização de tempo, há ferramentas que te ajudam a fazer isso, pelo menos com o tempo que passas ao computador.

       

      Para isso, sugiro duas alternativas:

      Toggl – permite a integração com o Trello, por isso se tiveres as tuas tarefas listadas no Trello, basta ires à tarefa que estás a iniciar, clicar no botão do Toggle e o tempo começa a contar, já atribuído àquele determinado projeto. Cuidado para não te esqueceres de ir lá terminar a tarefa ou o tempo fica a contar indefinidamente!

      Rescuetime – tem a vantagem de contabilizar automaticamente quanto tempo passas a usar cada aplicação ou website,

       

       

      E tu, tens alguma estratégia de gestão de tempo que queiras partilhar? Deixa nos comentários para todos podermos aprender mais!

       

       

      Todos queremos uma melhor gestão de tempo e, felizmente, há várias ferramentas que nos podem ajudar. Fica com as minhas 5 essenciais.