Filipa Maia

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    Filipa Maia

    • Como Gerir as Redes Sociais de Forma Mais Eficiente

      Redes sociais eficiente

       

      Quem tem um negócio ou um projeto pessoal, tipicamente despende bastante tempo a gerir as respetivas redes sociais. Para quem sente que precisa de minimizar o tempo que gasta com essas tarefas, para que possa passar mais tempo a fazer aquilo que realmente gosta no seu negócio, trago hoje uma série de estratégias para otimizarem o vosso tempo dedicado à gestão das redes sociais.

       

      Podes também ver o vídeo:

       

      1 – Estratégia e planeamento = calendário editorial

      É muito importante manter um calendário editorial que seja alvo de planeamento a médio prazo e de uma estratégia. É impossível fazer-se um planeamento decente sem uma estratégia previamente definida. Por isso, o calendário editorial é uma ferramenta essencial que permite ir planeando semanalmente ou mensalmente o que vamos publicar nas redes sociais. Com um calendário editorial bem planeado, evitamos aquele momento em que nos sentamos para publicar e ficamos a pensar “O que é que eu vou fazer hoje?”, “O que é que eu vou publicar esta semana?”. Desta forma, já temos um plano, esse plano está baseado numa estratégia e, assim, tudo se torna mais fácil.

       

      2 – Batching e agendamento de publicações

      Mas o que é isto do batching? Batching é uma palavra inglesa que traduz o conceito de juntar muitas tarefas do mesmo tipo e fazê-las todas de uma vez, no mesmo bloco de tempo. Isto pode passar por, numa única sessão de trabalho, preparar e agendar todas as publicações da página do Facebook para uma semana. Pode consistir em filmar vários vídeos para o Youtube no mesmo bloco de tempo, evitando, assim, ter de preparar cenário, tripé, câmara e outros componentes várias vezes ao longo de uma semana ou de um mês. Mesmo que não sejam tarefas que exijam preparação do local, de ferramentas ou do ambiente onde estamos a trabalhar, continua a ser vantajoso juntar várias tarefas do mesmo tipo numa só, uma vez que de cada vez que mudamos de tipo de tarefa, o nosso cérebro precisa de se adaptar e mudar o seu foco e atenção.

      Segundo os conceitos de “flow”, ou de “deep work”, quando iniciamos uma tarefa temos uns primeiros momentos em que o nosso cérebro está a adaptar-se àquela tarefa e, a partir da altura em que o nosso cérebro percebe que vai estar focado naquela tarefa durante algum tempo, ele consegue focar-se muito melhor e ter a sua atenção toda concentrada naquela tarefa. Se nós estivermos constantemente a trocar de tarefa, o nosso cérebro tem de estar a fazer esse trabalho de adaptação a cada troca, a cada mudança de tarefa e nós vamos estar a perder muita da nossa concentração.

      Claro que este batching, esta junção de várias tarefas num momento só, só é possível se acontecer primeiro o passo anterior que é o planeamento, a estratégia e um calendário editorial. Porque se não houver esse planeamento, então é impossível sentarmo-nos e prepararmos 5 publicações ou filmarmos vários vídeos para o Youtube. Por isso, o passo anterior, da estratégia, planeamento e ter um calendário editorial já definido é muito importante para depois ser possível implementar este passo.

       

      Lê também o artigo sobre as minhas ferramentas essenciais para uma melhor gestão de tempo.

       

      3 – Desligar as notificações e pré-definir intervalos de tempo para interação

      Todos nós sabemos que estar nas redes sociais não significa só fazer publicações e partilhar conteúdos. A parte mais importante das redes sociais é a interação com as outras pessoas – daí chamarem-se redes SOCIAIS. É isso que faz a diferença entre estarmos a falar PARA as pessoas, ou estarmos a falar COM as pessoas. Portanto, é muito importante respondermos aos comentários – a todos os comentários! – que deixam nas nossas redes sociais, blogs e canais, e iniciarmos conversas com outras pessoas de interesse para o nosso nicho.

      Eu não defendo, de todo, que, de cada vez que recebemos uma notificação de um comentário numa publicação, vamos lá responder. Daí a minha recomendação para desligarem mesmo as notificações, evitando a interrupção de outras tarefas importantes para o negócio, e irem consultar as redes sociais apenas quando vocês decidem que é o momento. Porque todos sabemos que, mesmo que não vamos logo responder quando entra uma notificação, só o facto de recebermos a notificação implica uma pequena distração e consequente diminuição da concentração.

      Depois de desligadas as notificações, é importante pré-agendar blocos de tempo em que vamos estar focados em dar resposta a esses comentários. Isto depende muito do negócio, do tipo de interação que têm, da quantidade de pessoas que têm a seguir-vos, mas pode ser feito diariamente, várias vezes por dia, ou então apenas algumas vezes por semana. Pode consistir, por exemplo, em bloquear meia hora por dia num horário definido por nós.

      Agora, isto da interação não consiste apenas em responder a comentários. Também envolve nós iniciarmos conversas com outras pessoas, noutras páginas (isto também ainda é algo em que estou a trabalhar e a tentar melhorar). Isto também deve ser incluído nestes blocos de tempo. Daí eu defender que estes blocos de tempo devem ter um plano. Ou seja, devemos definir uma estratégia para este bloco: saber qual é a primeira rede que vamos consultar nestes 30 minutos, e qual o plano assim que entramos nessa rede. Por exemplo, no Instagram, consultar DM’s, consultar comentários, consultar menções, tags e tudo isso e, depois, interagir com outras páginas. Depois, então, passamos para a rede social seguinte ou para o blogue ou para o Youtube, conforme faça mais sentido para a nossa estratégia. Isto tem de ser definido caso a caso, mas a ideia é não entrar neste bloco de tempo dedicado à interação às cegas e sem um plano para o que vão fazer.

       

      4 – Partilha de conteúdos longos no Facebook

      Esta estratégia é muito específica para o Facebook e para quem partilha conteúdos de um blogue ou de um canal de forma regular. Por exemplo, sempre que publicamos um artigo no nosso blog, é normal irmos partilhá-lo na nossa página do Facebook. O que algumas pessoas não sabem é que cada artigo que publicamos no blogue não deve ser partilhado no Facebook uma única vez. Os artigos podem ser repescados e repartilhados no Facebook várias vezes.

      A minha estratégia para poupar tempo com a patilha de artigos antigos no Facebook é preparar logo várias partilhas distribuídas ao longo do tempo. Assim, sempre que publico um artigo no blog, vou à página do Facebook, partilho o artigo e, logo a seguir, agendo mais 3 partilhas daquele artigo: uma para aproximadamente 1 mês depois, outra para 3 meses depois, e uma terceira para 6 meses depois (já agora, o Facebook não deixa agendar publicações com mais de 6 meses de antecedência). Claro que o texto que acompanha cada partilha vai mudando e vai-se adaptando à distância em que o artigo vai sendo partilhado. Para além disso, isto apenas funciona para conteúdos intemporais (não faz sentido fazê-lo, por exemplo, com um artigo sobre o regresso às aulas ou sobre o Natal). Mas a verdade é que num espaço de poucos minutos consigo preparar 4 publicações para o Facebook que estão espaçadas no tempo.

      Esta estratégia tem-me ajudado a poupar bastante tempo com a gestão do Facebook e se começarem a implementá-la a partir de agora, com todos os artigos que vão publicando, daqui a uns tempos vão ver que têm o vosso Facebook cheio de publicações agendadas e pouco mais tempo vão precisar de dedicar ao Facebook.

       

      5 – Uso de RSS feed reader

      Muitas vezes, partilhamos também artigos que não são nossos mas que nós acreditamos que são de interesse para o público que nos acompanha, por exemplo, artigos de jornais, revistas ou de outros criadores de conteúdo de acreditamos serem interessantes. Por isso, é preciso andar sempre à caça desses artigos para conseguirmos partilhá-los nas nossas redes sociais. A minha sugestão é que utilizem um leitor de RSS Feeds, por exemplo, o Feedly, para reunirem uma série de publicações num sítio só e, sempre que precisarem de ir buscar algumas publicações de outros sites, para partilharem nas vossas redes sociais, têm ali várias opções. Vão consultando a lista dos últimos artigos e escolhem o que faz sentido partilhar.

       

      6 – Reduzir

      Finalmente, a minha última sugestão: se nada disto funcionar, e se, mesmo implementando as 5 estratégias anteriores, continuarem a sentir que ainda estão a gastar demasiado tempo com as redes sociais, então a minha última sugestão é mesmo reduzir. Nós não temos de estar nas redes sociais todas, não temos de estar em todas as plataformas a 100% e não há nenhuma lei que nos obrigue a continuarmos em todas as redes sociais em que já estamos presentes. Portanto, se, ainda assim, sentem que estão a gastar muito tempo com redes sociais, se calhar está na hora de analisarem, olharem para os resultados que estão a obter com cada uma das redes e perceberem se faz sentido abandonarem alguma delas.

      Não há problema nenhum em abandonar, não é uma falha, provavelmente não é nada que estejam a fazer mal e, se tiverem o tempo necessário para as manter, podem continuar em todas. Mas, se realmente acham que precisam de reduzir, mais ainda, o tempo que estão a despender neste tipo de tarefas, então pode ser uma boa solução reduzir o número de redes. Se escolherem fazê-lo olhem sempre para os vossos resultados, vejam onde é que têm mais interação com as pessoas, percebam de onde é que vos chegam mais clientes, e depois escolham abandonar aquela que traz menos resultados.

       

      São estas as minhas sugestões para redução do tempo que é gasto com a gestão de redes sociais. Espero que sejam dicas úteis e que passem já a aplicar algumas. Digam-me nos comentários se há alguma que tenham achado mais interessante e que estejam a pensar implementar na vossa gestão de redes sociais. Além disso, se tiverem mais alguma dica, partilhem connosco para todos podermos otimizar ainda mais o nosso tempo

       

      São 6 dicas para te ajudar a tornar a gestão de redes sociais mais eficiente, para que percas menos tempo com esta parte do negócio.

      São 6 dicas para te ajudar a tornar a gestão de redes sociais mais eficiente, para que percas menos tempo com esta parte do negócio.

    • Como Conseguir Mais Motivação Para Concretizar Objetivos

      Motivação

       

      Este tópico de conseguir motivação foi pedido por algumas das pessoas que me lêem e achei importante falar sobre ele porque quando nos falta a motivação, tudo fica bem mais difícil.

       

      São 5 as estratégias que tenho para tentares aplicar e conseguir mais motivação.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

      Em primeiro lugar, deixa-me explicar que existem 4 fatores que geram motivação:

      1. Prémios – ou qualquer tipo de recompensa

      2. Reconhecimento

      3. Crescimento/Aprendizagem

      4. Desafio

      (o quinto é o medo, mas é altamente prejudicial, ficamos totalmente desprovidos de recursos)

       

      Ficam, então, as minhas 5 estratégias.

       

      1 – Revê o teu passado

      Olha para um momento da tua vida em que tenhas sentido grande motivação.

      O que estava a acontecer na altura? O que fazias de diferente? Havia algum hábito que entretanto perdeste? Como era a tua realidade nessa altura? O que vivias naquele momento? Quem te rodeava?

      Será que consegues replicar aquilo que na altura te deixou motivada?

       

      2 – Encontra o teu porquê

      Já falei disto algumas vezes porque isto é mesmo importante. Qual o porquê que está por detrás daquilo que queres fazer? Ter esse porquê presente é altamente motivador. Tenta perceber o motivo pelo qual queres concretizar o objetivo.

      Não penses só no assunto sem fazer mais nada: arranja uma forma de teres esse porquê bem presente na tua vida, por exemplo coloca um post it na tua secretária (pode ser apenas uma palavra que só tu percebes o que significa), lembretes recorrentes no telemóvel o no calendário.

       

      3 – Visualiza o resultado

      Visualiza-te com o objetivo já concretizado. O que vai estar a acontecer à tua volta? O que vai ser diferente na tua vida quando conseguires fazer aquilo a que te propões?

      Nessa visualização, foca-te no teu porquê. A incorporação do teu porquê torna a visualização muito mais poderosa, pois estarás a usar as emoções que pretendes sentir no final do objetivo cumprido. Por exemplo, se queres perder peso para te sentires mais confiante, visualiza-te com o objetivo atingido, não apenas com o peso que idealizas mas com a confiança que procuras.

       

      4 – Consome conteúdo inspirador

      Filmes, livros, histórias de pessoas que conseguiram feitos extraordinários.

      Música. Recolhe algumas músicas que te façam querer agir a cria uma playlist com elas. Ouve a playlist nos momentos em que te sentes menos motivada

      No Youtube há uma quantidade gigante de vídeos motivacionais, em vários estilos. Poderá não funcionar para toda a gente, mas tenta perceber se funciona para ti e consome mais dos conteúdos que te deixam motivada.

       

      5 – Assume um compromisso

      Compromete-te com alguém, diz que vais fazer algo. Pode ser um pouco forçado ao início, já que apenas vais estar a fazer algo por causa do compromisso, mas depois de iniciares a execução, uma motivação “orgânica” acaba por surgir, e acabas por continuar independentemente do compromisso.

      Podes também assumir um compromisso público, por exemplo, declarando numa rede social que vais fazer algo – é mais extremo mas pode funcionar.

      Um processo de coaching pode ajudar a motivar, pois traz este compromisso/accountability, para além de te obrigar a pensar nas coisas de uma forma diferente

       

      São estas as minhas estratégias para gerar motivação. Partilha comigo quais as estratégias que melhor funcionam para ti nos momentos de menos motivação.

       

      Partilho contigo 5 estratégias que acredito que te podem ajudar a conseguir mais motivação para fazer coisas! Vê também o vídeo.

      Partilho contigo 5 estratégias que acredito que te podem ajudar a conseguir mais motivação para fazer coisas! Vê também o vídeo.

    • Os 5 Pilares do Marketing Moderno

      Marketing Moderno

       

      O marketing tradicional já não tem os mesmos resultados que em tempos teve. Tanto porque as pessoas já estão habituadas às técnicas mais antigas, mas também porque as gerações mais jovens procuram coisas diferentes quando acompanham uma marca e precisam de confiar para comprarem e se fidelizarem.

       

      O conceito de Marketing Moderno está intimamente relacionado com o marketing de conteúdo – oferecer valor sob a forma de conteúdos que as pessoas queiram consumir, para depois comprarem, – mas vai ainda mais longe do que isso. Tem a ver com a forma como a marca de apresenta, se posiciona, com aquilo que representa e com a forma como está nos seus negócios.

       

      Para mim, existem 5 pilares fundamentais para se fazer marketing moderno, cada um com as suas regras que hei de explorar mais a fundo em futuros artigos. Para já, deixo os 5 pilares estruturais do marketing moderno e explico em que consiste cada um.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      1 – Encontra clareza na tua marca

      No mundo do marketing moderno, a tua marca é tudo. Se não sabes exatamente quem és e aquilo que fazes, que valor trazes à vida das pessoas, aquilo que a tua marca represente e defende, então não vai haver marketing nenhum que funcione a longo prazo.

      As pessoas que estão perfeitamente claras em relação à sua marca sabem exatamente quais os valores que defendem e o que é que a sua marca representa. Sabem qual é a sua missão ou propósito e sabem como articular essa missão de forma a que os outros percebam. Sabem o que está visualmente alinhado com a mensagem que querem transmitir ou não.

      Mas acima de tudo, essa clareza reforça a paixão que sentem por aquilo que fazem. As pessoas que já encontraram esta clareza sabem exatamente porque é que acordam e se levantam todos os dias para fazerem aquilo que fazem. E isto acontece porque a sua marca está alinhada com a pessoa que são, com os seus talentos e qualidades, e por isso mesmo são excelentes naquilo que fazem e entregam um valor incomparável aos seus clientes.

       

      Se precisares de ajuda a encontrar clareza na tua marca, podes contar comigo!

       

      2 – Tem um posicionamento único

      Foca-te naquilo que te torna diferente de forma a teres um posicionamento único no mercado. Quando encontras o teu posicionamento único, não há concorrência. Chega a ser injusto para as outras marcas pois sabem que não podem competir.

      Se fores uma das muitas pessoas com várias paixões e áreas de interesse, podes aproveitar isso para fundir duas dessas áreas, aparentemente incompatíveis, de forma única e que só tu conseguirias.

      É também importante que te especializes numa única coisa. Não podes ser bom em tudo e quando mostras que fazes de tudo um pouco, a percepção é que não és excelente em nada e por isso as pessoas vão esperar preços baixos, vais ter dificuldade em encontrar clientes que queiram pagar um preço justo e, por isso, vais matar-te a trabalhar por um preço baixo e, ainda assim, viver mês a mês com a corda ao pescoço.

       

      3 – Sê confiante em ti próprio e no futuro

      A confiança que tens em ti e nas tuas capacidades transparecer para o mundo exterior, mesmo que seja a um nível inconsciente. A verdade é que se não confiares em ti próprio, porque haveriam os teus potenciais clientes confiar? A confiança é, por isso, um músculo que deves trabalhar para que, também os outros, confiem em ti.

      Além disso, é importante teres uma visão para o futuro da tua marca e do teu negócio. Só assim consegues alinhar tudo desde o início e manter o foco nos teus objetivos.

       

      4 – Oferece imenso valor e constrói uma tribo à sua volta

      Investe tempo a conhecer o teu cliente ideal e a perceber o que é que ele precisa, tanto em termos de conteúdos, como de produtos e de serviços. Sim, deves fazer aquilo que te apaixona, mas também convém que faças algo em que as pessoas tenham interesse ou já perdeste à partida. Por isso, ouve, presta atenção às conversas, está atento.

      Mas, acima de tudo, mostra que te preocupas com as pessoas – seguidores, potenciais clientes, contactos e pares. Nunca te esqueças que cada uma das pessoas que te segue ou que entra em contacto contigo é uma pessoa real, com preocupações, sonhos, desafios e características únicas. Mostra que te preocupas com cada um deles e que estás no mercado para oferecer valor.

       

      5 – Mostra-te e mostra que és excelente

      Mostra-te criando conteúdos de forma consistente. Só assim conseguirás demonstrar autoridade na tua área e fazer com que as pessoas confiem em ti. Mas atenção: quando dizes que vais publicar um artigo ou um vídeo por semana e depois não o fazes, acreditas mesmo que as pessoas vão confiar em ti ao ponto de quererem trabalhar contigo? Achas que vão gastar o seu dinheiro com alguém que não cumpre o que promete?

      Por isso não prometas mais do que aquilo que sabes que consegues cumprir e depois de te comprometeres, cumpre! Mas não deixes de te mostrar, criar conteúdos, oferecer valor, e dar às pessoas informação que elas querem e precisam.

      Finalmente, os teus preços também fazem parte da tua marca e se tu próprio não te atribuires o valor que sabes que tens, então ninguém mais o fará. Por isso pensa bem se os teus preços estão alinhados com o teu posicionamento e faz contas antes de prosseguires com qualquer preço. Se, por exemplo, cobrares um valor por hora que te exija trabalhar 60 horas por semana para conseguires sobreviver, algo não vai correr bem. E não te esqueças de contabilizar o tempo necessário para a criação de conteúdos, tarefas administrativas e o trabalho no teu próprio negócio.

       

       

      Agora diz-me nos comentários: qual destes pilares sabes que precisas de trabalhar melhor? O que é que ainda não estás a fazer no teu negócio?

       

      Os 5 pilares mais importantes do marketing moderno. Vê se estás a trabalhar todos eles no teu negócio ou se há algum que esteja a falhar. Vê também o vídeo.

      Os 5 pilares mais importantes do marketing moderno. Vê se estás a trabalhar todos eles no teu negócio ou se há algum que esteja a falhar. Vê também o vídeo.

    • 7 Motivos para usares o Youtube no teu Negócio

      Youtube no Negócio

       

      Também eu demorei algum tempo até aceitar a importância do Youtube para um negócio digital e, principalmente, demorei bastante até ganhar coragem para me colocar em frente a uma câmara e começar a gravar vídeos para publicar.

       

      A parte mais surpreendente é que assim que comecei a publicar esses vídeos percebi o quão gratificante pode ser: porque gera conversas com as pessoas sobre os tópicos que nos apaixonam, porque naturalmente vamos ganhando mais confiança, por ser um desafio novo e por permitir transmitir informações e conhecimentos a mais pessoas e de uma forma diferente.

       

      Se, neste momento, estás na dúvida em relação a começar no Youtube ou não, se já pensaste em fazê-lo mas não conseguiste ainda dar o passo derradeiro, então continua a ler para ficares a conhecer os principais motivos por que acredito que deves apostar nesta plataforma em crescimento.

       

      Se preferires, podes ver o vídeo (claro!):

       

       

      1 – Mostra mais a tua personalidade

      Não há dúvidas de que conseguimos criar uma ligação mais forte com as outras pessoas quando mostramos a nossa personalidade. Quando conhecemos alguém pessoalmente, em carne e osso, é muito mais fácil de criar empatia e afinidade do que através da escrita.

       

      Na internet, o vídeo é a forma mais próxima que temos de conhecer alguém pessoalmente. É a forma mais fácil de sentirmos que aquela pessoa está ali, presente connosco. Para que as pessoas queiram trabalhar contigo ou comprar os teus produtos, é imprescindível que confiem em ti, e muito mais rapidamente vão confiar em ti se sentirem que te conhecem.

       

      Chama-se “know-like-trust factor”. Primeiro, as pessoas têm de te conhecer, depois vão gostar de ti, e apenas depois confiam em ti e aceitam trabalhar contigo. Claro que não são todos os que vão passar do “conhecer” para o “gostar” e “confiar”, mas também não precisas que todos o façam. O importante é que através do vídeo, esta sequência torna-se bem mais fácil, provável e rápida.

       

      2 – Oferece ainda mais valor

      Tens aqui mais uma forma de oferecer valor a quem te acompanha online. E já sabemos que oferecer valor é, hoje em dia, a única forma de marketing que funciona. Assim, se já ofereces conteúdo de valor aos teus seguidores num blog ou nas redes sociais, não será complicado traduzir esse conteúdo para vídeo também.

       

      Melhor ainda: este formato pode permitir-te criar conteúdos novos, que não são fáceis de executar apenas através de palavras escritas e imagens. Por exemplo, tutoriais, quer sejam digitais (mostrando o teu próprio desktop) ou de outro tipo (como vídeos de culinária), ou vídeos instrucionais, como rotinas de fitness ou mesmo conteúdos académicos.

       

      Estes conteúdos podem, ainda assim, ser partilhados também nas redes sociais ou incorporados no teu website, o que pode ser útil para manter os visitantes durante mais tempo em determinadas páginas.

       

      3 – Cria mais autoridade

      Através de conteúdos em vídeo consegues demonstrar os teus conhecimentos de uma forma altamente pessoal, e mostrar a confiança com que falas sobre os teus tópicos de atuação. Um bom profissional não tem medo de falar daquilo que sabe e isso vai notar-se nos teus vídeos.

       

      Claro que o ponto anterior, da oferta de mais valor, também contribui para o aumento da autoridade.

       

      Para além disso, o vídeo dá-te ainda mais oportunidades de engagement com as tuas pessoas. Podes fazer perguntas, e muitas pessoas gostam de responder, e depois podes usar a área de comentários para iniciares conversas com quem te acompanha. Dessas conversas até podes conseguir tirar ideias para novos conteúdos e até mesmo novos serviços e produtos que façam sentido para o teu público.

       

      4 – Alcança novas audiências

      Já sabemos que pessoas diferentes podem ter tendência para apreenderem a informação de formas diferentes. Uns são mais auditivos, outros mais visuais, alguns adoram ler artigos longos e detalhados, outros não lêem nada com mais do que 3 ou 4 frases. Com conteúdos em vídeo vais poder alcançar novos públicos, que já se encontram no Youtube a consumir conteúdos.

       

      O Youtube é o segundo maior motor de pesquisa do mundo, apenas atrás do Google e é o terceiro site com mais visitas diárias do mundo, atrás do Google e do Facebook. Por dia, são consumidas mais de mil milhões de horas de vídeo nesta plataforma (mais do que o Facebook e o Netflix combinados), e há mais de 1.5 mil milhões de utilizadores que se ligam ao Youtube todos os meses, por dia são mais de 30 milhões de utilizadores ativos. O potencial é enorme.

       

      5 – Aumenta o tráfego para o teu website e a tua lista de emails

      Aproveitando as novas audiências que vais conseguir capturar, podes sempre redirecioná-las para o teu site, através de artigos relacionados com o tópico do vídeo, por exemplo.

       

      Podes também oferecer freebies novos relacionados com o assuntos do vídeo, como incentivo para a subscrição da vossa newsletter.

       

      Tem apenas o cuidado de não fazeres isso em todos os vídeos, ou serás penalizado pelo Youtube. O objetivo deles é que as pessoas permaneçam na plataforma o máximo de tempo possível, e se estiveres constantemente a mandar as pessoas para fora do Youtube, o algoritmo vai deixar de te recomendar a novos utilizadores. Assim, sê comedido e reencaminha as pessoas para o teu site apenas a cada 5 ou 6 vídeos.

       

      6 – Conteúdo que permanece

      Ao contrário dos conteúdos tipicamente instantâneos de redes sociais como o Facebook ou o Instagram, os conteúdos do Youtube assemelham-se mais a artigos de blogs: podem continuar a ser encontrados por novos utilizadores ao longo de anos, essencialmente através de pesquisas e recomendações da própria plataforma.

       

      Claro que para que isso aconteça de forma consistente, é necessário colocar esforços no SEO dentro da plataforma, tal como fazemos nos nossos blogs para pesquisas no Google.

       

      Se utilizares a estratégia anterior para aumentar tráfego e lista de emails, este esforço de SEO vai continuar a trazer-te retorno ao longo do tempo, levando as pessoas que encontram os teus vídeos através de pesquisas, a visitarem o teu site e a subscreverem a tua newsletter.

       

      7 – É mais fácil do que parece!

      Muitas pessoas fazem “um filme” (see what I did there?) com esta coisa de filmar e editar vídeo, mas isso não é mesmo necessário. Eu já comecei há mais de um mês e rapidamente cheguei a esta conclusão: não é tão difícil como parecia à partida.

       

      Em termos de equipamentos, não é preciso ires a correr comprar uma câmara topo de gama. Hoje em dia, a maior parte dos smartphones tem câmaras com qualidade suficiente para criar conteúdo em vídeo e permitem-te começar desde logo a fazê-lo.

       

      Quanto à filmagem e ao à vontade em frente à câmara, é algo que exige prática, sim, mas rapidamente se vai apanhando o jeito. E se precisares de algumas dicas para te sentires mais confortável em frente à câmara, podes sempre consultar este artigo e o respetivo vídeo que criei sobre o assunto.

       

      Em relação à edição, para algumas pessoas pode ser a parte mais complicada, mas tens várias opções para lidar com o assunto. A maneira mais fácil, e se tiveres alguma margem para investir, será fazer o outsourcing e contratar alguém que te trate da edição.

       

      Podes também apostar em vídeos mais curtos e tentar gravar tudo num único take. Assim, apenas tens de cortar o início e o final (quando se vê que estás a ligar e a desligar a câmara) e publicar diretamente, sem grandes efeitos adicionais.

       

      Se tiveres facilidade a aprender softwares novos – é o meu caso – rapidamente conseguirás aprender a editar. Eu nunca tinha editado vídeo e o dia em que abri o primeiro software de edição foi o dia em que editei um vídeo de 13 minutos e o publiquei no Youtube. Fiz uma intro e tudo – conforme puderam ver no primeiro vídeo do canal – algo que pensei que seria super-complicado. Mas fez-se e até ficou bonitinha.

       

      O que tenho feito desde esse dia, é aprender a fazer algo novo sempre que edito mais um video. Assim, a qualidade dos meus vídeos vai melhorando com o tempo sem que eu tenha de investir muitas horas de estudo logo à cabeça.

       

       

      Por isso, não há desculpas para não apostares em vídeo se realmente achares que isso vai beneficiar o teu negócio. Posto tudo isto, eu gostava de saber o que é que ainda te está a impedir de começar no Youtube. Partilha comigo nos comentários.

       

      Dou-te 7 motivos por que deves apostar no video-marketing e usar o Youtube para potenciar o teu negócio. Lê o artigo e vê o vídeo!

       

      Dou-te 7 motivos por que deves apostar no video-marketing e usar o Youtube para potenciar o teu negócio. Lê o artigo e vê o vídeo!

    • Começar no Youtube: Como estar confortável em frente à câmara

      Confortável em frente à câmara

       

      Começar a filmar vídeos pode ser verdadeiramente desafiante, principalmente quando estamos a filmar-nos a nós próprios. No entanto, criar conteúdos em vídeo é cada vez mais necessário para os nossos negócios e aprender a estar mais confortável em frente à câmara vem com o tempo, mas também podemos fazer um esforço consciente para melhorarmos.

       

      A verdade é que nos últimos tempos vi-me a recomendar a várias clientes, no âmbito das suas estratégias de conteúdos, que começassem a criar conteúdos em vídeo para o Youtube. Sabendo eu que também o meu negócio poderia beneficiar com esta estratégia, comecei a sentir-me um pouquinho hipócrita por não estar também a fazê-lo. E é assim que hoje se dá a minha estreia no Youtube.

       

      Chegou a hora de ultrapassar medos e fazer isto acontecer. Principalmente para mostrar que se eu consigo, qualquer um o pode fazer também. Acreditem, não é tão difícil como parece!

       

      Para dar uma ajudinha – a ti e a mim, que estou agora a começar – hoje trago 9 estratégias, provenientes de uma pesquisa extensiva no Google e no próprio Youtube, para estarmos mais confortáveis em frente à câmara.

       

      Também podes ver o vídeo (claro!):

       

       

      1 – Imagina que estás a falar com um amigo

      Durante a minha pesquisa, esta recomendação apareceu inúmeras vezes. Enquanto estiveres a filmar pensa que está um amigo à tua frente, no lugar da câmara, e que é com essa pessoa que estás a falar.

       

      As pessoas que estarão a assistir, mais tarde, ao teu vídeo devem sentir que tu estás a falar diretamente com elas. Ou seja, cada uma dessas pessoas deve sentir que te estás a dirigir especificamente a ela. Nada melhor para conseguir isso do que imaginares que estás mesmo a falar com uma pessoa específica.

       

      Podes até colocar uma fotografia desse amigo mesmo por baixo da lente da tua câmara para ser mais fácil criar essa interação.

       

      2 – Sorri

      Não vamos exagerar, até porque pode tornar-se desconfortável e pouco natural, mas as pessoas querem ver alguém bem-disposto. Ninguém abre o Youtube para ficar a ver pessoas mal-dispostas, por isso é importante que transmitas uma energia boa.

       

      3 – Experimenta muitas coisas diferentes

      Brinca com a câmara, filma-te de vários ângulos, enquadramentos e backgrounds e vê o que gostas mais e aquilo que acreditas que está a resultar melhor.

       

      É normal que não gostes muito da tua primeira filmagem. Provavelmente ainda não estás habituado a ver-te no ecrã e vais, com certeza, reparar em algumas coisas que fazes e não devias – no meu caso, colocava sempre a cabeça de lado e digo muitos vezes a palavra “OK” 🙂

       

      4 – Abranda e respira

      Não precisas de dizer tudo a correr, tens tempo! Além disso, podes parar para respirar as vezes que forem necessárias e se te enganares podes retomar e mais tarde cortar os takes que não ficaram bem.

       

      Mesmo que queiras gravar tudo num só take, para evitar muito trabalho de edição, podes ensaiar e repetir as vezes que precisares até estares satisfeito com o resultado final. Não vale a pena ser perfecionista mas também não deves lançar conteúdos com os quais não estejas plenamente satisfeito.

       

      5 – Filma quando te sentes bem

      Mais uma vez, ninguém que ir para o Youtube ver pessoas mal-dispostas. Por isso, escolhe uma altura em que te sintas bem e animado – até podes forçar isso criando um ritual de pré-filmagem, como dançar, cantar, ou algo motivacional que te levante o astral. O importante é que transmitas uma boa energia ao teu público.

       

      6 – Fala de algo que te apaixona

      Primeiro que tudo, ser bem.sucedido no Youtube é uma maratona e não um sprint. Pode acontecer que ganhes milhares de subscritores de um dia para o outro, se por acaso tiveres um vídeo que se torne viral, mas as probabilidades de isso acontecer são praticamente ínfimas.

       

      Por isso, é importante que te sintas verdadeiramente apaixonado pelo tópico de que vais estar a falar. Só assim terás a motivação para continuar a criar conteúdos durante muito tempo.

       

      Além disso, essa tua paixão vai transparecer nos teus vídeos, o que também vai contribuir para o teu sucesso na plataforma.

       

      7 – Lembra-te que não és assim tão importante

      Por muito que te preocupe aquilo que os outros vão pensar – sobre os teus vídeos, sobre o teu tópico, sobre o facto de agora estares no Youtube, – lembra-te sempre de que não és assim tão importante para as outras pessoas e isso é bom.

       

      As pessoas vão ver os teus vídeos e algumas até podem pensar coisas menos positiva, mas passados alguns minutos já não se vão lembrar de ti – elas têm as suas próprias coisas com que se preocupar e não vão gastar a sua energia a pensar em ti (olha para o teu próprio comportamento em relação aos outros e vais verificar que isto é verdade).

       

      Além disso, mesmo que algumas tenham esses pensamentos menos positivos, não te esqueças que isso diz mais sobre elas do que sobre ti.

       

      8 – Acaba com a auto-crítica

      Tipicamente, as pessoas que têm medo de serem filmadas e começarem no Youtube é porque são auto-críticas e não se sentem boas o suficiente. Isto tem de ser combatido. Ninguém é perfeito e não é por isso que devemos deixar de fazer o que queremos. Lembra-te: as outras pessoas também não são perfeitas e fazem-no. Porque não tu?

       

      9 – Pratica, pratica, pratica

      Como em tudo, só se evolui com a prática. Por isso, mesmo que não fiques 100% satisfeito com o teu primeiro vídeo, lembra-te que se não começares a praticar, nunca vais melhorar. E praticar implica fazer muitas vezes, repetidamente. Por isso começa, cria o teu canal, faz vídeos e mantém um calendário editorial consistente e vais ver os teus conteúdos a melhorarem.

       

       

      O que te parece? Estás agora pronto para começar a criar vídeos e começar um canal no Youtube? Vamos a isto!

       

       

      Queres começar no Youtube mas tens "medo" da câmara? Fica a conhecer algumas estratégias para ficares mais confortável em frente à câmara.

       

      Queres começar no Youtube mas tens "medo" da câmara? Fica a conhecer algumas estratégias para ficares mais confortável em frente à câmara.

    • Quando podes e deves fazer multitasking

      multitasking

       

      Em tempos, o multitasking já foi muito venerado. Em entrevista de emprego, aquele que afirmava ser excelente multitasker era uma melhor opção, já que conseguiria fazer várias coisas ao mesmo tempo. As pessoas orgulhavam-se ao dizer que eram “excelentes a fazer multitasking“.

       

      Nos tempos mais recentes, começou a observar-se uma revolução contra o multitasking. As pessoas começaram a perceber, graças a trabalhos como os de Cal Newport com o livro “Deep Work”, Daniel Coyle com o livro “The Talent Code” ou Anders Ericsson com o livro “Peak” e o conceito de “deliberate practice“, que o trabalho focado numa única tarefa é muito mais valioso do que o multitasking. E ainda bem, porque há muitos tipos de trabalho que exigem foco e concentração e que se tornam totalmente impossíveis de fazer bem se estivermos a fazer outras coisas ao mesmo tempo.

       

      No entanto, hoje quero ir contra a corrente e falar sobre os momentos em que podemos – e, em alguns casos, até devemos – fazer multitasking e aproveitar determinadas situações para despacharmos várias tarefas de uma só vez. Porque gosto de aproveitar o tempo ao máximo e porque sim, há um espaço e um lugar para o multitasking.

       

      Mas começando por fazer algumas distinções: a maior parte das pessoas pensa no multitasking como um período de tempo em que, não só estás a fazer duas coisas ao mesmo tempo, como estás focado em duas tarefas ao mesmo tempo. E sim, de facto, concordo que o foco em duas tarefas não é aconselhável e é mesmo contra-produtivo. É por isso que as minhas sugestões de multitasking incluem tarefas que não precisam de atenção focada. Dessa forma, podes estar a fazer duas tarefas ao mesmo tempo mas uma delas não exige foco, é automática, e por isso consegues concentrar o teu foco na outra.

       

      Por outro lado, o que acontece muitas vezes quando as pessoas tentam mesmo executar tuas tarefas que exigem foco ao mesmo tempo não é realmente multitasking, mas multi-switching: ou seja, estão constantemente a alternar entre uma tarefa e a outra, porque ambas exigem foco. Ora isso nem é multitasking – já que, afinal, nada está a acontecer ao mesmo tempo – nem é produtivo, já que alternar entre tarefas diferentes provoca uma quebra no foco, o chamado “cognitive switching penalty“. Daí a má reputação que o multitasking tem ganho e a recomendação que a maior parte dos especialistas em produtividade dá para se evitar as tentativas de multitasking.

       

      Assim, o multitasking produtivo não pode ser o ato de estarmos focados em duas tarefas ao mesmo tempo, mas sim o ato de estarmos a realizar uma tarefa com foco ao mesmo tempo que executamos uma outra que nos é automática e, por isso, não exige foco.

       

      Vê, então, onde o podes incorporar o multitasking de forma produtiva:

       

      Podes fazer multitasking quando estás a fazer tarefas que não exigem um grande esforço intelectual

      Por exemplo, ouvir podcasts ou audiobooks quando estás a lavar a louça, ou telefonar a um familiar ou amigo enquanto estás a passear o teu cão. Lavar louça e passear o cão são coisas que tens mesmo de fazer mas que não ocupam 100% do teu cérebro, por isso ele consegue estar focado nos conteúdos que estás a ouvir ou na pessoa com quem estás a falar.

       

      Outras opções vão depender da tarefa ou da sua especificidade. Por exemplo, também podes ouvir audiobooks enquanto estás a cozinhar, principalmente se for uma receita que já dominas e quase consegues fazer de olhos fechados. Se, por outro lado, estiveres a experimentar uma receita nova, em que ainda precisas de consultar quantidades e passos, poderá não ser aconselhável consumir outros conteúdos ao mesmo tempo. Por um lado, podes enganar-te na receita (e lá se vai o jantar!), e por outro lado, nos momentos em que tens de ir consultar a receita, convém estares concentrado nessa informação e, por isso, o teu foco no audiobook vai dissipar-se, nem que seja por uns segundos.

       

      Outra alternativa de multitasking é fazer uma walking-meeting: sempre que uma reunião seja apenas entre duas pessoas (um para um), podem fazê-lo enquanto caminham, em vez do mais tradicional gabinete ou sala de reuniões. Assim ambos aproveitam para dar mais uns passos, que tão bem faz à saúde, e ainda apanham algum ar livre enquanto reúnem.

       

      Sempre que conseguires aproveitar tarefas que não exigem a totalidade da tua capacidade de concentração para adiantares outras tarefas, estarás a dar um melhor uso ao teu tempo.

       

       

      Deves fazer multitasking quando o ele the motiva a fazer algo útil

      A segunda hipótese é mesmo aproveitar o multitasking para fazer algo que não queremos ou gostamos muito de fazer. O exemplo mais óbvio pode ser ir ao ginásio. Se não gostas mesmo nada, podes emparelhar essa tarefa, que normalmente não exige muito foco, com ouvir um podcast de que gostes muito e que te divirta. Pode ser um incentivo extra para ires ao ginásio com mais frequência.

       

      Outro exemplo são as treadmill-desks. Todos sabemos as vantagens que caminhar traz para a nossa saúde, como já vimos atrás, e já todos ouvimos o número milagroso de 10 mil passos como o recomendado para darmos diariamente. Quem não tem muito tempo/disponibilidade/vontade para caminhar fora do trabalho tem, com estas secretárias especiais, a possibilidade de o fazer enquanto trabalha. Ora caminhar é uma atividade que não exige concentração nenhuma, por isso estas pessoas conseguem, ao mesmo tempo que caminham, executar as suas tarefas de trabalho da mesma forma que o fariam sentadas.

       

      Mais uma alternativa é colocar uma bicicleta estática em frente à televisão. Sentes motivação para ver televisão mas não para fazer exercício? Podes conjugar as duas coisas desta forma e juntar o útil ao agradável.

       

       

      Resumindo: a chave está em saber quando é benéfico fazer multitasking e quando é essencial fazer trabalho focado. Há um lugar e um espaço para ambos e, quanto a mim, as pessoas mais produtivas são as que conseguem o melhor balanço entre ambas as formas de trabalhar.

       

      E tu? Em que situações costumas fazer multitasking e sentes que isso te ajuda? Partilha as tuas dicas nos comentários.

       

      O multitasking já tem má fama, mas há algumas alturas em que o podes fazer e outras em que ele pode até ser muito útil. Vê aqui quando deves fazer multitasking!

    • Porque não deves pedir aos teus amigos para gostarem da tua página no Facebook

      pedir aos amigos

       

      Vejo isto a acontecer tão frequentemente, e fico triste. Pessoas que começam um negócio, criam uma página no Facebook e toca a convidar todos os amigos para gostarem da página. E eu digo já aqui a verdade: quando me convidam, nem sempre aceito gostar da página, e parecer frio mas é só para o bem deles.

       

      Eu até percebo a tentação: temos uma página novinha em folha, a página tem um like (nós próprios!) e nós queremos que muitas pessoas gostem da nossa página. Queremos aumentar o número de seguidores o mais rapidamente possível, para não estarmos a falar para as moscas e também para o negócio não parecer tão verdinho, e qual a maneira mais fácil de conseguir seguidores rapidamente? Pois, é mesmo pedir aos amigos.

       

      O problema é que isso só te vai trazer problemas e pode ser bem pior do que passar uns tempos com poucos seguidores.

       

      O que acontece depois de os teus amigos gostarem da tua página

      Começas a pensar que a coisa até está a correr bem assim que vês a maior parte dos teus amigos a aceitarem o teu convite e a gostarem da tua página. O número de seguidores a crescer, alguns nem sabiam que estavas a começar um negócio e vêm fazer-te perguntas, dar os parabéns e desejar a maior das sortes.

       

      Nos dias seguintes, continuas a fazer as tuas publicações e é aí que a coisa começa a dar para o torto. Tu podes nem perceber o que se está a passar, mas eu estou aqui para te explicar

       

      A verdade é esta: os teus amigos são muito simpáticos e até gostaram da tua página porque querem apoiar-te e acharam que assim te estavam a ajudar. Então qual é mesmo o problema? O problema é que, quase certamente, a maior parte dos teus amigos não encaixará no teu perfil de cliente ideal. E isso é um problema.

       

      Os teus amigos vão começar por ver algumas das tuas publicações, mas como não representam o teu cliente ideal, os teus conteúdos não vão ser propriamente apelativos para eles. Se calhar até fazem um like em uma ou duas das tuas publicações, mas depois vão começar a desligar porque aquilo não lhes diz nada. Para começar, rapidamente o algoritmo do Facebook vai perceber que eles não estão assim tão interessados na tua página e vai deixar de lhes mostrar os teus conteúdos.

       

      Depois, o Facebook começa por exibir os teus conteúdos apenas a uma fração dos teus seguidores. Se esses seguidores não interagirem, o algoritmo não se esforçará para mostrar os teus conteúdos a mais pessoas, porque assume que esse conteúdo não tem qualidade.

       

      Quando a maior parte dos teus seguidores são os teus amigos simpáticos que nem têm assim tanto interesse pelos teus conteúdos, é normal que eles não interajam com o teu conteúdo. A tua taxa de engagement vai ser muito baixa nos primeiros minutos e o teu alcance não passará muito dali. Além disso, estas consequências propagam-se para as publicações seguintes – precisamente porque o Facebook acaba de perceber que os teus seguidores não estão muito interessados nos teus conteúdos.

       

      Uma coisa é certa: depois da tua página sofrer todos estes efeitos, será muito difícil saíres desta espiral de queda de alcance, por isso espero que tenhas percebido porque não deves pedir a todos os teus amigos para gostarem da tua página.

       

      O que podes fazer em vez disso

      Muito bem, já concordámos que não vais convidar todos os teus amigos a gostarem da tua página. Mas então o que podes fazer em vez disso? É que ter uma página com praticamente zero seguidores não é nada apelativo. Eu sei, é por isso que tenho três sugestões de outras coisas que podes fazer para aumentares o número de seguidores.

       

      1 – Faz uma publicação no teu perfil pessoal

      Em vez de enviares um convite aos teus amigos para gostarem da tua nova página, prepara uma publicação no teu perfil pessoal em que partilhas a tua página, explicas em que consiste o teu negócio e que tipo de assuntos irás abordar nos teus conteúdos e convidas, de forma mais indireta, os teus amigos que tenham interesse nesses mesmos assuntos a seguirem a tua página para poderem acompanhar.

       

      Desta forma, os teus amigos não se vão sentir mal por não gostarem da tua página e, pelo menos na sua maior parte, só irão gostar e seguir se tiverem um genuíno interesse no teu negócio.

       

      2 – Partilha a tua página em grupos indicados para o teu cliente ideal

      O teu cliente ideal frequenta grupos no Facebook e lá sim, poderás encontrar pessoas que têm realmente interesse naquilo que tu fazes. Então divulga a tua nova página em grupos onde aches que o teu cliente ideal passa o seu tempo.

       

      Mas tem cuidado: nem todos os grupos permitem a divulgação de páginas, por isso começa por ler as regras de cada grupo para perceberes se o podes fazer. Em caso de dúvidas, o ideal é mesmo perguntar aos administradores dos grupos se esse tipo de divulgações é permitido.

       

      3 – Usa os anúncios do Facebook

      Podes aproveitar os anúncios do Facebook para que a tua página seja mostrada a utilizadores que tenham o perfil do teu cliente ideal. Mas tem muito cuidado: a segmentação dos teus anúncios deverá ser muito bem feita. Caso contrário, corres o risco de acabar com seguidores que não são os mais indicados e acabas por ter o mesmo problema de que já falámos no caso dos teus amigos – com a agravante de que agora estás a gastar dinheiro!

       

      Por isso começa por perceber muito bem como podes segmentar os teus anúncios de forma a não deitares dinheiro ao lixo e não acabares com um número grande de seguidores que são, também eles, lixo (pelo menos para a tua página). Em caso de dúvidas, o melhor pode ser mesmo contratar um especialista em anúncios do Facebook.

       

      Atenção! Há algo que tem de ser feito antes disto tudo!

      Como podes ter percebido, se quiseres executar os passos que indiquei acima, há uma coisa que tens de saber muito bem primeiro. Quem é o teu cliente ideal? Sem essa informação, será difícil selecionares grupos para divulgar o teu negócio e também não será evidente como deverás segmentar a audiência dos teus anúncios. Por isso, caso ainda não o tenhas feito, o primeiro passo terá de passar pela definição do perfil do teu cliente ideal, que pode ser englobado numa estratégia mais ampla de conteúdos e redes sociais.

       

      Diz-me, nos comentários, se já passaste por estas dificuldades depois de convidares amigos para gostarem a tua página e conta-me se já tens bem presente o perfil do teu cliente ideal.

       

      É a tendência natural: quando se tem uma página do Facebook nova e sem seguidores pede-se aos amigos para gostarem da página. Vê aqui por que motivos isso pode ser um erro!

    • 6 tipos de empreendedores criativos

      Empreendedores criativos

       

      Talvez já tenhas reparado que a página inicial deste website refere conteúdos de marketing, business e life skills para Empreendedores Criativos. É mesmo esta a classe profissional que acredito possa ter mais interesse nos meus artigos – mas atenção, se não fores empreendedor criativo e estiveres a gostar, podes muito bem ficar desse lado!

       

      Mas afinal, o que é isso de Empreendedor Criativo?, podem perguntar algumas pessoas. E eu passo a explicar.

       

      Segundo a Wikipedia, a diferença entre os empreendedores criativos e os restantes é que estes se focam na criação e exploração de capital criativo e intelectual e são, essencialmente, investidores em talento – o deles e o de outras pessoas.

       

      Segundo a mesma página, apesar de já haver empreendedores criativos há séculos – como joalheiros artesanais ou poetas profissionais – este termos está mais em voga desde meados do século XX, quando se começou a observar uma mudança em direção a uma economia do conhecimento (aquela que usa o conhecimento para gerar valor) e a uma sociedade da informação (aquela em que criação, distribuição, uso, integração e manipulação da informação são atividades económicas, políticas e culturais significativas). Nesta nova era, as velhas regras dos negócios baseados na industrialização já não se aplicam.

       

      Segundo o economista Richard E. Caves, algumas características que distinguem as atividades criativas de outros setores económicos são:

      – A procura é incerta

      – Os criativos preocupam-se com o seu produto

      – Alguns produtos criativos requerem skills diversificadas

      – Os produtos são diferenciados e com infinita variedade

      – Skills diferenciadas verticalmente (ou seja, pequenas diferenças em habilidade podem gerar grandes diferenças de valor)

      – O tempo urge

      – Durabilidade dos produtos e dos rendimentos (por exemplo, direitos de copyright continuam a gerar rendimento muito depois do produto lançado – exemplo: livros)

       

      O Department for Culture, Media and Sports do Reino Unido define indústrias criativas como “aquelas que têm origem em criatividade, habilidade e talento individuais e que têm potencial para gerar riqueza e emprego através da criação e exploração de propriedade intelectual” (tradução livre minha).

      Em 2015, o mesmo departamento reconheceu nove setores criativos, nomeadamente:

      – Publicidade e Marketing

      – Arquitetura

      – Artesanato

      – Design (gráfico, de produto e de moda)

      – Cinema, TV, vídeo, rádio e fotografia

      – Serviços de IT, software e computação

      – Publicação editorial

      – Museus, galerias e bibliotecas

      – Música, artes performativas e artes visuais

       

      A esta lista, o autor John Howkins acrescenta a indústria dos brinquedos e jogos, bem como a área mais alargada de investigação e desenvolvimento em ciência e tecnologia.

       

      Já segundo Richard Florida, existe uma classe socio-económica a que ele chama de classe criativa, que constitui uma força motora para o desenvolvimento económico (localizações com maior concentração de elementos da classe criativa são economicamente mais avançadas), e que é composta por:

      – Core super-criativo: este grupo incluí uma gama alargada de ocupações, desde as ciências, engenharia, educação, programação de computadores, investigação, até às artes, design e media.

      – Profissionais criativos: profissionais que trabalham nas áreas clássicas do conhecimento, como a saúde, os negócios e finanças, o direito e a educação. Baseiam-se em conjuntos complexos de conhecimentos para resolver problemas específicos.

       

      Mas chega de teoria, vamos então aos 6 principais tipos de empreendedores criativos!

       

      1 – O Educador

      Ou thought-leader, usa informação para ensinar outras pessoas algo específico. Desde cozinhar, escrever ou pintar, a temas de negócios, marketing ou outros. Este ensino pode ocorrer presencialmente, em workshops ou formações, ou online através de blogs, vídeos, podcasts, sejam os recursos gratuitos ou na forma de cursos pagos.

       

      O mais típico é que o educador partilhe algum do seu conhecimento de forma gratuita, não só para ganhar a confiança de quem o acompanha como para ajudar aqueles que não podem comprar os seus produtos ou acompanhamento, e reserve o seu conhecimento mais aprofundado para quando os consumidores estão dispostos a investir em cursos ou ensino personalizado.

       

      2 – O Freelancer

      O freelancer vende o seu tempo e as suas habilidades e talentos para prestar um serviço a quem compra. São especialistas num determinado tema. Este tipo de serviços cobre uma grande variedade de necessidades, como design (gráfico, web), copywriting, fotografia, produção de vídeo, gestão de redes sociais, gestão de projetos, entre outros.

       

      Este tipo de criativos costuma apresentar algum do seu trabalho já realizado na forma de um portfólio, de modo a demonstrar as suas capacidades, mas cada vez mais usam também a partilha de conteúdos úteis do seu domínio para ganharem a confiança de quem os segue.

       

      3 – O Coach

      Estes empreendedores são normalmente muito empáticos e colocam-se com facilidade no lugar do outro. Ajudam a encontrar e amplificar o potencial de quem os contrata. Podem encontrar-se com os seus clientes presencialmente ou online e a gama de preços abrange praticamente todo o espetro imaginável.

       

      Estes especialistas também costumam aproveitar os conteúdos que partilham, quer sejam de sua autoria ou curados de outras fontes, para inspirar, motivar e promover o desenvolvimento pessoal e profissional de quem os segue.

       

      4 – O Artista

      O Artista cria bens palpáveis, como joalheria, artigos de decoração, roupas, estacionário, velas, quadros, etc.

       

      O que mais influencia as suas vendas é a produção de artigos que um determinado público tenha interesse em comprar. A partilha de detalhes sobre a sua arte ou de pormenores de “behind the scenes” ajuda também a que o público estabeleça uma relação de maior proximidade com eles.

       

      5 – O Curador

      O Curador tem a habilidade de encontrar e selecionar produtos que outras empresas produzem, e vendê-los a quem os procura. Estes empreendedores procuram produtos nos quais acreditam e que estejam alinhados com a sua marca.

       

      Precisam de ter uma grande capacidade de selecionar e atingir o seu público ideal.

       

      6 – O Entertainer

      Estes empreendedores criativos produzem conteúdos que outras pessoas querem consumir, sob vários formatos, como artigos de blogs, vídeos de Youtube, podcasts, livros, música ou artes performativas.

       

      As suas fontes principais de rendimento são a venda de bilhetes para os seus eventos ao vivo, direitos de copyright, bem como a venda de espaço publicitário e patrocínios. Para terem sucesso, precisam de grandes audiências dispostas a dar-lhes atenção.

       

       

      E aqui tens, o meu resumo do empreendedorismo criativo.

       

      Que tipo de empreendedor criativo és tu? Ou, se ainda não és nenhum destes, qual pretendes vir a ser no futuro?

       

      Sabes o que são empreendedores criativos? Desde educadores, a freelancers, coaches, artistas ou entertainers, todos eles pertencem à chamada classe criativa.

    • Os 3 maiores erros que podes estar a cometer no teu negócio online

      Erros no negócio online

       

      Fico triste sempre que me deparo com pequenos negócios que estão a cometer estes erros no mundo digital. E fico triste porque sei que poderiam estar a conseguir muito mais se mudassem apenas estas três coisas, que nem são assim tão complicadas.

       

      1 – Não tens um website

      Este é provavelmente o erro mais grave no digital.

       

      “Mas tenho uma página no Facebook, não chega?” pergunta normalmente quem não tem um site.

       

      Não, não chega!

       

      O teu website é a tua montra, é a ferramenta que mais potencial tem para mostrar ao mundo quem és e o que fazes. Lá podes apostar num design que seja apelativo ao teu cliente ideal e podes apostar em conteúdos fortes. Podes fazer um bom trabalho de SEO para que mais potenciais clientes te encontrem e mergulhem no teu mundo.

       

      Num website podes dar aos visitantes muitos mais detalhes sobre os teus produtos ou serviços e sobre quem é a tua marca e o que ela representa, podes encaminhá-los para as tuas outras redes sociais, podes (e deves) publicar regularmente conteúdos que sejam úteis para quem te acompanha.

       

      Com um website podes ter um feed RSS para que as pessoas facilmente consigam acompanhar os teus conteúdos se gostarem do que estás a fazer, enquanto que o Facebook, como todos já sabemos, apenas mostra as tuas publicações de forma orgânica a uma percentagem muito reduzida dos teus seguidores.

       

      Além disso, podes ainda convidar os teus visitantes a subscreverem a tua newsletter para que possas facilmente entrar em contacto com eles. Sim, também podes colocar um formulário para subscrição da tua newsletter no Facebook, mas aí terás de confiar que as pessoas visitarão esse separador específico da tua página, e quantas achas que o farão? Poucas, pois.

       

      Mas espera, não estás preocupado com isso porque não tens uma newsletter? Então passemos ao segundo erro…

       

      2 – Não tens uma newsletter

      Claro que o segundo erro é não ter uma newsletter. Como assim, ainda não tens uma newsletter?

       

      Mas vamos por partes.

       

      Já alguma vez reparaste no número de pessoas que consegues atingir com uma publicação no Facebook (se não investires dinheiro a promovê-lo)? Pois, não são muitas.

       

      Também já deves ter notado a quantidade de vezes que o algoritmo muda, normalmente para dar menos exposição ainda às páginas?

       

      Além disso, e se os teus seguidores começarem a fartar-se do Facebook e deixarem de o consultar?

       

      Estes mesmos argumentos podem ser válidos para as restantes redes sociais. Mas com uma newsletter ficas com o contacto direto do teu potencial cliente, as taxas de abertura das campanhas são muito superiores ao alcance das publicações nas redes sociais e ainda tens a possibilidade de fazer coisas muito interessantes, como segmentar os teus contactos, enviar sequências de emails automáticas e até iniciar uma conversa direta em privado com qualquer subscritor.

       

      3 – Não tens uma estratégia de conteúdos

      Sim, o conteúdo é rei, como se costuma dizer, mas sem uma estratégia adequada não te vai levar longe. Os teus conteúdos precisam de:

      – cumprir objetivos

      – usar um tom de voz consistente com a personalidade da marca e direcionado ao teu cliente ideal

      – ser alvo de análise de resultados.

       

      Tudo isto é fundamental para que os teus conteúdos de tragam resultados. A criação de conteúdos é algo que dá trabalho, exige tempo e recursos, e publicar só por publicar significa que apenas vais andar a perder o teu tempo.

       

      Por outro lado, se tiveres uma boa estratégia, os conteúdos podem trazer-te um público atento, interessado no que tu tens para partilhar, que cria uma relação de muito maior proximidade contigo e que, por isso, está muito mais pronto para comprar o que tu tens para vender.

       

       

      Percebo que possas ainda não ter tratado disto por falta de tempo ou até por falta de conhecimentos tecnológicos para o fazer. Mas a verdade é que não precisas de ser tu a fazer tudo no teu negócio. Talvez as horas que terias de despender para executar tudo isto sirvam melhor o teu negócio se forem aplicadas noutras coisas que tu fazes melhor e é por isso que deves delegar. Se também tu estás a cometer um destes erros, corrige-o o quanto antes!

       

      Vejo muitas vezes pequenos negócios a cometerem estes erros no seu negócio e no marketing online, principalmente coaches. São coisas não muito difíceis de corrigir, por isso trata disso o quanto antes!

    • 7 Hábitos de bem-estar para empreendedores criativos

      Bem-estar para empreendedores criativos

       

      Quando estás a tentar arrancar com um negócio novo, é fácil deixar de dar atenção a algumas necessidades básicas, talvez exatamente porque elas parecem tudo menos básicas quando há tantas coisas que o teu negócio precisa que faças.

       

      Por outro lado, quando já estás numa fase mais avançada do negócio, seria de esperar que já tivesses conseguido encontrar o teu equilíbrio, mas nem sempre isso acontece. Por vezes tens tanto trabalho – e convenhamos, uma carteira cheia de clientes é tudo o que sempre quiseste, por isso não nos vamos queixar, certo? – que fica ainda mais difícil conseguir arranjar tempo para o teu próprio bem-estar.

       

      Eu compreendo. Também eu já fui culpada disto. Nem sempre é fácil discernir as prioridades quando aquilo que mais precisamos é de clientes e de ver dinheiro a entrar na conta. E não sei quantas vezes já me aconteceu postar imagens de livros ou falar de caminhadas nas minhas redes sociais e receber comentários de empreendedores que dizem “deste lado não há tempo para isso”. E eu fico feliz que tenham tanto que fazer, é tão bom sinal!

       

      O problema é que depois acontecem coisas como burn-out ou bloqueios de criatividade. E aí quem é que vai fazer avançar os vossos negócios ou tratar do trabalho para os vossos clientes? Pois… Dá que pensar, não dá?

       

      Quanto a mim, existem hábitos básicos de bem-estar que ninguém deve deixar cair. Deixo-te aqui ficar os sete que considero mais importantes.

       

      Também podes ver o vídeo:

       

       

      1 – Ritual matinal

      A forma como começas o teu dia determina todo o resto do teu dia. Já vários autores, empreendedores e outros famosos falaram disto (alguns exemplos são Tony Robbins, Tim Ferriss ou Barack Obama) e eu concordo plenamente. De manhã cedo é o período ideal para fazeres aquelas coisas que só te dizem respeito a ti. Vê o teu ritual matinal como um espaço só teu, só para ti.

       

      Seja para fazeres a tua meditação, o teu exercício físico, para leres ou fazeres journaling, ou apenas para reveres as tarefas que tens de atacar nesse dia e organizares a tua vida. A última coisa que deves fazer é começar o dia numa correria e sem alguma intenção bem definida.

       

      Podes ter um ritual matinal de 15 minutos ou de duas horas, tudo vai depender de ti, daquilo que pretendes fazer e da tua intenção. Mas não deixes de estabelecer um que funcione para ti e começa a arrancar o teu dia com intenção.

       

      2 – Faz uma coisa que adores (fora do trabalho)

      Ou seja, tem um hobbie! Ter algo que te deixa mesmo animado e que não está nada relacionado com o teu trabalho é mesmo essencial. Pode até ser que o teu negócio tenha começado com um hobbie. Mas se agora é um negócio, precisas de um novo hobbie. Um que seja mesmo só um hobbie.

       

      Como criativo que és, precisas de desligar a cabeça. Precisas de algo que te permita desfrutar e passar um bocado divertido sem a pressão de ter de originar um rendimento. Pode ser o que quiseres, desde desporto, até à escrita, passando por voluntariado, ou simplesmente ler ou colorir aqueles livros de pintar para adultos. Tudo serve, desde que te divirtas e não esteja relacionado com trabalho!

       

      3 – Muda de ambiente de vez em quando

      Pode ser uma viagem a outra cidade ou mesmo outro país. Ou pode apenas ser o facto de ires trabalhar uma tarde para um sítio diferente, um café, por exemplo. A ideia é ver coisas novas, ver ambientes e pessoas diferentes.

       

      Muitas vezes, sentimo-nos a passar por um momento de menor criatividade e, quando damos conta, reparamos que estamos há dias a trabalhar a partir de casa (ou do escritório), só saímos daquele ambiente para ir ao ginásio ou fazer as compras da semana, vemos sempre as mesmas pessoas e ainda ficamos admirados.

       

      Muitas pessoas pensam que a criatividade é apenas a criação de ideias novas. Mas não se restringe a isso – há até quem defenda que já não há ideias novas. A criatividade é, isso sim, a associação de duas ou mais ideias pré-existentes de uma forma nova e única. Por isso, se queres ser criativo, tem de haver um input de novas ideias na tua vida e nem sempre é suficiente receber esse input via online. Também precisas de ver novos ambientes offline.

       

      Se tiveres um negócio que funciona estritamente online, então tens ainda mais sorte e podes até viajar para outra cidade e continuar a trabalhar a partir de lá. Mas mesmo que isso não seja possível para ti, não deixes de visitar sítios novos na tua própria cidade. Vais ver que só te vai fazer bem!

       

      4 – Celebra todas as tuas vitórias

      És um empreendedor, de certeza que já conseguiste coisas fantásticas pelo caminho. Quando foi a última vez que paraste para celebrar uma das tuas vitórias? Ou quando tens uma vitória partes logo para o objetivo seguinte sem sequer te congratulares?

       

      Eu percebo que os nossos objetivos estão sempre a avançar. Mal alcançamos um e já estamos a pensar no seguinte. Eu própria já fui culpada disso, e por vezes ainda sou. Mas é muito importante celebrar os objetivos atingidos, mesmo que face ao objetivo seguinte possam parecer pequenos.

       

      A questão é que precisamente por estabelecermos sempre objetivos maiores do que os anteriores, provavelmente nunca vamos atingir uma linha da meta. Vamos estar sempre a tentar alcançar algo mais. Quanto a mim, não há mal nenhum que assim seja. Mas se aceitarmos isso, significa que nunca vamos celebrar o alcance do último objetivo. Por isso mesmo, temos de ir celebrando pelo caminho, ou corremos o risco de deixarmos de nos divertir com o nosso trabalho.

       

      Por isso da próxima vez que atingires uma meta ou um objetivo, por mais pequenos que sejam, não te esqueças de celebrar. Faz algo especial por ti!

       

      5 – Mexe o teu corpo

      O que tens feito para tratar do teu corpo? Ou andas tão ocupado que nem tens tempo para isso? Claro que tens mais trabalho para fazer do que alguma vez imaginaste que fosse possível, mas de certeza que há partes do teu trabalho que podem esperar para que consigas tratar de ti.

       

      Com os estilos de vida altamente sedentários que temos nos dias de hoje, principalmente se a maior parte do teu trabalho for feita ao computador, precisamos mesmo de contrabalançar todas as horas que passamos sentados com algum movimento.

       

      Não ignores que o teu corpo precisa de atenção! É o único que tens para o resto da vida, enquanto que negócios podes ter muitos!

       

      6 – Medita

      Voltamos ao tema de que a tua mente precisa de pausas frequentes.

       

      Se nunca experimentaste meditar ou se és daquelas pessoas que acham que são demasiado irrequietas para conseguirem meditar, peço-te que tentes apenas durante uns dias, por 5 minutos.

       

      No meu caso, a meditação ajuda a conseguir maiores níveis de concentração e também sinto que estimula a minha criatividade. Consigo pensar com mais clareza e ajuda-me a viver de uma forma mais pausada.

       

      Há diversas apps que podes experimentar para começares, como por exemplo a Calm, a Headspace (ambas com free trials disponíveis) ou a Insight Timer (totalmente gratuita). Começa com 5 minutos, todos os dias, durante uma semana e depois vê como te sentes – e não acredito que não tenhas 5 minutos (se não tiveres, talvez esteja na hora de repensares alguns aspetos da tua vida).

       

      7 – Alimenta-te bem

      A frase “tu és o que comes” é mesmo verdade (mesmo, fisicamente, verdade). Mas para além do teu corpo físico, também a tua mente é afetada pelos alimentos que ingeres (basta pensares no que acontece no dia a seguir a ingerires demasiado álcool e percebes que isto é bem verdade).

       

      A nossa alimentação pode afetar a nossa clareza de pensamento, o nosso cansaço, a nossa sonolência e nossa capacidade de problem-solving. Para além disso, também pode ter impacto na nossa irritabilidade, ansiedade e até mesmo na nossa fome.

       

      Tenta alimentar-te, pelo menos na maior parte das vezes, de forma saudável, escolhendo essencialmente alimentos não processados, sem adição de açúcar e que te façam sentir no teu melhor. Vai estando atento ao teu estado diário e tenta correlacionar com o que andas a comer, de forma a tirares algumas pistas em relação ao que funciona melhor para ti.

       

       

      Há algum destes hábitos que esteja em falta na tua vida? Se forem vários aqueles que não tens o hábito de praticar, pode ser que neste momento te estejas a sentir algo assoberbado. Não há razão para isso. Escolhe apenas um e trabalha apenas nesse até sentires que já o fazes sem esforço. Depois passa para o seguinte.

       

      A implementação de hábitos não é algo que aconteça de um momento para o outro, por isso vai com calma e começa aos pouquinhos. Vais ver que com o passar do tempo, e se te mantiveres atento e empenhado, o teu bem-estar vai aumentar significativamente.

       

      Tens dado atenção ao teu bem-estar? Enquanto empreendedor criativo, há hábitos que deves assegurar para conseguires manter a máquina a funcionar (já agora, a máquina és tu!)