Filipa Maia

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    Março 2020

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    • Storytelling – Porque precisas de o usar na tua comunicação

      storytelling na comunicação

      O storytelling é um dos temas que mais me apaixona. As histórias sempre fizeram parte da minha vida e, desde que comecei a escrever, em 2015, que tenho vindo a estudar de forma cada vez mais aprofundada as histórias e a sua estrutura narrativa, o storytelling.

      Por ser um tema que me fascina, trago-o sempre para o meu trabalho, quer estejamos a falar de comunicação e de marcas, quer estejamos a falar de desenvolvimento pessoal.

      Hoje quero chamar a tua atenção para a importância do storytelling e porque é que é algo que deves incorporar na comunicação da tua marca. Há motivos muito fortes para que o faças.

       

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      1. As histórias provocam emoções

      Alguma vez choraste ou te sentiste frustrada com algo que estava a acontecer num filme ou num livro? Alguma vez sentiste o teu coração bater mais forte com uma história? Tudo isto é emoção provocada por algo que não tem de ser real.

      Quando tens uma marca queres que as pessoas criem uma ligação emocional com a tua marca, que entrem na tua história, acompanhem a tua jornada e queiram saber mais sobre aquilo que estás a comunicar. É a emoção que vai fazer com que as pessoas queiram continuar a acompanhar-te. Se não houver emoção, as pessoas vão desligar-se da tua marca, tal como se desligam de histórias que não têm uma boa estrutura ou um bom arco narrativo.

       

      2. As histórias captam a atenção

      Enquanto seres humanos evoluímos com histórias e elas têm mesmo sido essenciais à nossa sobrevivência. Em tempos pré-históricos, as histórias eram a única forma de transmitir informação. Muitas vezes, informação vital para a sobrevivência da nossa espécie. Assim, as pessoas tomaram consciência de que as histórias são algo importante e a que devemos prestar atenção. Por isso é que, quando ouves contar uma história, a tua atenção desperta automaticamente. E, quando uma história é bem contada, tu não consegues largar essa história e ficas agarrada ao livro, ao filme ou à série. Então, tu, enquanto marca, com o contar de histórias vais conseguir muito mais eficazmente que as pessoas prestem atenção àquilo que estás a dizer.

       

      3. A memorização

      As histórias são mais facilmente memorizadas do que números, dados ou estatísticas. Está comprovado que, após uma comunicação de qualquer tipo, as pessoas memorizam com muito mais facilidade a história que foi contada do que os factos ou números que foram partilhados. Se queres que as pessoas guardem as informações que estás a partilhar é muito importante que incorpores o storytelling na tua comunicação.

       

      4. As histórias unem comunidades

      Com certeza que, como criador de uma marca, queres reunir uma comunidade à tua volta, certo? Então, deves lembrar-te sempre que as histórias unem comunidades.

      Basta que penses nas diferentes religiões que existem no mundo. Todas elas estão associadas a uma história, uma narrativa que conta a origem dessa religião e é essa história que une as pessoas dessa determinada religião. As pessoas conhecem essas histórias, falam sobre elas, acreditam nelas e sentem uma conexão emocional com elas. Consequentemente, essas pessoas sentem também uma conexão entre si por partilharem a mesma história e todas acreditarem nela.

      Deste modo, é o storytelling que te vai permitir criar um sentido de comunidade dentro da tua marca.

       

      5. As histórias mudam crenças

      Já falei várias vezes sobre crenças no meu Podcast. Podes ouvir este e outros episódios para saberes um pouco mais sobre este tema.

      O importante aqui é que as histórias têm o poder de alterar crenças. Há estudos que demonstram que o transporte narrativo está diretamente relacionado com a mudança na forma como vemos o mundo. O transporte narrativo está relacionado com o facto de sermos transportados para dentro de uma história bem contada e que nos provoca emoção.

      Para mim, é muito óbvio que as histórias tenham o poder de alterar crenças, pois, como já referi noutros momentos em que abordei este tema, as crenças são instaladas quando há eventos com uma grande carga emocional associada. Por isso, se as histórias tiverem esta mesma carga emocional podem também ter este poder de mudar as nossas crenças. É por esta razão que há, por exemplo, tantas histórias cujo tema central é o Bem contra o Mal, para que acreditemos que vivemos num mundo onde o Bem predomina.

       

      Então, se queres mudar a forma como as pessoas que te rodeiam veem o mundo, se queres pintar um conjunto de crenças diferentes para essas pessoas, o storytelling vai ajudar-te.

      Agora que te apresentei os meus motivos para que passes a usar o storytelling na comunicação da tua marca, queria saber que mais gostavas de saber sobre este tema. Deixa-me as tuas dúvidas, desafios e dificuldades para que eu possa criar mais conteúdos que vão ao encontro do que precisas e te ajudem a aplicar o storytelling dentro da tua marca.

       

      O storytelling tem importância na comunicação da tua marca. Existem vários motivos para que o incorpores na tua estratégia comunicativa.

    • Instabilidade de rendimentos? Estratégias para quem trabalha por conta própria

      instabilidade de rendimentos

      A instabilidade de rendimentos é uma realidade para quem trabalha por conta própria. Se, em alguns meses, pode haver um grande fluxo de dinheiro a entrar, é muito provável que, noutros, não haja quase nenhum. Quando, por exemplo, resolvemos tirar um período de férias é muito comum que os rendimentos nesse mês sejam zero, ou quase.

       

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      E como é que podemos, então, lidar melhor com isto?

      Antes de mais, a primeira coisa que deves fazer é aceitares a realidade.

      É mesmo assim, quem trabalha por conta própria vive com a instabilidade de rendimentos e é suposto ser assim. Por isso, o teu objetivo não deverá ser mudar esta realidade ou encontrar uma estratégia para que a entrada de dinheiro seja igual todos os meses.

      Aliás, se a estabilidade de rendimentos é algo muito importante para ti, ter um emprego por conta de outrem será provavelmente a melhor opção ao teu dispor. Se, no entanto, queres realmente empreender, tens de aceitar a instabilidade de rendimentos e o facto de teres meses muito bons e outros quase sem rendimento.

      Mas, em termos práticos, o que podes, então, fazer para aprenderes a viver esta instabilidade de rendimentos com tranquilidade?

      1. Criar um fundo de liberdade

      A maior parte das pessoas refere-se a este fundo como “fundo de emergência”, mas eu prefiro não usar este termo, porque não quero associar este valor a uma situação de necessidade extrema.

      Prefiro ver este fundo como algo que me dê paz de espírito, algo que eu possa ter guardado para saber que, se surgir um mês em que não registo entrada de dinheiro – sobretudo se for por razões que não previ -, posso estar descansada, porque tenho ali aquele dinheiro, aquele fundo de liberdade. Isto significa que, nesse mês, vou continuar a ter liberdade de maneio, apesar de a entrada de dinheiro ser nula, ou quase.

      O valor deste fundo de liberdade dependerá sempre de ti e daquilo com que te sentires confortável. Há pessoas que gostam de ter um fundo de liberdade com um valor correspondente a 6 meses de trabalho, outras a um ano. E outras, menos do que isso. O montante terá de ser decidido por ti. O importante é que tenhas de parte um valor que te traga essa segurança.

       

      2. Paga a ti próprio um salário

      Fazeres isto vai ajudar-te a gerir melhor o fluxo de dinheiro.

      Por exemplo, num mês em que lances um novo programa de grupo ou um curso online é natural que haja uma maior entrada de dinheiro. Ora, sabendo que isto não irá voltar a acontecer no mês seguinte, não podes considerar todo o valor que recebeste com esse lançamento como o teu salário desse mês. O valor que entrou no teu negócio com esse lançamento deve, então, ser usado para pagar o teu salário nesse mês e nos meses seguintes. Usares esta estratégia vai ajudar-te a ter uma perceção de que o valor que entra em determinado mês não deve ser o dinheiro que vais efetivamente gastar nesse mês. O dinheiro que entra no teu negócio deve ser bem distribuído.

       

      3. Planear a médio prazo

      Esta estratégia vai permitir-te gerir melhor as saídas de dinheiro.

      Vamos supor que abres agora um programa de grupo que demora 3 ou 4 meses. Então, já sabes que só daqui a, pelo menos, 3 ou 4 meses é que abrirás um novo programa. Por isso, se tiveres o teu planeamento bem estruturado a médio prazo – 6 meses, pelo menos – sabes que o valor que entrar agora com este programa de grupo não vai voltar a entrar nessa proporção nos próximos 3 ou 4 meses. Ao fazeres este planeamento poderás gerir melhor as saídas de dinheiro, porque sabes quando é que podes esperar um maior fluxo de dinheiro novamente.

       

      4. Reinveste no teu próprio negócio

      Numa fase inicial do teu negócio, o investimento que te vai trazer um maior retorno é o investimento no teu negócio. Se estás a começar, significa que o teu negócio tem um potencial de crescimento gigante. Por isso, nada te vai dar maior retorno do que (re)investires no teu próprio negócio.

      Faz também esse planeamento e prevê que percentagem do teu lucro é que vais reinvestir. Seja em ferramentas, colaboradores ou formação e treinos adicionais, novos programas, novos cursos ou coaching. Este (re)investimento vai-te trazer frutos e permitir, consequentemente, aumentar a escala do teu negócio.

       

      Estas são as sugestões que tenho para ti sobre como lidar melhor com a instabilidade de rendimentos. Espero que te sejam úteis.

      Agora, gostava de saber se lidar com a instabilidade de rendimentos no teu negócio tem sido uma dificuldade para ti. De todas estas sugestões que apresentei, qual é a que faz mais sentido para ti? E já sabes qual vais implementar?

       

      Lidar com a instabilidade de rendimentos pode ser uma dificuldade para quem trabalha por conta própria. Aplica estas dicas para se tornar mais fácil.