Filipa Maia

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    Getting things done

    • Storytelling – Porque precisas de o usar na tua comunicação

      storytelling na comunicação

      O storytelling é um dos temas que mais me apaixona. As histórias sempre fizeram parte da minha vida e, desde que comecei a escrever, em 2015, que tenho vindo a estudar de forma cada vez mais aprofundada as histórias e a sua estrutura narrativa, o storytelling.

      Por ser um tema que me fascina, trago-o sempre para o meu trabalho, quer estejamos a falar de comunicação e de marcas, quer estejamos a falar de desenvolvimento pessoal.

      Hoje quero chamar a tua atenção para a importância do storytelling e porque é que é algo que deves incorporar na comunicação da tua marca. Há motivos muito fortes para que o faças.

       

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      1. As histórias provocam emoções

      Alguma vez choraste ou te sentiste frustrada com algo que estava a acontecer num filme ou num livro? Alguma vez sentiste o teu coração bater mais forte com uma história? Tudo isto é emoção provocada por algo que não tem de ser real.

      Quando tens uma marca queres que as pessoas criem uma ligação emocional com a tua marca, que entrem na tua história, acompanhem a tua jornada e queiram saber mais sobre aquilo que estás a comunicar. É a emoção que vai fazer com que as pessoas queiram continuar a acompanhar-te. Se não houver emoção, as pessoas vão desligar-se da tua marca, tal como se desligam de histórias que não têm uma boa estrutura ou um bom arco narrativo.

       

      2. As histórias captam a atenção

      Enquanto seres humanos evoluímos com histórias e elas têm mesmo sido essenciais à nossa sobrevivência. Em tempos pré-históricos, as histórias eram a única forma de transmitir informação. Muitas vezes, informação vital para a sobrevivência da nossa espécie. Assim, as pessoas tomaram consciência de que as histórias são algo importante e a que devemos prestar atenção. Por isso é que, quando ouves contar uma história, a tua atenção desperta automaticamente. E, quando uma história é bem contada, tu não consegues largar essa história e ficas agarrada ao livro, ao filme ou à série. Então, tu, enquanto marca, com o contar de histórias vais conseguir muito mais eficazmente que as pessoas prestem atenção àquilo que estás a dizer.

       

      3. A memorização

      As histórias são mais facilmente memorizadas do que números, dados ou estatísticas. Está comprovado que, após uma comunicação de qualquer tipo, as pessoas memorizam com muito mais facilidade a história que foi contada do que os factos ou números que foram partilhados. Se queres que as pessoas guardem as informações que estás a partilhar é muito importante que incorpores o storytelling na tua comunicação.

       

      4. As histórias unem comunidades

      Com certeza que, como criador de uma marca, queres reunir uma comunidade à tua volta, certo? Então, deves lembrar-te sempre que as histórias unem comunidades.

      Basta que penses nas diferentes religiões que existem no mundo. Todas elas estão associadas a uma história, uma narrativa que conta a origem dessa religião e é essa história que une as pessoas dessa determinada religião. As pessoas conhecem essas histórias, falam sobre elas, acreditam nelas e sentem uma conexão emocional com elas. Consequentemente, essas pessoas sentem também uma conexão entre si por partilharem a mesma história e todas acreditarem nela.

      Deste modo, é o storytelling que te vai permitir criar um sentido de comunidade dentro da tua marca.

       

      5. As histórias mudam crenças

      Já falei várias vezes sobre crenças no meu Podcast. Podes ouvir este e outros episódios para saberes um pouco mais sobre este tema.

      O importante aqui é que as histórias têm o poder de alterar crenças. Há estudos que demonstram que o transporte narrativo está diretamente relacionado com a mudança na forma como vemos o mundo. O transporte narrativo está relacionado com o facto de sermos transportados para dentro de uma história bem contada e que nos provoca emoção.

      Para mim, é muito óbvio que as histórias tenham o poder de alterar crenças, pois, como já referi noutros momentos em que abordei este tema, as crenças são instaladas quando há eventos com uma grande carga emocional associada. Por isso, se as histórias tiverem esta mesma carga emocional podem também ter este poder de mudar as nossas crenças. É por esta razão que há, por exemplo, tantas histórias cujo tema central é o Bem contra o Mal, para que acreditemos que vivemos num mundo onde o Bem predomina.

       

      Então, se queres mudar a forma como as pessoas que te rodeiam veem o mundo, se queres pintar um conjunto de crenças diferentes para essas pessoas, o storytelling vai ajudar-te.

      Agora que te apresentei os meus motivos para que passes a usar o storytelling na comunicação da tua marca, queria saber que mais gostavas de saber sobre este tema. Deixa-me as tuas dúvidas, desafios e dificuldades para que eu possa criar mais conteúdos que vão ao encontro do que precisas e te ajudem a aplicar o storytelling dentro da tua marca.

       

      O storytelling tem importância na comunicação da tua marca. Existem vários motivos para que o incorpores na tua estratégia comunicativa.

    • Instabilidade de rendimentos? Estratégias para quem trabalha por conta própria

      instabilidade de rendimentos

      A instabilidade de rendimentos é uma realidade para quem trabalha por conta própria. Se, em alguns meses, pode haver um grande fluxo de dinheiro a entrar, é muito provável que, noutros, não haja quase nenhum. Quando, por exemplo, resolvemos tirar um período de férias é muito comum que os rendimentos nesse mês sejam zero, ou quase.

       

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      E como é que podemos, então, lidar melhor com isto?

      Antes de mais, a primeira coisa que deves fazer é aceitares a realidade.

      É mesmo assim, quem trabalha por conta própria vive com a instabilidade de rendimentos e é suposto ser assim. Por isso, o teu objetivo não deverá ser mudar esta realidade ou encontrar uma estratégia para que a entrada de dinheiro seja igual todos os meses.

      Aliás, se a estabilidade de rendimentos é algo muito importante para ti, ter um emprego por conta de outrem será provavelmente a melhor opção ao teu dispor. Se, no entanto, queres realmente empreender, tens de aceitar a instabilidade de rendimentos e o facto de teres meses muito bons e outros quase sem rendimento.

      Mas, em termos práticos, o que podes, então, fazer para aprenderes a viver esta instabilidade de rendimentos com tranquilidade?

      1. Criar um fundo de liberdade

      A maior parte das pessoas refere-se a este fundo como “fundo de emergência”, mas eu prefiro não usar este termo, porque não quero associar este valor a uma situação de necessidade extrema.

      Prefiro ver este fundo como algo que me dê paz de espírito, algo que eu possa ter guardado para saber que, se surgir um mês em que não registo entrada de dinheiro – sobretudo se for por razões que não previ -, posso estar descansada, porque tenho ali aquele dinheiro, aquele fundo de liberdade. Isto significa que, nesse mês, vou continuar a ter liberdade de maneio, apesar de a entrada de dinheiro ser nula, ou quase.

      O valor deste fundo de liberdade dependerá sempre de ti e daquilo com que te sentires confortável. Há pessoas que gostam de ter um fundo de liberdade com um valor correspondente a 6 meses de trabalho, outras a um ano. E outras, menos do que isso. O montante terá de ser decidido por ti. O importante é que tenhas de parte um valor que te traga essa segurança.

       

      2. Paga a ti próprio um salário

      Fazeres isto vai ajudar-te a gerir melhor o fluxo de dinheiro.

      Por exemplo, num mês em que lances um novo programa de grupo ou um curso online é natural que haja uma maior entrada de dinheiro. Ora, sabendo que isto não irá voltar a acontecer no mês seguinte, não podes considerar todo o valor que recebeste com esse lançamento como o teu salário desse mês. O valor que entrou no teu negócio com esse lançamento deve, então, ser usado para pagar o teu salário nesse mês e nos meses seguintes. Usares esta estratégia vai ajudar-te a ter uma perceção de que o valor que entra em determinado mês não deve ser o dinheiro que vais efetivamente gastar nesse mês. O dinheiro que entra no teu negócio deve ser bem distribuído.

       

      3. Planear a médio prazo

      Esta estratégia vai permitir-te gerir melhor as saídas de dinheiro.

      Vamos supor que abres agora um programa de grupo que demora 3 ou 4 meses. Então, já sabes que só daqui a, pelo menos, 3 ou 4 meses é que abrirás um novo programa. Por isso, se tiveres o teu planeamento bem estruturado a médio prazo – 6 meses, pelo menos – sabes que o valor que entrar agora com este programa de grupo não vai voltar a entrar nessa proporção nos próximos 3 ou 4 meses. Ao fazeres este planeamento poderás gerir melhor as saídas de dinheiro, porque sabes quando é que podes esperar um maior fluxo de dinheiro novamente.

       

      4. Reinveste no teu próprio negócio

      Numa fase inicial do teu negócio, o investimento que te vai trazer um maior retorno é o investimento no teu negócio. Se estás a começar, significa que o teu negócio tem um potencial de crescimento gigante. Por isso, nada te vai dar maior retorno do que (re)investires no teu próprio negócio.

      Faz também esse planeamento e prevê que percentagem do teu lucro é que vais reinvestir. Seja em ferramentas, colaboradores ou formação e treinos adicionais, novos programas, novos cursos ou coaching. Este (re)investimento vai-te trazer frutos e permitir, consequentemente, aumentar a escala do teu negócio.

       

      Estas são as sugestões que tenho para ti sobre como lidar melhor com a instabilidade de rendimentos. Espero que te sejam úteis.

      Agora, gostava de saber se lidar com a instabilidade de rendimentos no teu negócio tem sido uma dificuldade para ti. De todas estas sugestões que apresentei, qual é a que faz mais sentido para ti? E já sabes qual vais implementar?

       

      Lidar com a instabilidade de rendimentos pode ser uma dificuldade para quem trabalha por conta própria. Aplica estas dicas para se tornar mais fácil.

    • O teu negócio não está a crescer porque estás a fazer estas coisas!

      negócio não cresce

      Quero partilhar contigo 6 coisas que impedem muitos negócios de crescer e que, se calhar, também estão a travar o crescimento do teu.

       

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      Provavelmente, como a tua atenção não está focada nestes aspetos de que te vou falar, tu nem sequer estás a perceber que é exatamente este tipo de atitudes ou comportamentos que podem estar a impedir o teu negócio de crescer.

      Por isso, quero ajudar-te a trazer estas questões à consciência para que se torne mais fácil removeres estes bloqueios e possas, quase de um momento para o outro, fazer o teu negócio crescer, só porque paraste de fazer uma ou duas destas coisas.

       

      1. Tens a tua atenção dispersa por vários projetos

      Estás a tentar fazer demasiadas coisas ao mesmo tempo. É como se estivesses a querer escalar várias montanhas em simultâneo e, para isso, saltares constantemente de uma para outra, sem chegares ao topo de nenhuma. Pensa comigo: o que poderia acontecer se decidisses focar-te num único projeto durante um determinado período, escalares essa montanha até ao topo – ou seja, otimizares esse projeto o máximo possível – e depois, então, eventualmente, transitares para outro projeto? O que é que no teu negócio poderá estar a fazer-te dispersar a atenção por demasiados projetos ao mesmo tempo?

      Este comportamento é particularmente perigoso quando tu ainda és a única pessoa dentro do teu negócio, és tu que assumes todas as funções e ainda não começaste a delegar tarefas e a subcontratar. Se tu estás responsável por tudo e ainda estás a tentar executar vários projetos ao mesmo tempo, a tua energia vai acabar por se esgotar muito rapidamente. Vais ficar cansado, podes mesmo entrar em burnout e isto é algo que que não vais querer que aconteça. Por tudo isto, fica atento para verificares se, de facto, não estarás a focar-te em demasiados projetos ao mesmo tempo.

       

      2. Não estás a trabalhar na tua zona de génio

      Não estares a passar a maior parte do teu tempo na tua zona de génio pode estar a impedir-te de fazeres avançar o teu negócio. Este ponto está relacionado com o anterior e tem muito que ver com delegar, contratar ajuda e ter outras pessoas a ajudar-te a levar o teu negócio para a frente. Eu sei que no início pode ser muito complicado contratar ajuda. Eu também não contratei logo ajuda e, enquanto não vi os primeiros resultados, fazia tudo sozinha, tal como tu também estarás a fazer neste momento. Mas, a determinada altura, temos 2 hipóteses e temos de fazer uma escolha.

      a) Podemos continuar a fazer tudo sozinhos. Isto significa que a percentagem do nosso tempo que pode ser dedicada às atividades que efetivamente geram riqueza será limitada, porque vamos ter de continuar a dar atenção a uma série de outras tarefas que não são responsáveis por gerar faturação.

      b) Começamos a contratar ajuda. É claro que isto representa uma despesa, mas o retorno que podemos obter do facto de libertarmos tempo para as atividades que são responsáveis pela entrada de dinheiro no nosso negócio. Já sabemos que nenhum negócio sobrevive sem dinheiro a entrar, mesmo que por vezes não estejamos confortáveis ao abordar estas questões. Então, pensa que tarefas poderás começar a delegar. Não precisas de começar logo a delegar muitas tarefas, nem sequer contratar uma pessoa a tempo inteiro para a tua equipa. Começa com algumas horas por semana, delegando algumas tarefas administrativas e, assim, conseguirás umas horas extra para trabalhares na tua zona de génio e executares aquelas tarefas que só tu podes fazer dentro do teu negócio e que, tipicamente, são as responsáveis pela entrada de dinheiro.

       

      3. Não estás a praticar os preços certos

      Se calhar ainda não percebeste bem o valor daquilo que fazes e, por isso, talvez não estejas a cobrar o preço certo. Muitos de nós têm um problema pessoal de falta de autovalorização e, quando começamos a empreender, se não tivermos noção do nosso verdadeiro valor profissional cobramos preços demasiado baixos.

      Estares a ser demasiado brando com os preços que estás a praticar pode estar a impedir-te de teres flexibilidade para, por exemplo, começares a delegar. Aumentares os teus preços de acordo com o valor que estás, de facto, a entregar ao teu cliente dar-te-á uma margem maior para fazeres alguns investimentos no teu negócio. Observa bem os teus preços e analisa se é por aí que estarás a impedir o teu negócio de crescer.

       

      4. Não falas daquilo que tens para vender

      Quando as pessoas se sentem desconfortáveis com o facto de terem de vender, não falam sobre os seus serviços e/ou produtos. Lamento informar-te, mas se tens um negócio terás mesmo de vender ou, então, o teu negócio não vai funcionar. Como já referi, um negócio não é sustentável sem dinheiro e o dinheiro não entra se não venderes.

      Vender pode ser fantástico se acreditares no teu produto/serviço e se vires a transformação e o impacto que o teu produto/serviço está a ter na pessoa que o comprou. Se o teu produto/serviço for bem desenhado, vai implicar uma transformação no teu cliente. Então, se não venderes, estás a roubar essa transformação a um potencial cliente. Se tens medo ou não te sentes confortável com vender, primeiro tenta perceber a razão de te sentires assim. Será que não tens plena confiança naquilo que estás a oferecer?

      Se não estás a comunicar os teus produtos/serviços, tenta encarar a venda de uma outra perspetiva, a de que estás a proporcionar uma vida melhor às pessoas que comprarem de ti.

       

      5. Não estás a investir

      Um negócio implica investimento e o melhor investimento que podes fazer no teu negócio é o delegar, o outsourcing de algumas funções que não têm de depender exclusivamente de ti. Se estás com medo de investir no teu negócio, então precisas de pensar sobre esta questão.

      Outros investimentos importantes são as formações, eventos e treinos de qualidade. Tens de estar sempre a evoluir enquanto pessoa e enquanto profissional. Como é que podes esperar que o teu negócio cresça se não aprenderes nada novo e se tu próprio não cresceres?

      O sucesso do teu negócio é proporcional ao teu desenvolvimento pessoal. Por isso, pensa onde é que podias estar a investir algum do teu dinheiro. Em treinos, em eventos, em formadores, em coaching, em outsourcing…? E, à medida que começares a investir, vais começar a perceber que começarás, também, a ter mais entrada de dinheiro.

       

      6. Não trabalhas o teu estado Interno

      O teu estado interno depende muito do teu foco e de onde está a tua atenção. Que energia é que tu estás a dissipar para o mundo? Em que frequência é que estás a vibrar? Tu vais sempre atrair resultados que estão em consonância com essa frequência em que estás a vibrar, por isso, quanto mais elevada for a frequência das tuas emoções, mais coisas maravilhosas vais atrair para a tua vida.

      Sobre este ponto em específico, o meu ebook sobre as 11 Atitudes dos Empreendedores Intencionais de Sucesso fala exatamente sobre modelos mentais e estratégias internas que deves adotar e podes descarregá-lo gratuitamente aqui.

       

      Gostava, agora, que partilhasses comigo qual destes 6 pontos é aquele que, neste preciso momento, pode estar a impedir o teu negócio de crescer. E que mudança é que podes fazer para desbloqueares o crescimento que desejas para o teu negócio. Vou adorar trocar impressões contigo sobre este tema!

      O teu negócio não cresce porque podes estar a fazer algumas coisas que estão a impedir e que tu nem estás a dar conta. Descobre quais e começa a mudá-las!

    • Como escolher um nicho de negócio e porque precisas de o fazer?

      Neste artigo, vou explicar-te porque é que é importante tomares uma decisão, o mais rapidamente possível, em relação ao teu nicho de negócio e como podes fazê-lo.

       

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      A escolha do nicho é um tópico muito importante nos negócios. Muitas pessoas com quem contacto – quer clientes, quer outras pessoas com quem falo sobre negócios – apresentam uma grande resistência no que diz respeito à escolha de um nicho de mercado. Eu própria também já senti o mesmo no passado. Na maior parte das vezes, a justificação que dão para esta resistência é o facto de serem pessoas com múltiplos interesses e múltiplas capacidades. Como tal, dizem não ser capazes de se definir como “só uma coisa” nem conseguirem colocar-se “dentro de uma caixa”.

       

      Motivos para escolheres o teu nicho

      Então, porque é que é importante fazeres esta escolha e porque é que é importante que o faças o mais rapidamente possível?

      1. Credibilidade

      A escolha de uma área de especialização vai trazer-te credibilidade. Isto tornará a escolha dos teus potenciais clientes mais fácil e mais óbvia. Se fores altamente especializado numa determinada área, quem estiver interessado num profissional dessa área em concreto mais rapidamente te vai escolher a ti, que és especialista, do que outra pessoa, mais generalista e que faça de tudo um pouco.

      Vamos tomar como exemplo a área do marketing digital, que é tão abrangente. Imagina que estou a querer otimizar o SEO do meu site e vou procurar profissionais que me possam ajudar com isto. Será que me vou sentir mais confiante a escolher um especialista em SEO ou a escolher um especialista de Marketing Digital que, dentro do Marketing Digital, faz de tudo um pouco? Com certeza que, se eu tiver o meu objetivo bem definido, vou escolher o especialista em SEO. E o mesmo se passa em relação a outras áreas de atuação. O mesmo se eu quiser alguém para gerir os meus anúncios, por exemplo. Ou seja, vou procurar alguém que seja especialista em anúncios e não alguém que faça de tudo um pouco.

      A área do coaching é também uma área com excelentes exemplos disto mesmo. Se eu vou à procura de um coach, à partida é porque tenho um desafio específico na minha vida. Ora, se encontrar um profissional que ajuda pessoas a ultrapassarem esse desafio específico que eu enfrento neste momento, vou sentir-me muito mais confiante com essa pessoa do que contratando um coach que não tem área de especialização e que trabalha com todo o tipo de pessoas.

      Esta questão da credibilidade e de te tornares a escolha óbvia para o teu cliente é a primeira vantagem de escolheres um nicho, uma área de especialização específica.

       

      2. Comunicação

      A partir do momento em que te tornas especialista numa determinada área, a tua comunicação torna-se mais fácil, pois sabes exatamente de que é que estás a falar. Além de não te perderes no meio de uma infinidade de assuntos sobre os quais podes falar, a tua comunicação torna-se muito mais clara e específica. Com este tipo de comunicação, acabas por conseguir chegar mais facilmente às pessoas certas.

       

      3. Compreender o cliente

      Vais conseguir identificar os teus potenciais clientes muito bem, vais saber quem é que eles são, que desafio têm à sua frente neste momento, qual a transformação que pretendem nas suas vidas ou nos seus negócios. Vais conseguir compreender muito melhor a pessoa que tens do outro lado. Se, pelo contrário, fores generalista e não tiveres uma área de especialização, praticamente qualquer pessoa pode ser teu cliente e vai ser muito mais complicado conseguires compreender e falar a linguagem do teu cliente ideal.

       

      4. Preços

      Ao posicionares-te como especialista numa determinada área vais conseguir praticar preços mais elevados sem com isso perderes negócio. A isto está associada a credibilidade, porque mesmo que os teus preços sejam mais elevados do que os de um possível concorrente, tu resolves um problema específico e concreto e, como tal, será mais evidente para o teu cliente escolher-te a ti, mesmo que o teu preço seja um pouco mais alto.

       

      Quero ainda deixar-te algumas notas sobre algumas ideias erradas que as pessoas têm em relação à escolha de um nicho.

      No que se refere à justificação que muitas pessoas dão de não serem capazes de escolher um nicho porque têm múltiplos interesses, é preciso deixar claro que tu não és o teu negócio. Tu és muito mais do que o teu negócio. Nem tudo aquilo que tu és precisa de estar dentro do teu negócio. Não estamos a falar de te restringires a ti própria, de te colocares dentro de uma caixa. Estamos a falar em estabelecer limites somente àquilo que fazes dentro do teu negócio.

      Além disto, podes ter mais do que um nicho de atuação. Não recomendo, no entanto, que tenhas mais do que 2 ou 3 nichos diferentes para que não se torne confuso, quer para ti, quer para os outros. Também chamo a tua atenção para a importância de desenvolveres cada um destes nichos em diferentes momentos. Começa por te focar num e quando já tiveres credibilidade e com o negócio em andamento podes, então, começar a apontar numa outra direção. E as pessoas que trabalharam contigo no primeiro nicho vão reconhecer a tua credibilidade naquele segundo nicho também, pois já conhecem a tua reputação e a tua forma de trabalhar.

      Para além disto, podes também escolher formatos diferentes para trabalhar nichos diferentes. Eu, por exemplo, tenho um formato diferente para trabalhar um outro nicho dentro do meu negócio: o formato de membership para trabalhar o desenvolvimento pessoal. Apesar de o meu foco principal ser negócios online, tenho este formato diferente para uma outra área. E isto também foi desenvolvido em alturas diferentes.

      Para acrescentar ainda mais profundidade a tudo isto e ao teu negócio, podes ter ainda um formato diferente para esse outro nicho e que não esteja visível para o público em geral. Ou seja, teres um nicho que é uma oferta apenas para quem já conhece o teu trabalho e já trabalhou contigo. Isto não precisa de estar visível no teu site ou nas tuas redes sociais, até para não confundir os teus potenciais clientes.

      Outra nota que quero deixar neste tópico dos nichos tem que ver especificamente com o coaching.

      Esta pode ser uma questão um pouco polémica na área do coaching. Eu sei que todas as pessoas que já fizeram uma boa certificação em coaching aprenderam que, no coaching, não há distinção entre o que se pode fazer e as diferentes áreas em que se pode trabalhar. As ferramentas são as mesmas em qualquer área da vida. Portanto, um coach, idealmente, deverá saber aplicar as ferramentas que tem na sua pasta a qualquer área da vida, situação e objetivo.

      No entanto, numa perspetiva de marketing esta não é a melhor estratégia. Não estamos a dizer que um coach especialista em determinada área só saberá trabalhar nessa área. Aliás, em teoria, um coach deverá ser capaz de trabalhar todas as áreas, até porque tem as ferramentas necessárias para isso. O que é importante aqui é que, em termos de comunicação e de marketing, em termos daquilo que eu represento e daquilo que é a minha marca, aí, sim, eu devo conseguir focar-me numa área muito mais específica.

       

      Então e como é que podes descobrir qual é a área de especialização ideal para ti?

      A minha primeira recomendação é que não penses demasiado no assunto.

      Depois, para te ajudar, tenho duas questões para ti e acredito que as tuas respostas te vão indicar por onde deves começar.

      Acredito também que só quando te colocares em ação é que vais perceber se essa área de atuação é ou não a ideal para ti.

      As perguntas que te proponho são:

      1. O que é que te faz vibrar? O que é que, dentro da tua área de atuação, dentro de tudo aquilo que podes fazer, te faz vibrar?
      2. O que é que é fácil para ti? O que é que fazes sem dificuldade?

      Depois de responderes a estas questões já terás mais claro por onde podes começar. E, então, é executar. Passo após passo, com a tua ação, vais obtendo clareza, quer estejas no caminho certo ou quer precises de redirecionar. Sem ação é que será difícil chegares a uma conclusão 100% certa sobre qual deverá ser o teu nicho.

       

      Já tens a tua área de especialização ou ainda enfrentas alguma dificuldade com esta escolha? Conta-me qual é o teu desafio.

      Escolher um nicho de negócio é uma decisão importante e não te limita nem às tuas diversas capacidades. Eu explico-te como podes escolhê-lo e porquê.

    • Como criar um negócio e ter um emprego a tempo inteiro

      criar um negócio e trabalhar

      Manter a gestão de um projeto em part-time – que tanto pode ser um negócio como um projeto criativo -, quando ainda tens um negócio a tempo inteiro, pode ser muito desafiante.

       

      Podes ver o vídeo aqui:

       

      Foi assim que eu comecei e sei como é necessário fazer algum malabarismo que nos exige foco, determinação e muita organização.

      Então, com base na minha própria experiência, reuni algumas estratégias para quem está nesta situação, com um trabalho a tempo inteiro e um projeto paralelo em simultâneo. Se este é o teu caso, recomendo-te que experimentes as minhas sugestões e vejas quais funcionam melhor contigo.

       

      1. Avaliação

      Analisa quais são as tuas reais prioridades. O teu projeto paralelo é mesmo importante para ti? Está alinhado com os teus valores individuais?

      Se as tuas respostas a estas questões forem positivas, acredito que vais conseguir gerir o teu tempo para conseguires levar o teu projeto adiante e fazê-lo crescer. Se, pelo contrário, as tuas respostas forem negativas, talvez devas repensar o teu projeto e procurar algo que faça mais sentido para ti e esteja totalmente alinhado contigo.

      Se ainda não sabes quais são os teus valores individuais, podes saber como os descobrir neste vídeo. Também falei sobre valores individuais neste episódio do meu podcast.

       

      2. Organização

      Usa uma ferramenta de calendarização para organizares o teu tempo. Eu usei o Google Calendar e bloqueei todos os períodos em que estava a trabalhar a tempo inteiro, bem como os tempos de deslocação. Além disso, bloqueei ainda os meus horários de sono. Se tiveres um ritual matinal ou, até, idas ao ginásio, também devem ir para o calendário. Assim, vais ter uma noção muito clara de quais são, realmente, os teus períodos livres.

       

      3. Rotinas

      As rotinas não têm de ser rígidas e devem ser adaptadas a cada um de nós. Quer seja dedicares 2 horas, de segunda a sexta, ao teu projeto ou dedicares os sábados, o importante é criares uma rotina para saberes que, naqueles momentos, vais estar focada nisso. Criar uma rotina vai-te permitir manteres mais facilmente uma atividade constante relativamente ao teu projeto. Aliar a criação de rotinas à calendarização de blocos de tempo que referi acima, vai tornar toda esta gestão muito mais fácil.

       

      4. Comunicação

      Ainda que possa ser tentador manteres tudo em segredo, a verdade é que o nosso grau de compromisso aumenta quando sabemos que os outros sabem o que andamos a fazer.

      Quando trabalhamos completamente isolados, sem comunicarmos o nosso projeto, podemos conseguir obter resultados, mas vai ser mais complicado mantermos o compromisso.

      Ao comunicares aquilo que estás a fazer, mesmo que ainda estejas numa fase muito inicial ou até que o faças de forma anónima, como eu comecei por fazer, isto vai ajudar-te a ir reunindo à tua volta pessoas interessadas no teu trabalho e no teu projeto que, aos poucos, irão formar a tua audiência.

       

      5. Porquê

      Tem sempre muito presente a razão pela qual estás a trabalhar neste projeto.

      Se ainda não identificaste esta razão, pensa um pouco sobre isso. Porque é que estás a trabalhar neste projeto? É uma motivação pessoal? É porque tem que ver com os teus valores? É porque queres criar algum tipo de impacto no mundo? É porque queres expressar a tua criatividade? E qual é a visão para o futuro deste projeto? Pretendes torná-lo em algo significativo? Pretendes um dia dedicares-te a 100% ao teu projeto? O que queres alcançar a médio e longo prazo?

      É o teu porquê que te vai dar energia para levares o teu projeto para a frente.

      Para responderes a estas questões e manteres presente o teu porquê, podes usar o Journaling, escrevendo frequentemente sobre estas questões ou, então, podes fazer exercícios de visualização, em que imaginas tudo aquilo que queres alcançar.

       

      Estas são as minhas sugestões, e tu, tens mais alguma recomendação para partilhares comigo? Que outras estratégias usas, ou já usaste, para gerires o teu tempo entre um trabalho a tempo inteiro e um projeto paralelo?

       

      Há pessoas que se dedicam à criação dos seus negócios e projetos e, ao mesmo tempo, mantêm um emprego. Como é que se pode gerir bem o tempo para tudo?

    • Começar sem teres um plano

      começar sem um plano

       

      A maior parte das pessoas acredita que tem de ter um plano claramente definido, com uma sequência de passos a dar no seu negócio ou projeto para, efetivamente, começar.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      O que acontece quando te convences de que precisas deste plano é que podes ficar muito tempo parado sem que nada aconteça realmente.

      O tempo é um recurso limitado e, quando começares, vais perceber que, se tivesses começado mais cedo, terias tido acesso a muita informação relevante que só descobres naquele momento, depois de já teres começado.

      A maior parte das pessoas acha que é este plano que lhes dá segurança para começar. O problema é que, quando estás a criar um negócio, estás a criar algo que não existe, estás a começar algo novo, do zero. Isto significa que é impossível teres um plano. Não há ninguém que tenha criado o que tu queres criar se o que queres é um negócio à tua medida.

      Não há regras que possas seguir, és tu que, pelo caminho, vais descobrir como o podes fazer.

       

      Qual é a alternativa?

      Começar, mesmo sem ter a certeza. Entrar em ação rapidamente. E isto pode ser só dar um primeiro pequeno passo.

      É muito possível que falhes, sim, mas essas falhas representam aprendizagens das quais podes retirar informação para redefinires o teu caminho e a tua estratégia e, assim, avançares no teu negócio ou projeto.

      É natural que, quando começares a agir mesmo sem teres a certeza daquilo que estás a fazer, os resultados não sejam excecionais à primeira tentativa. É muito possível que fiques aquém das tuas expectativas, mas esta suposta falha é aquilo que te vai permitir recolher informação que vai ser determinante para tomares decisões acerca dos passos seguintes.

      Há 3 tipos de informação que podes recolher dos teus passos iniciais:

      Resultados

      Para obteres resposta a questões como: O que fiz resultou? Houve adesão? Qual a opinião das pessoas? Alguém comprou o meu produto/serviço?

      Se alguém comprou, tens a validação da tua ideia, porque se demonstra que há interesse do mercado naquilo que tens para oferecer. Se ninguém comprou, também podes tirar algumas conclusões importantes.

       

      Feedback

      Vais conseguir perceber o que é que as pessoas têm a dizer sobre o que estás a oferecer. Caso não tenhas conseguido vender o teu produto/serviço, podes mesmo perguntar às pessoas as razões que as levaram a não comprar ou o que seria necessário acontecer para que o fizessem. Esta informação é valiosíssima para decidires os passos seguintes dentro do teu projeto.

       

      Sentimento

      A forma como nos sentimos quando estamos a trabalhar para os nossos clientes é também muito importante para a criação de um negócio à nossa medida.

      Imagina que lançaste um serviço e que houve uma pessoa a comprar. Quais foram as tuas emoções, o teu estado de espírito, enquanto prestavas esse serviço? Sentiste-te bem, em estado de flow, ou sentiste-te em contração, com algum tipo de resistência? A informação que recolheres daqui também é preciosa e podes utilizá-la para decidires o que vais fazer a seguir.

       

      Concluindo, a minha sugestão é que dês rapidamente o teu primeiro passo e que recolhas, depois, informação que vai ser fundamental para o desenvolvimento do teu negócio.

      Já sabes qual é o primeiro passo que podes dar para começares rapidamente a executar o teu projeto ou negócio, mesmo sem teres ainda bem a certeza daquilo que estás a fazer? Partilha-o comigo.

       

      Não precisas de ter um plano totalmente definido para começares um negócio ou projeto. Não percas tempo e descobre porque é que é importante começares já.

    • Disciplina para trabalhar a partir de casa

      disciplina para trabalhar

       

      O tema da disciplina que é necessária para se trabalhar por conta própria surge muitas vezes em conversas que tenho, sobretudo, com pessoas que ainda trabalham por conta de outrem, mas que têm vontade de começar a desenvolver o seu próprio negócio. Estas pessoas perguntam-se se, trabalhando a partir de casa, terão disciplina suficiente para desenvolver o seu projeto sem terem outras pessoas, como um chefe, por exemplo, a quem prestar contas e a dizer-lhes o que é necessário fazer.

      Esta é uma questão válida, principalmente para pessoas que nunca trabalharam em casa, mas há, quanto a mim, alguns aspetos importantes a considerar.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1. Paixão

      Acredito que, quando somos apaixonados pelo trabalho que estamos a fazer, a questão da disciplina quase não se coloca. Quanto mais apaixonados estamos por aquilo que fazemos, quanto mais alinhado o nosso trabalho está connosco, com os nossos valores e com o impacto que nós queremos provocar no mundo, menos necessária é a disciplina.

       

      2. Estrutura e visão para o futuro

      Muitas vezes, a paixão existe, mas não há uma estrutura para o que estamos a fazer, não existe uma organização lógica, não há processos nem planeamento. Ou, então, mais importante ainda, não existe uma visão para o futuro. E isto é muito importante numa fase inicial do negócio.

      Portanto, é essencial ter uma estrutura para aquilo que estamos a fazer, seja na forma como organizamos o nosso tempo, seja na forma como os nossos serviços estão organizados ou, até, na forma como criamos os nossos conteúdos.

      A visão para o futuro é uma fonte enorme de motivação, pois sabemos para onde nos estamos a dirigir. Quanto mais clara é a nossa visão para o futuro mais motivados nos vamos sentir, porque temos um destino onde queremos chegar. É por isto que a visualização, como ferramenta de motivação e para manifestar a realidade que queremos à nossa volta, é tão utilizada.

      Ainda assim, em qualquer negócio, vai haver sempre tarefas com as quais não vamos estar tão alinhados e que gostamos menos de fazer. Um negócio envolve inúmeras tarefas e, mesmo que criemos o nosso negócio a partir da nossa zona de génio, algumas dessas tarefas não fazem parte dessa zona. Por isso, a estrutura é tão importante, quer para realizarmos estas tarefas com sucesso enquanto temos de ser nós a fazê-las, mas também porque nos ajudará a delegá-las logo que possível.

      Como criadores do nosso negócio, idealmente, devemos passar cerca de 80 a 90% do nosso tempo na(s) nossa(s) zona(s) de génio.

      Ter um plano neste âmbito é, portanto, fundamental. Por um lado, para identificarmos quais as primeiras tarefas que queremos começar a delegar (faturação, secretariado, edição de áudio/vídeo, gestão de conteúdos e de redes sociais…) e, por outro, para definirmos o rendimento que precisamos de estar a gerar para poder contratar outras pessoas, bem como uma estratégia para conseguirmos reunir essa condição financeira.

      Resumindo, há 2 aspetos que temos de avaliar: primeiro, perceber se o negócio que estamos a criar é mesmo a nossa paixão; depois, se sim, perceber, então, o que nos está a bloquear e nos impede de avançar e trabalhar nisso.

      Deixo-te, por fim, algumas dicas que te podem ajudar a trabalhar a partir de casa de forma mais eficiente:

      • Cria um espaço exclusivamente dedicado ao teu trabalho
      • Sai de casa para trabalhar fora, de vez em quando
      • Faz intervalos regulares
      • Percebe o que funciona para ti
      • Foca-te nos teus objetivos e na tua visão para o futuro do teu negócio

       

      Já trabalhas a partir de casa? Partilha comigo as estratégias que usas para te manteres produtiva.

      Ter disciplina para trabalhar a partir de casa requer organização e a paixão pelo que fazes vai alimentar isso e tudo o resto!

    • Rendimento Passivo – 3 Estratégias

      rendimento passivo

       

      Ter uma fonte (ou mais) de rendimento passivo pode trazer-nos tranquilidade e possibilitar um maior equilíbrio no nosso negócio. No entanto, antes de começar a falar sobre este tema, preciso de vos deixar 2 grandes avisos.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      Aviso #1 – Não existe rendimento 100% passivo.

      Isto significa que rendimento passivo não quer dizer que não exista esforço ou tempo despendido do nosso lado. Ou seja, para se criar rendimento passivo é preciso trabalhar. Há sempre um input de esforço e de tempo que temos de colocar na geração deste tipo de rendimento. Na maior parte das vezes, este input é feito logo no início, aquando da criação desta fonte de rendimento, mais do que na sua manutenção. Ainda assim, esta manutenção, mesmo que mínima, tem de existir.

       

      Aviso #2 – Rendimento passivo exige muito trabalho.

      Gerar um rendimento passivo não é algo simples. Dá trabalho, exige esforço e demora algum tempo a construir, mas é possível e pode, de facto, ser uma fonte muito importante de rendimento no nosso negócio, ainda que continue a exigir, depois, alguma manutenção.

       

      Então, de que é que falamos quando falamos de rendimento passivo?

      Rendimento passivo não é simplesmente algo em que nós não estamos a trabalhar e do qual estamos a usufruir rendimentos. Trata-se, sim, de colocar a maior parte de input de tempo e de esforço à cabeça, aquando da criação desta fonte de rendimento e, depois, continuar a gerar rendimento a partir daí, com um mínimo de manutenção. Ou seja, a maior parte do trabalho e esforço são despendidos numa fase inicial. Depois, a fonte começa a gerar rendimento e nós, com um mínimo de manutenção, conseguimos manter essa fonte a gerar dinheiro, dia após dia, sem continuarmos a investir um grande esforço, mas sempre, recordo, com alguma manutenção.

       

      Para que possas começar a pensar sobre este tema e como o podes aplicar ao teu negócio, deixo-te 3 opções para possíveis fontes de rendimento passivo.

       

      Fonte #1 – Programas de Afiliados e Anúncios

      Aqui, tenho de fazer a distinção entre influenciadores e pessoas que têm os seus próprios negócios e vendem os seus próprios produtos e serviços. Acredito que a forma como se trabalham os programas de afiliados é bastante diferente para cada uma destes grupos.

      Focando-me na pessoa que tem o seu próprio negócio, não acredito que a estratégia ideal seja, por exemplo, colocar anúncios no seu website. Em alternativa, no Youtube, por exemplo, a partir do momento em que se reúnam determinadas condições, é possível termos anúncios a passar antes dos nossos vídeos. Contudo, é preciso dizer que esta não será certamente a fonte principal de rendimento de uma pessoa que tenha um negócio, mas pode, ainda assim, ser uma fonte secundária. Outra possibilidade é usar outro tipo de programas de afiliados, como programas de software que usemos no nosso trabalho e que disponibilizem programas de afiliados ou até cursos online de outras pessoas que estejam disponíveis para este tipo de programas, desde que, naturalmente, estejam alinhados com a tua marca e com o teu negócio.

       

      Fonte #2 – Produtos Digitais

      Aqui, podem ser templates, fichas de trabalho, o que for… No fundo, qualquer produto digital que possamos vender no nosso website. Um designer, por exemplo, pode transformar alguns dos seus serviços num produto, como a criação de um template para redes sociais, e vendê-lo no seu website.

      A estratégia é, portanto, transformar um serviço num produto que podemos ter à venda na nossa loja online e que fica ali como fonte de rendimento passivo, sem necessitar de grande intervenção da nossa parte, para além da sua divulgação.

       

      Fonte #3 – Expertise/Conhecimento

      Podemos vender o nosso conhecimento através de um curso online, um ebook ou mesmo um livro físico. No caso de um livro, por exemplo, a maior parte do trabalho é realizada à cabeça, com a preparação, a redação e a revisão, mas, depois de pronto, o livro fica a gerar rendimento. É claro que temos de continuar a fazer a sua divulgação, partilhá-lo, passar a mensagem de que o livro continua a estar à venda, mas a maior parte do trabalho já está feita (tal como acontece com um curso, um ebook, ou outros produtos deste género).

      Vender a nossa expertise passa sempre por ensinarmos alguém a fazer alguma coisa e darmos informações sobre determinado tópico relacionado com a nossa área de atuação.

      Por exemplo, se dão um workshop presencial, podem transformá-lo num workshop online. Podem, inclusivamente, vender um primeiro workshop em direto, e, gravando-o, podem, depois, transformá-lo num produto que outras pessoas possam comprar para assistir em diferido e, aqui, reduzem o valor por exemplo, pois as pessoas já não poderão interagir em direto.

       

      Agora, partilha comigo: já tens alguma fonte de rendimento passivo no teu negócio? Se ainda não tens, qual destas 3 sugestões faz mais sentido no teu caso?

       

      Rendimento passivo não é igual a dinheiro fácil, pois não aparece do nada e exige trabalho à partida. Mas pode vir a tornar-se numa fonte de bom rendimento apenas com alguma manutenção.

    • Como aumentar a conversão de seguidores em clientes

      aumentar conversão

       

      Já expliquei o que significa para mim crescer nas redes sociais e como isso está mais relacionado com a taxa de interação que conseguimos do que propriamente com o número de seguidores. Também já vos apresentei algumas estratégias cuja aplicação contribui para uma maior interação nas redes sociais.

      Hoje, quero falar-vos sobre como podemos transformar seguidores em clientes, já que nenhum negócio sobrevive sem eles.

      O que podemos, então, fazer para otimizar a nossa taxa de conversão nas redes sociais (e não só)?

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      1 – Torna bem claro aquilo que vendes

      A verdade é que se não estiver claro aquilo que temos para oferecer, não vamos ter quem compre.

      Primeiro, analisa se a tua mensagem está bem definida e se, dentro da tua mensagem, está bem claro aquilo que estás a vender. Estás a passar a mensagem de quais são os principais benefícios do teu produto ou do teu serviço para o cliente? Estás a usar os princípios do storytelling para passares a tua mensagem e falares sobre aquilo que tens para vender?

       

      2 – Valida a tua ideia antes da sua criação

      O teu serviço ou produto é algo que as pessoas querem ou é apenas algo que criaste porque é algo de que gostas muito? Validaste a tua ideia? Procuraste saber se é um serviço ou produto que as pessoas procuram e têm interesse em adquirir ou partiste para a criação do produto ou serviço sem validares a ideia?

      Este ponto é muito importante. Na realidade, se não houver ninguém para comprar aquilo que criámos, o nosso negócio não vai ter sucesso e nada do que possamos fazer vai aumentar as nossas conversões, porque simplesmente não é algo que as pessoas queiram comprar.

      Validar a ideia antes de criarmos o produto ou serviço, fazer um estudo de mercado, perceber se é algo que já tem clientes, se é algo que as pessoas procuram e se estão dispostas a pagar por isso. Este é o primeiro passo a dar antes de avançar e, se ainda não fizeste isto, pode ser este o motivo pelo qual tens dificuldade em converter seguidores em clientes.

       

      3 – Inclui toda a informação necessária nas tuas páginas de vendas (landing pages ou sales pages)

      Verifica se as páginas onde vendes os teus produtos têm toda a informação sobre aquilo que vendes. Estás a garantir que a página onde descreves o teu serviço tem toda a informação necessária: os benefícios, o que está incluído, que pessoas podem ter interesse nesse produto ou serviço? Está tudo percetível na tua página de vendas?

       

      4 – Usa o vocabulário que o teu cliente ideal usaria

      Muitas vezes, dentro de determinada área, há vocabulário específico que, para nós como especialistas, faz parte do nosso vocabulário comum, mas o nosso cliente pode não conhecer este vocabulário porque não é ele o especialista.

      Por esta razão, é importante que, em vez de usarmos o vocabulário de especialista, nos esforcemos por usar o vocabulário que este cliente usaria na fase em que se encontra. Caso contrário, ele não se vai identificar com aquilo que estamos a dizer.

      Há várias formas de percebermos qual é este vocabulário que os clientes usam: podemos recuar ao tempo em que nós próprios ainda não éramos especialistas na matéria, podemos usar questionários ou podemos mesmo usar as próprias conversas que temos com os clientes nos contactos que estabelecemos com eles para percebermos qual é o vocabulário que ele usa e, depois, usarmos nos nossos conteúdos e no nosso copywriting de vendas. Assim, será mais fácil que uma pessoa nova que chegue se identifique com o vocabulário que estamos a usar.

       

      5 – Contrapõe as principais objeções de potenciais clientes

      Comentários como “Isto é caro demais”, “Não vejo qual o valor em adquirir este produto ou este serviço” ou “Este produto ou este serviço não é para mim” são comentários que devemos antecipar. Ou seja, temos de garantir que estamos a contrapor todas estas objeções antes mesmo de o cliente pensar nelas, porque, assim, não vão ser um impedimento à compra.

       

      6 – Garante que é fácil avançar para a compra

      Se temos uma loja online, devemos garantir que é fácil comprar o produto. Se vendemos um serviço e a venda passa por uma primeira conversa com o cliente, temos de garantir que é fácil para o cliente agendar esta conversa e, depois, avançar para a compra. Quanto mais difícil for avançar para a compra, menor vai ser a taxa de conversão.

       

      7 – Nas redes sociais, foca-te no fator know-like-trust

      Este fator implica que a pessoa tem de nos conhecer primeiro, depois de tem de gostar de nós ou daquilo que estamos a partilhar e, depois, tem ainda de confiar em nós para só então, aí sim, comprar. As redes sociais são o local ideal para fazer crescer este fator. Fazer vendas diretas a uma pessoa que está a entrar em contacto connosco pela primeira vez não terá tão bom resultado como criarmos uma relação primeiro.

      Nas redes sociais, devemos tentar reduzir ao máximo a venda direta que pode ser feita de outras formas, como através do email marketing, por exemplo, ou até presencialmente. Nas redes sociais, devemos focar-nos mais em darmo-nos a conhecer, mostrarmos a nossa personalidade (já falei sobre isto aqui) e o nosso expertise para que as pessoas confiem em nós. É assim que as pessoas vão, finalmente, comprar.

       

      8 – Inclui social proof no teu website

      É importante também apresentarmos testemunhos e feedback de pessoas que entraram em contacto com os nossos serviços e conteúdos no nosso site – mais até do que nas redes sociais -, pois isto é uma garantia de que conseguimos entregar resultados. É muito mais significativo haver outra pessoa a dizer que conseguiu determinado resultado devido ao nosso trabalho do que simplesmente sermos nós a alegarmos o alcance desses resultados.

       

       

      Estas são as dicas que tenho para ti sobre este tema. Se há algum assunto que gostarias de ver tratado com mais pormenor, diz-me. Por exemplo, nunca tinhas ouvido falar em storytelling aplicado às vendas? Tens interesse em mais conteúdos sobre isto?

       

      Um negócio não sobrevive por ter seguidores mas sim clientes. Então como podemos aumentar as conversões? Deixo 8 dicas que podem ajudar!

    • Estratégia de Negócio Digital – Erros mais frequentes

      Estratégia de negócio digital

       

      Tenho verificado, no meu trabalho com várias clientes e também em conversa com outras pessoas que têm os seus próprios negócios, que a maior parte das pessoas se posiciona num de dois extremos em relação à estratégia no digital. E quero falar contigo sobre isto porque, obviamente, nenhum destes extremos é saudável.

       

      Vê também o vídeo:

       

      Um Extremo: Nenhuma Estratégia para o Digital

      Num dos extremos, estão as pessoas que arrancam sem qualquer tipo de estratégia para o digital e sem mesmo se aperceberem do quão importante é trabalharem esta estratégia.

       

      Tipicamente, estas pessoas não estão a recolher emails para uma lista de contactos, criam uma pagina no Facebook mas quase não fazem publicações, criam um site DIY mesmo sem saberem grande coisa sobre o assunto, começam com alguns artigos num blog mas depois param de publicar conteúdos com frequência.

       

      Algumas coisas que estas pessoas precisam de saber:

      • Ter uma estratégia é importante e um negócio precisa de investimento antes de poder dar lucro – esse investimento tanto pode ser de dinheiro como de tempo. Por isso, se tiveres disponibilidade financeira investe em profissionais que te possam ajudar, se não tiveres essa disponibilidade financeira terás de investir o teu tempo a criar conteúdos, para construíres uma audiência e conquistar a confiança dessas pessoas. Só depois as pessoas estarão dispostas a comprar.

       

      • Tem noção que se optares por este investimento de tempo, terás de aprender como tudo isto se faz: criar um site minimamente profissional, fazer anúncios pagos, fazer webinars, fazer e editar vídeos, fazer lives, gerir redes sociais e uma lista de emails, entre várias outras coisas.

       

      • Sim, há alguns negócios que podem funcionar sem uma estratégia online, mas são raros.

       

      • Sim, é possível conseguir os primeiros clientes sem ter uma estratégia online, apenas através das pessoas que conhecemos pessoalmente. Aliás, mesmo que tenhas uma estratégia online desde o início, a probabilidade de os teus primeiros clientes serem conhecidos ou pessoas que chegam até ti através de passa-a-palavra é muito elevada, mas para manter o negócio sustentável a longo prazo, eventualmente precisas de começar a capturar pessoas novas

       

      O Outro Extremo: A Estratégia Perfeita

      No outro extremo encontram-se as pessoas que dão tanta importância à sua estratégia que acabam por paralisar e adiar o arranque do seu negócio.

       

      Estas pessoas sentem que que nunca estão prontas, que precisam do site perfeito, de mais aquele logo, mais aquele lead magnet, 10 artigos para o blog, de saber exatamente tudo o que têm de fazer em todas as frentes. Depois acaba por demorar imenso tempo para lançar alguma coisa, não porque não estejam a trabalhar mas porque estão a fazer apenas trabalho de bastidores.

       

      Algumas coisas que estas pessoas precisam de saber:

      • Não precisa de estar tudo perfeito para lançares o teu negócio! Aliás, o perfeito não existe.

       

      • Todas as partes do teu negócio online, desde site até redes sociais, estratégia, conteúdos, estarão em constante transformação e evolução à medida que o teu negócio também vai mudando, por isso é praticamente impossível ter tudo terminado. Este é um tipo de trabalho que nunca está terminado!

       

      • Desde que tenhas um serviço e saibas bem quem é que estás a servir, podes começar. Podes começar a criar conteúdos e comunicar a tua marca, tudo o resto pode ser melhorado com o tempo

       

      • Pode ser aconselhável avaliar até que ponto não estás a usar este aspeto como desculpa para não arrancares, para não te expores, para continuares no conforto do “ainda não comecei, por isso ainda não falhei”. Muitas vezes este tipo de atitude vem do medo de falhar. Sabemos que enquanto não lançares o teu negócio é impossível falhares, mas depois de lançares já não há garantias. Vamos deixar de ver as supostas falhas como falhas. Se lançares o teu negócio e correr bem, ótimo, se correr mal podes retirar aprendizagens e fazer uma nova experiência.

       

      Se sentes que te encontras em algum destes extremos, partilha comigo nos comentários qual tem sido a tua maior dificuldade nisto da estratégia para o digital. Adorava saber e poder ajudar!

       

      Vejo muitas pessoas a posicionarem-se num destes extremos no que toca à estratégia de negócio para o digital. No meio é que está o equilíbrio.

      Vejo muitas pessoas a posicionarem-se num destes extremos no que toca à estratégia de negócio para o digital. No meio é que está o equilíbrio.